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A Herança Tilsit

Catherine Gaskin

SINOPSE:

"A herança Tilsit - Com uma história fascinante que se desenvolve em três cenários distintos, o Caribe; Nova York, que é residência de Ginny durante cerca de um ano; e a sombria Inglaterra dos castelos antigos e tradições seculares, e um enredo romântico entremeado de lances dramáticos e de muito suspense, A Herança Tilsit apresenta personagens marcantes, como a própria Ginny, figura central do romance, seus pais, a tia Isobel e a avó Jane, e ainda o arquiteto Jim MacAdam e Mark Bostow, funcionário da cerâmica Tilsit, que se envolvem romanticamente com Ginny.
Antiga mansão de Isobel Tilsit e a sua fábrica de porcelana inglesa mundialmente conhecida ficavam à distância de apenas algumas horas de avião a jato da decadente plantação de cana de seu irmão John, nas Antilhas.Entretanto, o passado comum dos dois era tão amargurado que havia anos um não mencionava o nome do outro. Subitamente, Ginny, filha de John, ligada a esses dois mundos, vê-se obrigada a optar entre o oferecimento estranho e um tanto assustador da tia, que quer doar-lhe fortuna e situação, e a herança de pobreza e amor que lhe oferece o pai. Como poderia uma adolescente tomar uma decisão que iria talvez influir em toda a sua vida, sem conhecer certos fatos que todo o mundo parecia decidido a ocultar-lhe?
Catherine Gaskin transporta-nos de uma pitoresca região das Antilhas para a magnificência de "Tilsit", onde Ginny enfrenta provocações, aventuras e um amor violento. Romance de uma jovem que, investigando o mistério da herança da Família Tilsit, chega à compreensão de si mesma. "


COMENTÁRIOS:

Como de costume Catherine Gaskin explora algum tipo de industria em sua trama, ensinando ao leitor coisas interessantes, desta vez sobre cana de açúcar e cerâmica (em outras obras dela que já li ela falava sobre vinhedos, sobre cristais, sobre Whisky e até sobre falcoaria)). A cada livro desta autora ela me ensinou algo interessante e eu espero que tenha sido assim com mais pessoas. Se nada mais valesse a pena (o que não é o caso) as sequencias sobre como algo funciona (neste livro o mundo da cerâmica, especialmente) são fantásticas.
Bem, este livro é classificado como uma novela de romance e suspense, mas eu não encontrei muito suspense nesta leitura. Eu diria que é mais sobre uma garota jovem se tornando mulher. Ginny, a protagonista, nasceu em uma ilha do Caribe, foi educada em um convento e, após uma proposta inesperada da tia, com quem seu pai não mantinha contato a muitos anos, se vê partindo para uma mansão centenária inglesa e conhecendo uma família que lhe era estranha.
Tudo na família Tilsit girava em torno das cerâmicas chinesas que foram a origem de sua riqueza e de sua própria linha de cerâmicas. Quando eu digo tudo, é tudo mesmo. Os parentes da jovem Ginny são obcecados pelo o assunto e até quem não tinha laços sanguíneos, mas trabalhava na fábrica, sofria deste mal. Logo, a protagonista está tão envolvida pela história da família, que cai sob o mesmo feitiço.
A mansão Tilsit é um lugar muito interessante e Gaskin não decepciona em sua descrição, assim como não decepciona na criação das pessoas que lá vivem e suas motivações. O que realmente me incomodou foi a falta de personalidade de Ginny. Ela vai para a Inglaterra porque seu amor fora rejeitado e lá ela se apaixona perdidamente por outro homem, só para deixá-lo pelo primeiro amor. Ela simplesmente não sabia o que queria e então decide escolher a opção mais confortável. Decepcionante.
Não considero um dos melhores livros desta autora, mas ele não é ruim...claro que poderia ter sido bem melhor se o desfecho fosse outro, mas... o que se pode fazer; nem sempre as histórias acabam como desejamos, certo?!


Eu gosto muito da moça ao fundo,
mas não gosto da forma que encaixaram o casal no detalhe.

Interessante colocar parte dos personagens na capa.
Não lembro direito quem é quem,
mas posso chutar :-)

Bela capa. Gosto deste estilo.

O casal central é belo,
mas a história se passa em fins dos anos 50 e inicio dos 60,
então, a imagem não tem nada a ver.

A Governanta

Fiona.

Catherine Gaskin.

SINOPSE:

1830 nas Antilhas. O açúcar e a escravidão ainda reinavam supremos, mas a ilha de San Cristobal, com o seu perfume de flores exóticas, parecia um paraíso tropical para Fiona... Para ela, o convite para trabalhar na fazenda da família Maxwell fora uma forma abençoada de escapar da vida miserável que levava na Escócia. Mas a fazenda nada tinha a ver com os sonhos de paz e de prazer que Fiona acalentava. Todos a tratavam muito bem e Duncan, o menino que ela cuidava, a adorava. Mas Fiona não conseguia livrar-se de suas premonições de um perigo iminente. Seriam pura imaginação? Ou eram cenas que lhe chegavam através da maldita "segunda visão" que a perseguia desde a morte de sua mãe? Então Fiona descobriu que até o seu romance com Fergus, o belo e enigmático enteado da dona da fazenda, era parte de um plano macabro ligado a um passado sinistro e secreto.


COMENTÁRIO:


Se não me engano este foi o primeiro livro de Catherine Gaskin que eu li e devia estar com uns 13 ou 14 anos. Eu amei cada parágrafo, cada página e, quando finalmente terminei a leitura, eu chorei. É sério. Foi o único livro até hoje que me fez chorar, e chorar com vontade. Chorei porque o livro havia acabado e chorei por Fiona, e pelo que tinha acontecido com ela. Não julguem por isso que o final é ruim, longe disso. De certa forma, parece que o final dado ao livro era o único realmente aceitável.
Bom, a história se passa nas Antilhas em 1830, com um pequeno prólogo na Escócia. Neste prólogo conhecemos Fiona, moça que herdou da mãe os cabelos vermelhos e o dom da visão. As pessoas cheias de superstições em sua terra a temem e evitam, crendo que ela pode amaldiçoá-los ao prever o futuro. Mesmo sendo rejeitada Fiona é uma mulher forte e decidida e eu a admirei desde o inicio (raro achar uma mocinha que em momento alguém se comporta de alguma forma irritante ou tola).
Desejando escapar do destino de solidão e rejeição Fiona consegue um emprego com parentes afastados, sendo governanta de uma criança nas Antilhas. O chefe da família Maxwell se agrada dela e os dois tornam-se, de certa forma, amigos. Duncan é o filho mais novo dele e a criança que Fiona deve cuidar. Além de Duncan há Fergus, o filho bastardo e mais velho, por quem ela se apaixona. Além destes já citados temos um primo da família, a linda e arrogante esposa de Maxwell, suas parentes espanholas e os criados e escravos.
A adaptação de Fiona é lenta, mas a compreensão de que aquela família guardas segredos sombrios e profundas mágoas é bem rápida. Este é um livro fantástico, com amores, ódios, mistérios e tudo o que possa fazer seu coração palpitar de emoção. É até hoje meu livro favorito desta autora.

Esta é a capa do meu exemplar. Acho ela simplesmente linda. O detalhe de retratar uma das cenas do livro a torna ainda mais fantástica. Além disso, mocinhas ruivas são tudo de bom :-)

Capa em inglês. Mesma figura, cores diferentes.

Acho a moça muito bonita, mas o cenário de fundo ficou um tanto estranho.

Creio que esta capa é das mais antigas. Não é feia, mas não é bonita como as outras.

Bela capa.

Um Falcão para a Rainha

A Falcon for a Queen.

Catherine Gaskin.


SINOPSE:


“A mulher dragão e sedutora feiticeira... Agora o semblante sombrio, de olhar fixo, era quase o de uma bruxa, a beleza, desaparecida em uma expressão de loucura. Por um momento ela ainda forçou a porta, e então recuou; deixei de sentir a pressão no meu ombro. Através do pequeno espaço ouvi seu murmúrio, um suspiro queixoso, quase suplicante. - Cluain não é sua! Ela estava louca Depois da morte do pai, um bispo anglicano, e já tendo perdido a mãe, Kirsty Howard viaja da China para a Escócia com o objetivo de descobrir o significado das misteriosas palavras escritas em um pergaminho, em mandarim, pelo irmão, William, que morrera de um acidente de caça em Cluain, imensa propriedade do avô, Angus Macdonald.



COMENTÁRIOS:


Um Falcão para a Rainha é um romance gótico que se passa na Escócia e a protagonista é Kirsty Howard, moça que percorreu um longo caminho para descobrir a verdade em relação a morte de seu irmão William.

Os dois irmãos haviam sido criados na China pelo pai pastor, mas o rapaz partira para a Escócia a fim de conhecer o avô materno. Pouco tempo após sua chegada havia morrido. 
Informada desta morte de forma sucinta Kirsty deseja saber mais, especialmente porque William, antes de sua morte, enviou-lhe um pergaminho contendo símbolos chineses que significavam: "Ela matou..."
Decidida Kirsty parte para a Escócia, para  Cluain, a propriedade de seu avô. Lá não é recebida com entusiasmo. Na verdade, ela por pouco não é expulsa da propriedade. Teimosa a moça se acomoda apesar de não ser desejada no lugar. Seu avô, Angus McDonald, havia renegado a filha após ela casar com um pastor e partir para a China. Nunca havia se interessado pelos netos mas, ao ter a chance de se aproximar do neto, lançara amarras para cativar o rapaz e torná-lo herdeiro de Cluain. Após a morte do neto, uma neta não o interessava, uma vez que ela nada sabia sobre destilarias de Wisky, além de ser mulher.
A governanta, Mairi Sinclair é abertamente hostil com a jovem; é também uma mulher enigmática e cheia de rancor. Sempre que Kirsty tenta se aproximar é rechaçada pela mulher. O mesmo acontece com Callum, filho da governanta, por quem a moça se apaixona perdidamente.
Decidida a permanecer em Cluain e fazer dela seu lar, Kirsty começa a aprender tudo o que pode sobre as destilarias. Seu relacionamento com o avô evoluiu, mas as investigações em relação a morte do irmão não. Ao mesmo tempo que investiga e aprende a comandar as destilarias, ela faz amizade com o vizinho Gavin e o filho deste, Jaimie, uma criança adorável. Adorável também é a esposa, mulher distante e absurdamente linda, por quem Callum é obcecado.
Eu confesso que sofri com Kirsty. Conhecer Callum, se apaixonar por ele e ser repelida, para depois vê-lo a frente de todos demonstrar seu amor por outra... coitada da moça. Mas também a admirei por não desistir.
Um detalhe a mais de grande encanto no livro é o relacionamento entre Callum e o Falcão Giorsal. Eu ficava emotiva feito uma idiota nestas cenas.
Para quem leu A Governanta, o final é, de certa forma, semelhante. Meus olhos ficaram marejados, mas não se preocupe, isso não significa que o final não é feliz.

"Uma águia para um imperador, um gerifalte para um rei; um peregrino para um príncipe, um sacre para um cavaleiro, um esmerilhão para uma dama; um açor para um pequeno proprietário rural, um gavião para um sacerdote, um bútio para um sacristão, um milhafre para um criado."
(Ordem social dos falcoeiros)

Recomendo para os românticos :-)

Esta é a capa do meu exemplar. Eu acho muito bonita. Na verdade, em certa época a Ed. Record publicou livros da Catherine Gaskin com capas muito lindas.

Lindíssima. Novamente o falcão Giorsal tem seu destaque merecido :-)

Hã... é impressão minha ou o artista errou feio nas proporções????

Não é marcante, mas tem algo de charmoso.

A mocinha poderia ser assim. Eu acho ruivas lindas :-D

Este post é especial para a Jossi, do blog Romances Fantásticos, que também gosta de Catherine Gaskin ;-)

A Herança Maldita














Escrito por Catherine Gaskin.


SINOPSE:

"Em busca de peças valiosas para uma famosa casa de leilões londrina, Joanna Roswell mergulha num mundo encantado de obras de arte, quadros e mobiliário soberbos, e um diamante de valor incalculável. Mas esse mundo de contos de fadas abriga antigos escândalos e maldições que pairam há séculos sobre uma família nobre inglesa.
Um enredo emocionante, que relata a intrincada trama de um amor perturbado pelo sofrimento e pelo desconhecido, que tem como ponto culminante um desfecho imprevisível e surpreendente, com brilho e a imaginação de Catherine Gaskin."



MINHA OPINIÃO: 



O livro tem inicio com a narração de um acidente de avião.  Uma das vítimas era a mãe da protagonista, Joanna. A moça vai até a Suiça em companhia de seu mentor e amigo Gerald, além de superior na Hardy`s, um antiquário de alto nível situado em Londres.
Por conta deste acidente Joanna finalmente conhece o pai, depois de 27 anos e, apoiada por Gerald, passa alguns dias no Novo México conhecendo o homem que era famoso pintor mas que havia se separado de sua mãe antes dela nascer.
Depois desta introdução acompanhamos Joanna e Gerald após uma frustrante avaliação da mansão de um nobre falido a caminho da casa de outro nobre, antigo conhecido de Gerald e dono de uma das jóias mais famosas do mundo: La Espanhola. A jóia era dona de uma fama dúbia, uma vez que pesava sobre ela uma maldição. Séculos atrás (se não me engano no século 15) o Lord Askew da época, católico, voltara da Espanha casado com uma espanhola. A moça trouxera consigo a jóia como parte de seu dote e, após sua chegada, deveria seguir a parte do dote em dinheiro, mas, o lord em questão foi executado por traição e a moça, viuva aos 17 anos, estava grávida e seu filho viria a ser o novo Conde de Askew. 
Segundo as lendas a moça fora afogada e seu corpo havia desaparecido, mas, a jóia, que ela sempre levava em volta do pescoço, surgira nas mãos de seu cunhado e novo herdeiro. Diziam que a moça, antes de morrer, rogara a maldição, avisando que aquele que tentace tirar a jóia da propriedade morreria e muitas vezes isso acontecera ao longo dos anos, com assaltantes ou pessoas que haviam comprado a jóia. Inevitavelmente ela voltava a mansão dos Askew.
Já no caminho para a casa, nas terras dos Askew, Joanna quase provoca um grave acidente ao desviar de um belo cão de caça branco. O interessante é que o Conde, pessoa que provoca sentimentos contraditórios em Joana (às vezes ela gosta dele, às vezes o despreza) vive cercado por 8 lindos cẽs de caça parecidos com o que quase provocara o acidente. Os cães eram costumeiros em Askew há seculos e o mordomo, que cuidava da mansão como se ela lhe pertencesse, com o auxilio da grande fanília, formara a atual matilha. Eu particularmente fiquei apaixonda pelos animais. O interessante é que, a certa altura do livro, a matilha se divide em dois grupos, ficando 4 sempre próximos a Joanna e chegando a salvar-lhe a vida duas vezes.
Joanna e Gerald ficariam em Askew apenas por dois dias, mas o amigo tem um ataque do coração e estes dois dias viram semanas. O tempo se estende devido também aos fabulosos tesouros do lugar e a dificuldade de Joanna em encontrar certos documentos a mando de Gerald (fica obvio que alguém procurava atrapalhar seu trabalho). A maior surpresa de Joana em Askew é descobrir que seus pais haviam alugado uma das casas da propriedade qdo ainda eram casados e que sua mãe nunca lhe contara nada sobre isso.
A descrição de Catherine Gaskin da casa e dos arredores é absurdamente perfeita. Pude ver com clareza a casa e seu mobiliário fabuloso, com seus vasos, louças, pinturas, os bosques e tudo o mais, até mesmo pude sentir a presença da espanholinha, como dizia Joanna, hospedada no quarto da jovem morta há tantos séculos. Vejam bem, não creio que ela se referisse a um fantasma, mas sim a uma sensação do passado, como se pudesse ver a moça e sentir sua solidão.
A parte romântica tem lugar entre Joanna, que vivera por um bom tempo tendo um caso com um milionário acostumado a não levar em conta suas vontade, muito charmoso mas extremamente egoísta e Nat, herdeiro de Askew, um viúvo, pai de dois filhos que ainda sofria a perda da esposa. Gostei muito do romance deles; havia um tom de agonia e esperança extremamente controlado. Joanna logo percebe que se apaixonou por ele e por seu estílo de vida, apesar de acreditar que jamais poderiam ficar juntos e ele, se apaixona de forma simples, sem grandes dramas, felizmente. Estou bem cheia de casais que poẽm eles mesmos as dificuldades para o amor que sentem e mais cheia ainda de livros que enfiam cenas de sexo com detalhes a cada capílo. Sinceramente este tipo de cena não casaria com a história de forma alguma.
Bom, resumindo, é um livro muito bom, com muito suspense e descobertas que levam a novas perguntas, cada vez conquistando mais. Não vou revelar mais nada nesta resenha porque acabaria tirando a graça da história revelando algo mais. Basta dizer que a obra não cai em lugares comuns, com vilões obvios, assombrações obvias, sexo explicito e por aí a fora. É um livro poético e instigante :-)

Catherine Gaskin-O Vaso Partido




O VASO PARTIDO

Tudo começou com o ruído inesperado de cristal esfacelado...

Aquele vaso de cristal é um fino exemplar da arte da fabricação do vidro. Saíra da fábrica Sheridan, na Irlanda, que se encontra agora quase parada - os seus melhores artífices estão velhos, a sua construção quase em ruínas e os seus donos sem recursos para levantarem a indústria. Maura D'Arcy chega a Conclath, onde está a sede da fábrica, para reclamar o valioso vaso que pertencera a sua mãe. A arte de fabricar vidros exerce um estranho fascínio sobre a jovem. Connor Sheridan, um homem encurralado entre as glórias do passado e a dura realidade do presente, procura desesperadamente um modo de salvar o nome de sua família, e na sua determinação incansável de reconstruir a indústria, vê Maura como uma rival perigosa. Maura D'Arcy é jovem e bonita, no começo de uma promissora carreira como modelo, e descobre ser a última descendente da família Sheridan, de vidreiros famosos. Viaja então para Conclath com o fito de reclamar o vaso de cristal que fora roubado de sua mãe. Em Conclath, Maura encontra sua avó, mulher forte e autoritária, apesar da idade; Brendan Carroll, autor do roubo, pessoa misteriosa que exerce sobre ela forte atração; o rico alemão Otto Praguer, residente nas imediações da cidade, e seu primo Connor, um homem ambicioso que tem como objetivo maior herdar a indústria vidreira dos Sheridan, e tudo fará para livrar-se de qualquer empecilho que se apresente.


MINHA OPINIÃO:

Neste livro acompanhamos Maura, moça corajosa e forte, que volta à terra de seus ancestrais em busca de um objeto roubado da loja de antiguidades que era de sua mãe. Maura é modelo de relativo sucesso, tentando por ordem na vida após a morte da mãe, por quem nutria imenso amor.
Em sua viagem para recuperar a Taça Sheridan, Maura conhece a mansão dos Sheridan e Lady Maude, sua avó materna. A relação entre as duas é tensa e complicada. Lady Maude, autoritária, obstinada e obcecada, nunca perdoou o fato de a filha ter se unido a um homem que ela não aprovava. Maura, sendo fruto dessa união, também foi rejeitada pela velha e amargurada senhora.
Fiquei dividida entre os dois personagens principais masculinos: Connor, homem enigmático e de modos sombrios e Brendan Carrol, que roubou a taça na esperança de levar Maura de volta a família Sheridan. Confesso que me agradaria mais se Maura houvesse ficado com o primo afastado, obcecado pela história da família e pela fábrica e com um passado trágico e misterioso, mas o livro, em suma, é uma delicia. Há sempre uma espécie de mistério perambulando pelos cantos, dom que a autora tem de sobra e que é possível saborear em algumas de suas obras, como A Governanta, Um falcão para a Rainha e Herança maldita. Embora não seja o melhor livro escrito por Catherine Gaskin é um belo exemplo de boa literatura, que provoca reações impossíveis de esquecer depois de fechar suas páginas pela ultima vez.

 
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