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A Casa de Muitas Portas

Dorothy Daniels

























COMENTÁRIOS:

Acabei de ler uma obra bem característica e ao mesmo tempo atípica de Dorohty Daniels. Característica porque no livro está tudo o que geralmente se encontra em um dos livros dela, como uma mocinha sem ter aonde cair morta e que mesmo assim é arrogante e mal educada, apesar de sempre se considerar irrepreensível; como o romance que surge de cara e de cara é resolvido (a parte romântica dos livros de D.D. é tão rasa quanto um pires); como o desentendimento entre a protagonista e a maioria de seus parentes e/ou criados. Geralmente a protagonista é a dona da verdade e, mesmo assim, comete erros bem idiotas e cria as mais desvairadas teorias, mudando de ideia cinco minutos depois. Geralmente o protagonista é de menor importância e se declara a mocinha nas primeiras páginas. Nunca há um atrito entre o casal; nada que os ameace como casal. Nenhum suspense sobre o que acontecerá com eles e, apesar disso tudo, este foi o primeiro livro de D.D. em que a ameaça realmente é sobrenatural. Até o fim eu esperava encontrar uma explicação plausível e humana, como de costume, mas, para minha surpresa, o mal que os ameaçava era mesmo sobrenatural. Havia realmente uma maldição. 
Depois de ter lido pilhas e pilhas de romances góticos, pela primeira vez tive em minhas mãos um livro com fantasmas (exceto os que são abertamente sobre este tema) e foi escrito por D. D. e publicado na coleção Romance Rebeca. Por mais que a história tenha sido uma das piores que já li da autora e a mocinha tenha sido uma das mais desagradáveis, este livro marcou e se destacou. Um romance gótico com fantasmas e maldições. Até compensou a bipolaridade da protagonista que, a cada cinco parágrafos, mudava de ideia sobre crer ou não no sobrenatural. Recomendo pela surpresa, recomendo por ser, creio eu, o único Romance Rebeca com temática realmente sobrenatural. 
Dando pulinhos de alegria por ser dona desta raridade.



A Ilha das Lembranças Amargas



Dorothy Daniels, Coleção Rebeca. Muito boa a capa. Fundo lilás com a figura no centro. Temos uma mansão sulista bem ao fundo, com o pântano em seguida e a moça fugindo em pânico. Ela usa uma camisola bem decotada e um robe por cima, que parecem ser de um tom de verde. Os cabelos estão voando a volta e para trás, insinuando movimento. Eu gosto particularmente das gotas de água que os pés dela fazem voar ao correr. Muito bonita a capa, mesmo.
Na história ela não está em uma mansão sulista e sim em uma mansão em uma ilha. Herança de uma tia-avó ou algo assim. Na ilha, além da casa em que as tias que a criaram moram, há outra mansão, habitada por dois irmãos idosos e negros. Muito ela incomoda estes irmãos, especialmente a irmã, para saber sobre o passado deles e de sua tia-avó, que teve o noivo assassinado. O assassino nunca havia sido preso, então, ela resolveu que era um dos dois e que a tia, que ficou como suspeita, era inocente. Ela acaba indo para a ilha com uma amiga e um primo depois do noivo aprontar na véspera (ou dia) do casamento. Bem, o dito vai atrás dela e é assassinado, numa espécie de revival ao passado. História sem charme algum, sem suspense, sem nada de maior destaque. Acho que foi um dos piores livros escrito pela Dorothy Daniels.

A Sala dos Espelhos



Romance Rebeca, Dorothy Daniels.
Escrevi toda uma resenha sobre este livro e deu pane na internet e eu perdi. Como não estou disposta a escrever tudo de novo, resumo:
Livro mais ou menos. Época e cenário interessantes. Personagens chatos. Mocinha idiota. Mocinho insensível. Não é dos melhores da Dorothy Daniels, mas também não é dos piores. Capa interessante.

A Risada do Diabo



Livro de Dorothy Daniels, publicado na coleção Trevo Negro.
A capa é horrenda, na minha opinião, mas a história é uma das melhores escrita por ela. Moça vai viver com a tia que não conhece, após morte da mãe, e descobre que existem muitos segredos na mansão em que passa a viver.
Não dá vontade de parar de ler, porque a curiosidade está presente a maior parte do tempo. Acho que o romance podia ter sido melhor explorado, mas o suspense anima. Pena que a mocinha tenha o defeito de quase todas as mocinhas de Dorothy Daniels: uma arrogância enervante, que suscita a vontade de vê-la se dar muito, muito mal... bom, isso é uma constante nos livros de Dorothy Daniels :-D

Verde Jade



Mais uma obra de Dorothy Daniels, mas, ao contrário da anterior, é bem ruinzinha. A história se passa em um hotel isolado pelas nevascas de inverno. Uma coisa meio "O Iluminado"... hotel que fica fechado no inverno, frio, etc. O mocinho e a mocinha não têm graça, realmente. Acho que a história poderia ter sido muito boa, mas é um cenário "O Iluminado" só que de época, com dinheiro envolvido,com uma india no meio... Sério, não funcionou. A autora enrolou o quanto pode, porque as coisas se arrrrrrrrraaaassstaaammmmmmm! Sem novidades aqui!

Almas em Tempestade



Escrito por Dorothy Daniels. A maior parte dos meus livros góticos foram escritos por ela. Os roteiros geralmente são interessantes, mas as mocinhas, em 99,9 por cento dos casos são insuportáveis.
Quando olho para a capa me parece que a história se passa na decada de 70, mas na verdade é do seculo anterior. Os tons quentes são muito bonitos, apesar da pintura não ser.
Quando comecei a ler fiquei bem entusiasmada, especialmente porque o livro mostrava um linguajar antigo. Deu um certo charme a obra :-)
Esta mocinha não foge a maldição de ser antipatica, mas não é das piores. Gostei bastante da história, muito divertida. Os mistérios são bem instigantes e ela mantem o ritmo até o fim.
Moça vai trabalhar em casa de viuvo charmoso, que tem uma filha sedenta de atenção. Muito mistério referente a morte da esposa dele. A moça e ele se apaixonam, é claro. A família se opõe... na verdade, parece haver duvidas quanto a morte da esposa. Repetindo: divertido.

O Habitante das trevas



Livro de Dorothy Daniels, publicado na coleção Trevo Negro.
Não gostei da capa. Na verdade, todas as capas desta coleção são feias, na minha opinião. a história é em parte divertida, em parte muito arrogante. A mocinha não tem onde cair morta, mas é arrogante. Como todas as mocinhas de Daniels, mas esta é, sem duvida, uma das mais arrogantes. Depois de anos ela descobre que a mulher que chamava de mãe tinha na verdade roubado ela de uma família rica e proeminte. Como a falsa mãe estava muito doente, ela prometeu conhecer a família verdadeira. Ela chega ao seu antigo lar cheia de confiança... mesmo. Em minutos começa a agir como dona de tudo. Mas tem um mistério... segredos do passado, tentativas de assassinato... pena que ela seja tão intragavel que você lê e nem liga se ela se dá mal.
 
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