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Sob o Olhar de Apolo

My Brother Michael

Mary Stewart

SINOPSE:

Camilla Haven está de férias e desejosa por uma aventura. Sentada a uma mesa de um café em Atenas, escreve uma carta para sua amiga Elizabeth quando um desconhecido aparece e lhe entrega as chaves de um carro preto estacionado na frente do local. "O carro para Delphi, Senhorita... um caso de vida ou morte", ele sussurra e desaparece. A partir deste momento a vida de Camilla entra em um turbilhão e ela se vê ajudando um inglês chamado Simon Lester a desvendar a morte de seu irmão mais velho, ocorrida há 14 anos. Mas alguém não quer que o passado seja revolvido. Alguém que provavelmente esteve envolvido na morte de Michael.

COMENTÁRIOS:

"Nunca acontece nada comigo..."
Enquanto  Camilla Haven escreve estas palavras em uma carta para sua amiga em um café em Atenas, ela não tem a menor ideia da reviravolta que sua vida vai sofrer. Um desconhecido aparece e lhe entrega as chaves de um carro alugado, dizendo que ela deve entregá-lo ao Senhor Simon Lester em Delphi o mais breve possível, pois é um caso de vida ou morte. O homem parte sem esperar para ouvir que ela não era a pessoa que ele deveria encontrar.
Camilla espera que a pessoa a quem as chaves eram destinadas apareça, mas como isso não acontece, e ela queria muito ir a Delphi, a moça decide levar o carro e entregá-lo a Simon, desfazendo a confusão. Além disso, a curiosidade toma conta dela. 
Ao chegar em Delphi e encontrar Simon, ela descobre que ele não esperava por carro algum. O rapaz estava em Delphi para ver onde seu irmão mais velho havia sido morto durante a Segunda Guerra Mundial, descobrir como ele havia sido morto e porquê. As únicas pistas que Simon tinha eram três sovereigns de ouro e uma carta. Ele acreditava que Michael havia descoberto algo importante que acabara provocando sua morte. Camilla decide ajudá-lo nesta investigação. Eles só não esperavam que houvesse mais alguém interessado na descoberta de Michael.
Como sempre as descrições de Mary Stewart são perfeitas e belas. Ela realmente consegue transportar o leitor para dentro da história a ponto de podermos ver através dos olhos de sua protagonista as colinas, o mar, as oliveiras, a atmosfera dos lugares outrora sagrados. 
Ambos os protagonistas são simpáticos e fáceis de gostar. Camilla estava procurando por aventura e encontra um pouco mais do que esperava, mas ela é ousada e inteligente e Simon não fica atrás. Há alguns personagens de suporte, bons ou maus, muito realistas e, como de costume, a trama é muito bem feita.
Algumas pessoas reclamam que os livros de Mary Stewart são muito "datados", mas é exatamente isso que mais me atrai neles. Poder voltar no tempo e "ver" como eram os costumes, os vestuários e tudo o mais nos anos 50 e 60 (a maior parte dos livros que ela escreveu são destas décadas). Recomendo para quem gosta de mistério com uma pitada de romance e de cenários exóticos.


Amo esta capa.
Este tipo de arte me encanta.
Pena que não se usa mais este estilo.
Um docinho esta capa.
Relançaram todos os livros dela com capas neste estilo.
Linda.
Simples.
Também tem uma série de edições neste estilo.
Pena que a imagem não está boa.
Parece muito linda.


Fogueiras à meia-noite

Wildfire at Midnight

Mary Stewart

SINOPSE:

A bonita mas problemática Gianetta não parece capaz de escapar de seu passado, sua dor ou de seu ex-marido; nem mesmo em um hotel na remota ilha escocesa de Skye. Porém, um dos outros hóspedes do hotel também tem segredos a manter... e uma inclinação para o assassinato. E agora o assassino tem olhos apenas para Gianetta.

COMENTÁRIOS:

Quem lê este blog com certa frequência deve saber que sou louca pelos livros de Mary Stewart. Na minha opinião, Stewart é uma grande escritora, com a capacidade de presentear o leitor com heroínas que causam grande empatia, com cenários exóticos e atrativos e com tramas muito boas, de crescente tensão e ótimos desfechos.
Fogueiras à Meia-noite tem como cenários as Hébridas e sua protagonista é Gianetta Brook, uma modelo divorciada (algo raro para a época - 1956). A mocinha, que gosta de ser chamada de Janet, após um esgotamento físico (ela trabalhou até não mais poder após seu divórcio do escritor Nicholas Drury), acatou a sugestão do chefe e saiu de férias. Seus pais sugeriram uma visita a um hotel isolado onde pescadores e montanhistas costumavam se hospedar. Gianetta foi e, logo após a chegada, descobriu que seu ex-marido também era hóspede do hotel.
A moça percebe que algo não parece bem no hotel e descobre que uma jovem da vila mais próxima foi assassinada numa espécie de ritual, nas montanhas. Aparentemente o assassino era um dos moradores da vila, ou um dos hóspedes do hotel. Claro que tudo isso não ajuda a tornar o ambiente acolhedor e, a presença do ex-marido só piora as coisas para a protagonista.
O livro transmite a sensação de ser um mix de literatura gótica com uma mistério de assassinato britânico, ao estilo Agatha Christie. As coisas começam lentamente, mas a intensidade da história vai aumentando capitulo a capitulo, com cenas repletas de ação, como as relacionadas as buscas pelas montanhas por uma pessoa desaparecida e, o melhor de tudo, Gianetta fica em perigo, mas nada disso acontece por ela ter perdido a inteligência, como costuma acontecer com algumas mocinhas.
É divertido ler o livro, também, para acompanhar certos costumes da época (as modelos precisavam de acompanhantes para manterem o "bom nome", praticamente todos os personagens fumam, o ex-marido da mocinha a traiu, mas ela aceitava tranquilamente a culpa, já que o colocara de lado por conta da carreira, etc...) e acontecimentos que eram atuais (as celebrações da coroação da Rainha Elizabeth).
Enquanto o mistério é bem desenvolvido, o romance fica em ultimo plano. O relacionamento entre Gianetta e Nicholas nunca é aprofundado e, depois das palavras dela no inicio do livro sobre como foi o casamento de ambos, chegamos a um entendimento mutuo de que devem voltar a ser marido e mulher, mas, tudo bem, isso não chega a prejudicar a história, embora eu não tenha simpatizado com um mocinho que traiu a esposa por conta do seu egoismo.
Este não é um dos melhores livros de Mary Stewart, mas é um bom livro e vale a pena ser lido.
Esta é a capa do meu exemplar.
Gosto muito dela, apesar de estar meio desbotada.
Versão em inglês.
Gostei muito mais destes tons.
Muito charmosa esta capinha antiga.
Nota: a protagonista é ruiva mesmo.
Não é uma capa feia,
mas eu prefiro mais destaque nas imagens.
Típica capa sem personalidade.
Igualmente sem graça.

Airs Above the Ground

Mary Stewart

SINOPSE:

Vanessa March nunca pensou que teria de procurar por seu marido em Vienna, até que viu ele em meio a multidão em um noticiário que relatava um incêndio com duas mortes em um circo, mas sua busca por respostas apenas a levará a realizar perguntas sinistras em um mundo misterioso e cercada de belos cavalos e o que aguarda por Vanessa nas sombras é mais terrível do que qualquer coisa que ela tenha encontrado anteriormente.

COMENTÁRIOS:

O livro começou de forma muito promissora; uma jovem mulher chamada Vanessa está chateada porque ela e seu marido tiveram uma briga antes de ele sair em uma viagem de negócios inesperada. Eles deveriam viajar de férias mas a tal viagem de negócios atrapalhou os planos e após a briga tudo ficara indefinido entre os dois. 
Durante um almoço com uma amiga de sua mãe a protagonista recusa o pedido da mulher de ir como acompanhante de seu filho até Vienna, onde o rapaz era aguardado pelo pai. No entanto logo a heroína muda de ideia. A amiga de sua mãe comenta que vira o marido da nossa protagonista numa filmagem de um noticiário em Vienna, onde ele não deveria estar. Vanessa, após conferir o tal noticiário (ela vislumbra um homem que se parece com seu marido, de pé ao lado de uma mulher atraente, no meio da multidão, do lado de fora das ruínas do incêndio), aceita acompanhar o rapaz e parte para Vienna, pretendendo encontrar o local onde se encontra o circo (a noticia era sobre um incêndio que matara duas pessoas neste circo).
O rapaz que Vanessa deve acompanhar é muito divertido e, passado o ressentimento por ter de viajar com uma dama de companhia, se torna um ótimo parceiro de viagem. Na verdade ele não havia avisado o pai de sua ida; o que realmente queria era conseguir um emprego na Spanish Riding School de Vienna. Além disso ele é muito útil, pois fala alemão, sabe tudo sobre cavalos e se diverte bancando o agente secreto na busca de Vanessa por seu marido.
No inicio da viagem cada um mantém segredo dos planos que tem, mas logo ele lhe conta o que aprontou e ela conta sobre o marido estar em Vienna em companhia de uma jovem muito bonita quando deveria estar em outro lugar. Quando eles finalmente chegam a cidade onde se encontra o circo a trama realmente tem inicio, só que infelizmente a premissa é melhor do que o desenrolar. Quando os segredos são revelados tudo se torna banal. O marido de Vanessa é um espião, o rapaz quase some de cena e toda a tensão inicial entre os personagens desaparece. Não é nem de longe um dos melhores livros de Mary Stewart, mas mesmo assim vale a pena. Sou apaixonada pela forma de escrita dela e, como já li todos os outros livros dela (salvo um) sempre gosto de aproveitar cada paragrafo.

OBS: Airs Above the Ground é uma série de movimentos que o cavalo usa para se mover fazendo uso de pequenos saltos. A Escola de Montaria Espanhola, em Vienna, fazia uso destes passos. Aqui você pode ler mais informações sobre o assunto.


Capa bem interessante. 
Esta cena realmente acontece na história, 
além disso, 
a arte é bonita :-)

Mais uma arte de capa que me encanta.
O cenário de fundo é bonito e assim é a moça correndo em primeiro plano.

A roupa da moça é muito estranha e não tem nada a ver com a história e os personagens, 
mas mesmo assim a capa tem seu charme.

Tem a ver com a história, mas ficou sem graça.

Rose Cottage

Mary Stewart.


COMENTÁRIOS:


Rose Cottage se passa no ano de 1947 em Todhall, uma grande propriedade ao nordeste da Inglaterra e é narrado por Kate Herrick. Kate cresceu em uma casa de campo na propriedade (Rose Cottage) e foi criada por sua avó, empregada dos Brandons, donos de Todhall. Após o fim da segunda guerra a mansão estava sendo convertida em um hotel e a avó de Kate se mudara para a Escócia com a família Brandon, deixando Rose Cottage desocupada.
Kate, uma viúva de guerra que morava em Londres (seu marido era piloto e morreu no fim da guerra, deixando-a muito bem financeiramente), concorda em passar uns dias na casa de campo, organizando alguns dos pertences que sua avó deixara para trás, mas, ao chegar em Rose Cottage, Kate descobre que alguém esteve lá antes dela. Curiosa com isto, começa a investigar, acabando por descobrir alguns segredos surpreendentes de seu passado.
Rose Cottage é um livro gostoso, agradável, calmo e tranquilo, com desenvolver lento, o que transmite as sensações da protagonista enquanto revive seu passado no campo. Os personagens são deliciosos e é impossível não gostar de Kate. Não há um vilão, ou vilões, não há nenhum perigo, nenhuma conspiração, nenhum climax, nada disso. Rose Cottage é apenas um livro belo, com um suspense relacionado ao passado da mocinha e de seus pais.
A mãe da protagonista fora mãe solteira e jamais revelara a alguém quem era o pai da filha. Como os avós de Kate amavam muito a filha, aceitaram tudo sem condená-la, mas, após a morte do avô de Kate, a irmã de sua avó mudou-se para Rose Cottage, o que acabou em atrito entre sobrinha e tia e, por fim, a mãe da mocinha acabou por fugir com um cigano no meio da noite, deixando-a para ser criada pela avó.
Rose Cottage é um romance com alguns mistérios para serem solucionados por Kate: Ela conseguiria descobrir algo mais sobre a fuga de sua mãe? Descobriria quem fora seu pai? Quem andara mexendo nas coisas de sua avó no chalé, roubando papéis, cavando buracos no jardim e visitando o túmulo de sua tia? 
Uma curiosidade interessante é referente a data em que o livro foi escrito: 1997. Eu fiquei muito surpresa, pois ao ler a história eu tive certeza de que ela realmente havia sido escrita na década de 40.
Recomendo para quem gosta de uma literatura leve e doce, que acaba rapidamente, mas que não provoca palpitações. Se você nunca leu nada de Mary Stewart antes, no entanto, sugiro que não comece por este livro.


Esta é a capa do meu exemplar. Aparentemente lançaram uma coleção com capas de cores fortes e com escrito metalizado. O efeito é bonito, apesar de não ter a moça em primeiro plano, como me agrada mais.

Não gostei desta capa. Achei muito impessoal.

Bonita, transmite uma sensação de paz e de calmaria.

Terror em Avignon

Mary Stewart.

Madam, will you talk?


SINOPSE:

Quando Charity Selborne chega a um pitoresco hotel no sul da França para passar alguns dias de férias com uma amiga, ela conhece o menino David e acaba por entrar no meio de um jogo perigoso de vingança, assassinato e traição. No meio deste jogo Charity deve lutar para salvar David, ela mesma e redescobrir o amor.


COMENTÁRIOS:


Terror em Avignon foi o primeiro romance de Mary Stewart a ser publicado, e é, dos livros escritos por ela, meu favorito (além de ter sido o primeiro que li). 
A história se passa em seis dias, no sul da França. Charity Selbourne está de férias com sua amiga Louise e ambas estão hospedadas num pequeno e aconchegante hotel na cidade de Avignon. 
Charity se aproxima de David, um menino retraído e solitário, que está viajando com a madrasta ( a mulher não esconde que não liga nada para o garoto) e com seu desastrado e adorável cão, Rommell. Em pouco tempo a protagonista fica sabendo da trágica história do menino: o pai de David é um assassino, que matou o melhor amigo e tentou matar o próprio filho.
Como Louise (a amiga) prefere ficar descansando no hotel e pintando as paisagens ( e bebendo sucos gelados de uva ou café preto - coisas que eu também amo -  Charity passa fazendo visitas aos locais turísticos, às vezes sozinha, às vezes em companhia de David e consegue a permissão da madrasta do garoto para levá-lo a Nimes em uma excursão de um dia.
Durante este passeio a Nimes algo acontece: o pai de David aparece e Charity se envolve num jogo de gato e rato para conseguir tirar o menino daquele lugar sem que o pai o encontre. Eu quase roí as unhas neste momento, pois fiquei apavorada com  a moça, diante daquele homem ameaçador e que parecia disposto a matá-la para encontrar o garoto.
Charity consegue levar David de volta a Avignon em segurança, só para, numa visita a outra cidade minúscula no dia seguinte (Les Baux), encontrar o pai de David novamente. 
Sério, as sequências de perseguição entre os dois são ótimas. Quando ela parece não ter escapatória, Charity tem mais uma ideia genial e escapa... ela é uma ótima protagonista; jovem viúva independente (o marido morreu na segunda guerra), ainda sente-se profundamente ligada ao marido, mesmo estando pronta para seguir em frente. É uma mulher sensata e calma e muito corajosa e uma de minhas protagonistas favoritas.
Ao ler este livro você deve estar disposto a crer em amor a primeira vista e, acreditem em mim, eu não duvidei em nenhum momento dos sentimentos dos protagonistas, uma vez que a autora os mostrou de tal forma que se mostrou impossível não crer.
Pois bem, por trás desta história envolvendo assassinatos e tentativas de assassinatos há algo muito mais profundo, com os pés em crimes cometidos durante a segunda guerra e mais vilões do que Charity e o leitor imaginava haver. A leitura prende a gente, do inicio ao fim, num ritmo acelerado que culmina numa sequencia de ação muito bem feita.
Este livro também é para aquelas que gostam de heróis sombrios, que não hesitam por nada quando a vida de quem ama está em risco.

Passagem em que Charity descreve a entrada da madrasta de David no refeitório:

"Nesse momento, a loura apareceu, passando por entre as mesas para ir sentar-se perto da grade, a duas mesas de distância do Sr. Marsden. Ela cruzou as belas pernas, pegou um cigarro e sorriu para o garçom. Houve uma espécie de confusão que se resolveu em três movimentos separados — o alemão gordo venceu por cabeça o garçom e o Sr. Marsden — para acender-lhe o cigarro. Mas o Sr. Marsden ganhou por pontos, porque o isqueiro do alemão negou fogo e Marsden tinha um fósforo. Ela atirou um sorriso ao homem de pescoço gordo, pediu um drinque ao garçom e olhou de tal maneira para Marsden por trás da chama do fósforo que esta esmaeceu um pouco. De qualquer maneira, depois disso, ele leu Burnt Norton durante algum tempo."

Passagem em que Charity e Louise conversam no quarto da primeira:

"— E agora quinze dias... — murmurou ela sonhadoramente. — Quinze dias inteirinhos sem ter nada para fazer senão beber e tomar sol.
— Sem comer também? Está fazendo regime?
— É verdade... E quase me esqueci de como é que se come. Dizem que em França o gado ainda dá filés... Que figura irei fazer diante de um filé?
— É preciso fazer essas coisas sem precipitação, — disse eu, abrindo uma das venezianas, que protegiam do sol da tarde. — É bem provável que o garçom faça as apresentações. Alice-Louise, o filé. Filé, Louise. Você então fará um cumprimento de cabeça e o filé estará apresentado."

Sinceramente, eu amo demais este livro!!!!

AQUI!!!!
Essa é a capa do meu exemplar. Acho ela adorável. O cabelo da moça, o vestido, os sapatos... até mesmo o fundo com a paisagem árida funcionou para mim.

Versão em inglês e em melhor estado que a capa do meu livro.

Bonita, de certa forma.

Bom... não gostei muito. A roupa da moça da capa é muito estranha.

Esta capa é bizarra. Como podem ter feito uma moça com tal penteado??? E a flor gigantesca? Parece que a flor vai se virar e devorar a moça do cabelo esquisito e que o homem esquisito do fundo vai ficar olhando a cena. Credo!!!!

Meio gosto, meio não gosto.

Eu só gostaria de saber como...COMO um livro com o título "Madam, you will talk?"  Virou  "Terror em Avignon". Lendo o título em português não dá para ter a ideia correta da trama nem em cem anos.

Agora, algumas fotos de pontos citados a perfeição no livro (por anos sonhei em conhecer Avignon).

A ponte D`Avignon. 
Aqui temos a cena de Charity com David, em que ele pergunta de se ela vai dançar sobre a ponte, que é um costume antigo do lugar.


A ponte du Gard.
Aqui Louise passa boa parte do dia pintando, enquanto Charity e David saem em excursão.


Nimes, o Templo de Diana.
Aqui Charity se vê diante do pai de David, tendo que despistá-lo para buscar o garoto e fugir com ele.


Les Baux.
Neste lugar distante de tudo Charity é pega pelo pai de David de surpresa e é onde começa uma perseguição emocionante.


Porto de Marselha.
Cenário para vários momentos importantes do livro e onde se descobre o amor :-)

AQUI já havia um post sobre este livro, para quem quiser espiar.

Terror a Meia-Noite.


The Moon-Spinners.

Mary Stewart.

SINOPSE:

Nicola Ferris, de férias na Grécia, vê-se envolvida numa aventura que, de princípio, parecia não lhe dizer respeito... Suspeita, terror e suspense se sucedem para explodir num violento e excitante clímax acima do Monte Parnaso.

COMENTÁRIOS:

Nicola Ferris é uma jovem secretária da embaixada britânica na Grécia que decide tirar férias e encontrar sua prima em Creta. A moça acaba chegando mais cedo a pequena cidade onde deveria encontrar a prima e, após esconder sua bagagem, sai a passear pelos arredores antes de ir para o hotel, conseguir quem leve sua bagagem. Por conta disso, é surpreendida por um grego forte e alto que literalmente a arrasta até uma cabana de caçadores, onde ela conhece Mark Langley, rapaz que está ferido e escondido com seu acompanhante grego. O que aconteceu foi que tanto Mark quanto seu irmão mais jovem, Colin, presenciaram um assassinato. Mark havia sido ferido e dado como morto e o irmão fora levado pelos homens que haviam cometido o crime. Ferido e delirando, após levar um tiro e passar a noite ao relento, Mark fora resgatado por Lambis (o grego) e levado para aquela cabana.
De inicio assustada, Nicola acaba decidindo ajudar aqueles homens, mesmo contra a vontade deles. Após passar a noite cuidando de Mark para que Lambis continuasse a procurar por Colin, a moça é despachada e vai para o hotel. Como deveria ter chegado naquele dia e não no anterior nada soa estranho e ela está livre para investigar o que puder e encontrar o jovem Colin.
Os romances de Mary Stewart são rápidos, sem enrolação, viciantes, charmosos, deliciosos e, num piscar de olhos a leitura já acabou. Nem sei quantas vezes já reli cada um deles. Sem sombra de dúvida ela é minha autora favorita e minha maior tristeza é ainda não ter todos os livros que ela escreveu.
Mais uma vez temos uma descrição fantástica do lugar onde a história se passa. Mary Stewart é tão perfeita que podemos visualizar tudo o que ela escreve, sejam as paisagens maravilhosas, sejam seus personagens.
Neste livro temos de tudo um pouco; um local exótico e belo, um mistério instigante, um desconhecido bonito e ferido, um adolescente desaparecido, um crime, um hotel ainda não inaugurado, uma vila com moradores que parecem absolutamente fora de suspeita (ou não?) e uma mocinha curiosa, esperta e corajosa.
Só lamento pelo título que foi dado em português. Me digam sinceramente se não é um horror?! Por este título não é possível ter uma ideia correta da história, realmente. para quem conseguir o livro, recomendo e muito.
Um filme foi feito tomando o livro como base mas... é uma atrocidade. Mudaram tudo, tudo mesmo. Acho que a única semelhança são os nomes dos personagens e a história se passar na Grécia. O nome em português é: O Segredo das Esmeraldas Negras (não existe nenhuma esmeralda no livro, então...). Lei Mais Sobre o Filme AQUI!

Este é o meu exemplar. A capa não tem nadica de nada a ver com a história.

Impessoal.

Se você ler esta história vai entender porque esta capa é perfeita :-D

Eu não poderia deixar de fora um dos exemplares dos quais mais gosto: a figura da moça em destaque, com ou não alguém a perseguindo.

E este é o filme que destruiu um livro maravilhoso. Infelizmente acontece.

Não Toque no Gato

Touch not the Cat.


Mary Stewart.


RESENHA:


"Os Ashleys eram sobreviventes. Possuíam um talento extraordinário para manterem apenas as qualidades que desejavam e se adaptarem sem qualquer esforço ao lado vencedor. Através da longa história da família tinham aprendido a se curvar na direção do vento... e a permanecer em Ashley Court. Podiam também ser perigosos. Não Toque no Gato era a divisa deles. O gato tinha garras e dentes afiados.

Bryony Ashley, trabalhando no exterior, é chamada com urgência e volta para casa após quase um ano de ausência. As circunstâncias eram trágicas. O pai, Jonathan Ashley, havia morrido, atropelado numa estrada deserta da Bavária. Ashley Court, a velha mansão cercada por um fosso, jardins em ruínas e sua carga de dívidas, iria tornar-se responsabilidade do primo Emory, que nascera meia hora antes de James, gêmeo idêntico. Os gêmeos, juntamente com o irmão mais moço, Francis, certamente procurariam manter Ashley Court, que não podia ser vendida por causa de uma disposição testamentáia feita por um ancestral. Ashley Court não era mais o lar de Bryony nem problema dela. Mas...

Os Ashleys possuíam outro “dom”, que de vez em quando surgia na família. Um ancestral casara-se com uma cigana que era telepata e fora queimada em praça pública como feiticeira. Bryony herdou esse dom, 300 anos depois, e veio a descobrir que ele era uma faca de dois gumes. Ela sabia que um dos gêmeos também possuia o dom. Desde crianças os dois se comunicavam telepaticamente e o relacionamento fora evoluindo até transformar-se em amor e entrega total, em todos os sentidos, menos um: fisicamente. Bryony não tinha, porém, a menor idéia de qual dos primos era seu amor. E ele se recusava a revelar-se. Ela voltou para Ashley Court decidida a descobri-lo e também a desvendar o mistério da mensagem confusa que lhe deixara o pai agonizante. Perigo para Bryony, dissera ele, e com a mensagem viera também a advertência de que um dos primos podia estar envolvido na morte do seu pai. Poderia esse perigo ser o verdadeiro primo a quem Bryony amava? Será que o vínculo entre os dois, ao longo de muitos anos, de amizade e amor, poderia transformar-se numa ligação de medo? Se o homem a quem estava tão estreitamente ligada fosse o assassino, qual era o dever dela... e qual seria o seu destino? Mas Bryony era uma Ashley e tomou a decisão de identificar de qualquer maneira seu amor secreto, enfrentando a situação da melhor maneira possível."

Quando Bryony chega a sua antiga casa, pretendendo desvendar estas tramas (além de empacotar certas coisas que lhe pertencem, antes do herdeiro assumir a propriedade), ela consegue ajuda de seu amigo de infância, Rob Granger, uma das poucas pessoas que consegue distinguir quem é Emery e quem é James. Os dois investigam a morte do pai da moça e também quem poderia ser o primo com quem ela mantinha seu relacionamento de anos.  
DISCO LIVROS SEBO 


COMENTÁRIO:


Eu sou uma apaixonada confessa pelos livros de Mary Stewart. Ela tinha o dom de fazer diálogos interessantes e de criar personagens envolventes. Além disso, até o ato de beber água mineral era descrito com classe por ela :-)
Pois bem, este foi um dos primeiros livros de Mary Stewart que li e um dos raros que envolve algo meio que sobrenatural (a comunicação telepática entre ela e seu amado). Claro que temos o costumeiro mistério...na verdade, mais de um; nossa mocinha precisa descobrir se a morte de seu pai foi mesmo um acidente, qual de seus primos é aquele por quem está apaixonada e com quem conversa em sua mente a anos, quem está roubando coisas da casa (como pinturas e livros), se isto tem ligação com a morte de seu pai caso tenha sido um crime e, para incrementar tudo isso, uma história a parte, de um antepassado de Bryony, que acaba se mostrando mais do que relevante para a solução de boa parte das tramas.
Devo confessar que Mary Stewart caprichou no climax e nos presenteia com uma sequencia final de tirar o fôlego. Não posso esquecer também de citar o fantástico labirinto com a imitação de templo em seu centro onde o antepassado de nossa mocinha encontrava sua amante. Eu recomendo este livro totalmente.


AQUI
você encontra o e-book e mais dados sobre o livro.


Este é o meu exemplar. De uma forma estranha a capa me agradou. 

Não acho que tenha muito a ver com a história, mas é uma capa interessante.

Não entendi a desta capa. Um gato entrando em uma espécie de tunel... estranho.

Na minha opinião, a capa que mais tem a ver com a história.

Terror no Líbano

The Gabriel Hounds.


Mary Stewart.


COMENTÁRIOS:


O livro começa em Damasco, com a protagonista, Christy Mansell, encontrando Charles, seu primo, ao sair de uma loja. Os dois haviam crescido juntos, mas a moça fora morar na América, o que os afastara um pouco nos últimos anos. Charles, filho de um primo do pai de Christy, fora adotado pelo irmão gêmeo do pai da moça ao se tornar órfão.
Nossa mocinha está participando de uma excursão e se deixa persuadir por Charles a encontrá-lo na próxima cidade abandonando seu grupo de viagem, já que ele pretendia visitar a tia avó Harriet (após cumprir uma missão de trabalho) que vivia a décadas no Líbano e depois se dispunha a fazer companhia a prima.
A tia avó Harriet era conhecida como uma espécie de Lady Stanhope (personalidade verídica) morando em um castelo decrépito em um local bem isolado, vestindo-se com roupas masculinas e cavalgando a noite. Todos na família haviam acatado o desejo da mulher de viver longe dos parentes, mas Christie, tomada de curiosidade, resolve visitar a tia antes de Charles, quando ele lhe manda uma mensagem avisando que se atrasaria um dia ou dois para ir ao seu encontro.
Com a ajuda de um simpático motorista chamado Hamid, a mocinha chega ao castelo onde a tia avó mora, mas precisa insistir muito para que permitam sua entrada e ainda mais para conseguir uma audiência com a tia. Na verdade, tudo lhe soa muito estranho naquele lugar, como se ela estivesse participando de uma peça de teatro.
Christy é uma jovem de 22 anos, corajosa e aventureira e um tanto curiosa e teimosa. Ao conseguir se recebida no castelo ela conhece John Lethman, que afirma ser o médico pessoal de Lady Harriet. Após muita insistência ele aceita falar a Harriet que a sobrinha deseja encontrá-la, mas para isso Christy teria de ficar ali e passar a noite, pois a mulher só acordava a noite e dormia durante o dia.
Hamid combina de buscá-la no dia seguinte e a moça fica a espera do encontro. Quando este acontece ela se torna mais curiosa ainda. Sua tia se assemelha a um homem árabe, usando roupas típicas, sentada entre almofadas, falando num sussurro a meia luz e se recusando terminantemente a receber Charles quando a moça toca no nome dele (apesar de tê-lo convidado a visitá-la anteriormente, já que ele era seu sobrinho favorito).
No dia seguinte, após uma intensa chuva, a moça não pode partir devido a enchente do rio, mas encontra com Charles (os dois vão caminhando até que encontram uma parte mais estreita do rio e ele a atravessa). Ela lhe conta os estranhos acontecimentos da noite anterior. Claro que o rapaz toma a firme decisão de invadir o castelo a noite e descobrir o que está acontecendo naquele lugar.
A história é muito interessante e há outros personagens que a tornam mais intrigante ainda, como a criada que usa o anel da patroa (e que fora prometido a Christy na infância) e parece sentir raiva da moça. 
O médico em alguns momentos é muito educado e em outros tão alheio ao que se passa ao seu redor que a moça percebe que ele é viciado em haxixe. Além disso há a tia... sinceramente, eu fiquei me mordendo de curiosidade para saber o que estava acontecendo naquele lugar.
É divertido que a moça tenha sido hospedada no parte onde ficava o harém do castelo. A descrição é tão rica em detalhes que facilmente eu pude visualizar tudo e amei cada segundo :-)
O romance não é ardoroso, uma vez que o casal principal se conhecia desde sempre. A moça sempre fora apaixonada por ele e o moço confessa que sempre tivera certeza de que mais cedo ou mais tarde casaria com ela. Vamos levar em conta que o que menos importa neste livro cheio de mistério e aventura é a parte romântica.

AQUI!!!!!
Este é o meu exemplar. Acho muito esdruxula esta capa, hehehehe. O vestido não é do meu gosto e os óculos são terríveis.

Mesma figura em inglês. Até que parece mais simpática desta forma :-)

Esta capa é um pouquinho melhor, mas o homem atrás da pilastra... freak!!!!

Uma das capas mais recentes, mas ficaria melhor com um casal de cachorros, pois eles são importantes na história. Em tempo: os cães de Gabriel do título são na verdade estátuas que a tia avó havia prometido dar a Charles quando ele era criança.

Meio que me agrada, mas não de forma marcante. Visual anos 40 e a história se passa nos anos 70.

Esta capa entrou em sincronia com a história. Pena que o espaço a volta do casal tenha ficado tão grande tirando a atenção deles.

Fantástico como esta capa ficou estranha e mesmo assim acho ela bonitinha :-)
 
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