Mostrando postagens com marcador Stephen King. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Stephen King. Mostrar todas as postagens

Milha 81

Stephen King

SINOPSE:

No local (que já foi mencionado brevemente no livro O Apanhador de Sonhos) há uma parada de descanso, onde um garoto de 10 anos, chamado Pete Simmons, acha uma garrafa de vodca e bebe até desmaiar. Enquanto isso, um carro da marca Station Wagon coberto de lama, chega ao local (ignorando a placa que diz que a parada não está mais em serviço). A porta do veículo abre, mas de lá ninguém sai. Logo, Doug Clayton que por lá passava, estaciona para ver se está tudo bem com o “motorista”. Dez minutos depois, Julianne Vernon, também pára para ajudar, e encontra o celular de Doug quebrado, próximo à porta do Wagon, e também acaba se aproximando demais… Quando Pete acorda, ele percebe que há meia dúzia de carros na parada de descanso da Milha 81, e descobre que duas crianças (Rachel e Blake Lussier) e um cavalo chamado Deedee são as únicas coisas que sobraram, a não ser, é claro, que você conte o Wagon.

COMENTÁRIOS:



A história gira em torno de um menino de 10 anos a partir do momento que seu irmão mais velho sai com os amigos e o proíbe de acompanhá-los. O menino mais jovem então decide explorar uma área abandonada na milha 81 que costumava ser usada para encontro de adolescentes.
A primeira parte do livro serve para entrarmos na cabeça do jovem Pete, o que o torna absolutamente real para quem lê, alias, talento nato de Stephen King. É fácil entender a decepção do menino e seu desejo de viver uma aventura que possa contar ao irmão de 14 anos que provoque inveja e arrependimento por não tê-lo levado ao passeio com os amigos.
É interessante que o protagonista saia de cena assim que a ação começa e reapareça apenas no final, quando a situação realmente está ruim para os demais personagens.
Pete vai até uma lanchonete abandonada e lá encontra uma garrafa de vodca. Decidido a levar avante sua aventura ele bebe alguns goles e acaba pegando no sono. Após o menino adormecer pelo efeito do álcool um carro para no meio fio e a porta do motorista abre, mas ninguém sai de lá. Todo o carro está coberto de lama, o que impede  que se veja o seu interior, além da placa.
Doug Clayton, que dirigia atrás do estranho carro, para a fim de oferecer ajuda ao motorista. Ele é o primeiro a experimentar todo o terror que jamais poderia imaginar que lhe acometeria. logo Julianne Vernon e depois o casal Lussier e até um integrante da polícia do Maine vão ser as vítimas. A esta altura Pete desperta. A diferença entre ele e os outros é que talvez ele possa acabar com o terror.
Milha 81 é muito longo para ser considerado um conto e muito curto para ser uma Novela. A história é simples: Um carro do mal! Pessoas que são suas vítimas! Um menino que tenta salvar o dia!
Altamente recomendado para fãs de terror, ficção, suspense e Stephen King.

AQUI!!!!



A Coisa

IT

Stephen King

SINOPSE:

Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Um tempo em que vão descobrir o doce sabor da amizade, do amor, da união. Uma época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças.

Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa. 


COMENTÁRIOS:

Eu nunca gostei de palhaços (nem mesmo quando criança... na verdade, daí que eu tinha mais medo deles). Sempre achei que havia algo de bizarro e maldoso em relação a palhaços e A Coisa é a "materialização" desta bizarrice e maldade. Só mesmo Stephen King para escrever um livro com mais de mil páginas sobre a inocência, o inicio da vida adulta, a amizade e o amor e começar a história com a morte de uma criança de seis anos que tem o braço arrancado por um Palhaço Assassino.
Na cidade de Derry, Maine, em 1957 George Dembrough, de seis anos, sai em um dia chuvoso para brincar com um barco de papel que seu irmão mais velho, Bill, fez para ele. O barquinho cai em um bueiro e o menino encontra (dentro do bueiro...absolutamente bizarro) o palhaço Pennywise, que se oferece para ajudá-lo. George é o primeiro a morrer de uma série de mortes e desaparecimentos na cidade naquele ano.
Um grupo de crianças, que tem em comum serem frequentemente aterrorizados pelo valentão da cidade e seus comparsas, formam um grupo. Outra coisa que estes sete tem em comum são as experiências assustadoras e inacreditáveis pelas quais tem passado e todas relacionadas a Pennywise, que eles chamam de A Coisa. Um dos integrantes deste grupo é Bill, irmão da primeira vítima.
Em 1984 A Coisa volta a atacar e os amigos, espalhados pelo país (apenas um deles permaneceu em Derry) retornam e se reencontram, para mais uma vez enfrentarem Pennywise, só que em definitivo.
A história é muito interessante, a trama excelente, os personagens perfeitos, mas há um excesso de escrita. Muitas coisas poderiam sair do livro sem fazer a menor falta. Na verdade até favoreciam, pois, com tantas cenas sem ligação a trama, as coisas acabaram ficando monótonas e lentas em muitas passagens. King já fez isto em vários de seus livros, mas foi em A Coisa que eu mais senti a enrolação e fiquei com preguiça de ler.
Fizeram uma adaptação em 1990 que ficou terrível. Tudo acontece muito rápido, ao contrário do livro e os atores escolhidos não são nada carismáticos. Uma pena. Acho que li em algum lugar que estão ou irão fazer um remake e isso me deixou entusiasmada.
Para quem gosta de King não pode faltar a leitura deste livro, mas se arme de paciência, pois ele é longo e tem muitas passagens cansativas.
Uma curiosidade interessante é que a mesma Derry de 1958 é citada no livro Novembro de 63 e o protagonista encontra dois dos protagonistas juvenis de A Coisa. O encontro acontece após a primeira derrota de Pennywise pelo grupo de amigos.


Gostei muito desta linha de capas que fizeram para as novas edições.
Bem de acordo!
Bizarro, mas da forma menos positiva possível.
Estranha.
A mais linda das capas que encontrei.

Filme de 1990.
Os heróis nos anos 80.
Os heróis nos anos 50.
Palhaço+Bueiro-TERROR!!!!

A Hora do Lobisomem

Cycle of the Werewolf

Stephen King

SINOPSE:

A pacata cidade de Tarker's Mill tem sua rotina abalada por uma série de assassinatos cometidos por um lobisomem. Um garoto paralítico descobre quem encarna o monstro, mas conta apenas com a ajuda de sua turma de amigos para destruí-lo.

COMENTÁRIOS:

Só para constar, a história não relata exatamente o que a sinopse implica. Em primeiro lugar e mais importante, o menino paralitico conta apenas com a ajuda do tio para acabar com o lobisomem, mas se quer podemos dizer que ele é o protagonista, já que a maior parte da história acompanha a própria criatura a cada transformação, matando os moradores da cidade.
Eu não chamaria A Hora do Lobisomem de Novela e sim de conto, uma história de terror curta com ilustrações de Bernie Wrightson. Cada capítulo é uma pequena história que conta o que acontece a algum dos pobres moradores da cidade que cai nas garras do lobo durante a transformação daquela respectiva lua até que finalmente o lobisomem ataca o menino paralitico e o garoto se salva com a ajuda dos fogos de artifício que saíra para soltar as escondidas na noite de 4 de Julho.
Depois disto se passa um longo tempo, com a forma humana do lobo recebendo cartas do menino, sugerindo que se mate e ponha fim a maldição. Claro, tudo culmina com o confronto entre eles, mas a narração é tão rápida e superficial que não me envolveu.

NOTA: Existe um filme chamado Silver Bullet baseado no livro. Eu assisti uns anos atrás e achei divertido. Preciso ver novamente para comprara com o que li, mas, como a parte escrita é tão curta e superficial, o livro deve ter tomado muitas liberdades.

AQUI!!!!



Variações de capa.
A ultima é a minha favorita.







Algumas das ilustrações do livro.

Uma das capas do filme.
Me pergunto o porquê de um lobisomem precisar de um bastão de baseball para atacar as pessoas ^^

A Dança da Morte

The Stand

Stephen King



SINOPSE:

Uma poderosa arma biológica, conhecida formalmente como Projeto Azul ou "Capitão Viajante", acaba presumivelmente com grande parte da população do planeta. Apenas uma pequena parcela da população é resistente ao vírus, que é extremamente mortal. A primeira parte do romance abrange 19 dias e discorre sobre a quebra e destruição da sociedade em cenas bastante gráficas. O romance prossegue, na parte dois, entrelaçando odisseias da travessia do país de um pequeno número de sobreviventes, incluindo uma estudante colegial grávida (Frances Goldsmith), um trabalhador de fábricas desempregado do Texas (Stuart Redman), um errante com ensino superior (Harold Lauder), um viajante surdo-mudo (Nick Andros), um músico pop insatisfeito (Larry Underwood), e um professor de sociologia pessimista (Glen Bateman). Eles se afogam juntos por seus sonhos compartilhados de uma mulher psíquica idosa que eles viam como um refúgio. Esta mulher, Abagail Freemantle (conhecida como "Mãe Abagail'), se torna a líder espiritual dessa turma de refugiados, que tentam restabelecer uma sociedade democrática na cidade Boulder, do Colorado. Enquanto isso, outro grupo de sobreviventes incluindo um ladrão de bens públicos, um incendiário (Trashcan Man), e o ex-chefe do Departamento de Polícia de Santa Monica são impelidos a Las Vegas, Nevada, por outra entidade, um ser mau e sobrenatural conhecido como Randall Flagg, o "Homem Negro," ou o "Homem Andante." O comando de Flagg é tirânico e brutal, ainda que efetivo. Na parte três, o palco final é montado quando os dois grupos tomam consciência de si, e cada um reconhece o outro como uma ameaça para sua sobrevivência, levando à resistência do bem contra o mal, envolvendo uma arma nuclear perdida.

DETALHES:

O romance está estruturado em 3 partes distintas, em sequência cronológica, cada uma desenvolvendo uma etapa específica da história.

O Capitão Viajante:

A peste (supergripe, gripe azul ou capitão viajante) alastra-se pelo mundo, matando em pouco tempo a quase totalidade da população mundial. Os poucos sobreviventes começam a unir-se uns aos outros até formar 2 grandes grupos: o primeiro, guiado espiritualmente por Mãe Abigail, e o segundo, sob uma obscura influência de Randall Flagg.

Na Fronteira:

Os seguidores de Abagail instalam-se em Boulder, no Colorado, onde começam a reconstruir a sociedade como eles a conheciam. Em Las Vegas, os seguidores de Flagg implementam uma autocracia orientada para a busca de poder bélico e fortemente centrada no próprio Flagg. A posição de ambas cidades uma em relação à outra, separadas quase que apenas pelas Rochosas, denuncia a condição de antagonismo que seus respectivos líderes já previam.

O Confronto:

A coexistência entre as duas sociedades torna-se impossível após um ataque à sede do comitê da Zona Livre revelar-se manipulado indiretamente pelo próprio Flagg. Finalmente, os membros sobreviventes do comitê resolvem confrontar-se com Randall Flagg, dirigindo-se até Las Vegas, munidos apenas de sua própria fé.


O principal vilão do romance é o tradicional personagem de King, Randall Flagg, o qual aparece em outros romances do autor, por vezes com outros nomes, como Walter das Sombras na série A Torre Negra. Aqui, ele é apresentado como uma espécie de demônio, um representante das trevas dotado de poderes obscuros que tem por objetivo dominar o novo mundo que surge a partir da reconstrução. Reúne seus seguidores em Las Vegas, onde prepara-se para atacar militarmente os refugiados em Boulder, os quais considera seus rivais.
O contraponto a Flagg é dado pela personagem de Mãe Abagail, apesar de, no decorrer da história, sua participação mostrar-se reduzida. Sua principal contribuição é servir de guia espiritual aos partidários das forças do bem, os quais reúne em Boulder, para a fundação de uma nova sociedade, batizada por eles como Zona Livre de Boulder. O papel de protagonistas acaba sendo dividido por diversos personagens, os membros do comitê da Zona Livre, que tomam para si a responsabilidade de liderar a nova comunidade na reconstrução de seu mundo e de resistir à ameaça representada pelos seguidores de Flagg. Os principais membros do comitê são Stuart Redman, Frances Goldschmidt, Glenn Bateman e Larry Underwood.
O mundo pós-apocalíptico de A Dança da Morte aparece também no livro A Torre Negra: Mago de Vidro, o volume 4 da série. É apresentado como uma realidade paralela dentre diversas outras possíveis no mesmo espaço e tempo.



COMENTÁRIOS:

Após um vírus "artificial" "escapar" de um laboratório militar, a humanidade é quase dizimada em poucas semanas. Apenas alguns sobrevivem por serem misteriosamente imunes ao vírus e então passam a ter sonhos com uma velha mulher chamada Mãe Abagail, que diz que cada um deles deve ir ao seu encontro. Além dos sonhos eles tem pesadelos com um homem chamado Randall Flagg (que é o O Homem Negro, que o Pistoleiro seguia em A Torre Negra). Os personagens então saem em busca de Mãe Abagail ou de Randall Flagg, escolhendo o lado que ocuparão em um futuro confronto.
Stephen King escreveu, na primeira parte, um livro sobre um grupo de pessoas sobrevivendo a um desastre que quase põe fim a raça humana e eu gostei imensamente desta primeira parte. Eu confesso que meu lado gore se deliciou com as descrições extremamente gráficas da peste (provavelmente não gostaria de ver as cenas descritas) e fiquei curiosa para saber o que viria a seguir.
Em seguida King introduz o sobrenatural na pessoa de Flagg, que se aproveita da peste para se tornar uma espécie de líder, induzindo as pessoas a fazerem coisas terríveis. A partir daí eu comecei a ficar meio chateada com a história. Não que ela seja ruim, de forma alguma, só não achei tão boa quanto a parte inicial. O sobrenatural rende duas partes da história e me desgostou muito porque vários dos meus personagens favoritos começam a morrer.
Esta versão que eu li e estou resenhando é a versão na íntegra, ou seja, a edição com as 300 páginas cortadas na edição publicada nos anos 70... talvez por isso tenha ficado um tantinho demais para mim. detesto histórias enroladas e extensas sem motivos reais (sim, A Dança da Morte não precisava de mais de mil páginas para contar sua história).

SPOILER!

O pior de tudo, em relação ao livro, é toda a cruzada dos mocinho, que na parte final do livro os leva por uma viagem sem volta para a  maioria deles até Las Vegas, a fim de confrontarem Flagg e seus seguidores, cumprindo o papel que Deus legara a eles e, tcharam... Deus surge do céu com um punho gigante exterminando os malvados, ou seja, porque os pobres coitados fizeram toda aquela viagem, se ferrando, se não fizeram nada no grande desfecho????


Recomendo este livro para quem gosta de ler, gosta de livros extensos, repletos de detalhes (até demais), que gosta de livros apocalípticos, bem contra mal, que tem curiosidade por ter relação com a série A Torre Negra e quem é fã de Stephen King (meu caso).

O livro foi adaptado para a TV em forma de mini-serie (1994). Assisti na Globo, retalhada e mesmo assim tinha umas 4h e levei a madrugada com essa brincadeira, ainda por cima com meu personagem favorito morrendo antes do fim. Sinceramente, eu não lembro direito do inicio, que é referente a parte da gripe se espalhando e matando as pessoas; só lembro da busca das pessoas e de Flagg governando em Las Vegas. Eu nem se quer lembrava que no filme havia atores como Gary Sinise e Corin Nemec!!!!
AQUI você pode ler mais sobre o filme.
Pelo que sei Ben Afleck está interessado em refilmar The Stand, mas a nova versão ainda não saiu do papel.


Aqui as páginas iniciais da adaptação para HQ de A Dança da Morte.
Fiquei curiosa para ler.

A garota que Adorava tom Gordon

The Girl Who Loved Tom Gordon

Stephen king



SINOPSE:

Neste livro acompanhamos Trisha McFarland, de nove anos, que é uma fã incondicional de Tom Gordon. Em uma caminhada com o irmão e a mãe recém divorciada a menina se perde na floresta. Tudo o que traz consigo é um sanduiche, água e alguns aperitivos, além de um walkman, através do qual segue o relato dos jogos do seu herói, criando com este uma amizade imaginária. À medida que avança para o coração da floresta, percebe, porém, que o novo amigo não é a sua única companhia...

COMENTÁRIOS:

O maior defeito deste livro é não ter muito o que explorar. 
É um livro bem escrito, com personagens interessantes e uma protagonista fácil de gostar, mas depois de um tempo tudo parece se arrastar. 
A história é sobre uma garota de 9 anos que se perde na floresta durante uma trilha feita com a mãe e o irmão adolescente e que tem de sobreviver enquanto busca por ajuda e é perseguida por alguma espécie sobrenatural de animal. Durante o tempo que está perdida a menina conversa com Tom Gordon, seu jogador de baseball favorito e isto lhe dá forças para continuar.
Trisha, a protagonista, é uma menina esperta para a sua idade e também mais adulta do que a mãe acredita. A menina se sente mais próxima do pai, recém separado da mãe, apesar desta tentar fazer a filha desgostar dele. Alias, a mulher é um Bitch de marca maior, capaz de tentar jogar os filhos contra o pai (um cara aparentemente legal) depois de abandoná-lo, jogando a culpa do fim do casamento em cima dele. Para completar arrastava os filhos para fazer programas que ela achava que os aproximaria, sendo que os dois odiavam tudo que ela escolhia, já que ela só pensava em si mesma e nunca neles. Além disso tudo ela teve a capacidade de perder a filha em uma trilha feita numa floresta no Maine.
O que não me convenceu foram os erros cometidos por Trisha, que, esperta e inteligente como era, escolheu seguir pelo caminho errado e, ao invés de voltar depois de ter percebido seu erro, continuou caminhando cada vez mais para dentro da floresta ao longo de dez dias!!!! Além disso, King descreve uma intoxicação alimentar provocada na menina por ingestão da água do rio; água corrente e limpa. Que eu saiba isso não é possível.
Em suma, eu não sou uma apaixonada por baseball e nem entendo nada sobre o esporte, o que reduziu bastante meu interesse pelo livro.
Valeu pela curiosidade, já que A garota que Adorava Tom Gordon é um exemplar muito, muito diferente do que king geralmente escreve. O elemento sobrenatural é muito discreto e não faria falta, já que a menina não chega a ser realmente confrontada com ele exceto no fim e mesmo assim o confronto é de menor importância.

AQUI!!!!
Ambas as capas são parecidas,
mesmo assim escolho a segunda.

Joyland

Stephen King

SINOPSE:


No verão de 1973 o universitário Devin Jones arruma um emprego temporário num parque de diversões chamado “Joyland”, buscando acumular dinheiro e curar seu recente coração partido. Devin acaba descobrindo que no passado o parque foi palco da morte de uma jovem pelas mãos de um temido serial-killer que nunca foi capturado. Com a ajuda de seus amigos, e de um garotinho de saúde frágil, porém muito especial, de dez anos, Devin descobrirá que o crime não está completamente adormecido.

COMENTÁRIOS:

A história de Joyland se passa durante o verão e o outono de 1973, em um parque de diversões, na costa da Carolina do Norte, onde Devin Jones, aos 21 anos, consegue um emprego. O rapaz, pretendendo curar o coração partido pela ex-namorada, muda de ambiente, faz novas amizades e se apaixona pela vida em Joyland.
"Jonesy" é uma personagem que captura a simpatia do leitor, seja na idade que possui ao contar sua história, seja como o garoto doce e meigo do passado. Ele é o tipo de pessoa tranquila, que quer o bem dos outros, que se importa com os amigos, que gosta do que faz, que ama o pai e gosta de animais.
Em meio aos dias ensolarados de verão Jonesy e seus novos amigos, Tom e Erin (todos os três estudantes universitários, trabalhando durante as férias para juntar um dinheirinho) ficam atraídos e intrigados com um crime que havia ocorrido alguns anos atrás em Joyland: uma jovem havia entrado na Casa do terror com o namorado e no dia seguinte havia sido encontrada na Casa do Terror com a garganta cortada. Pelo que Erin consegue descobrir com sua pesquisa, outros crimes semelhantes haviam acontecido em outras cidades na mesma época e alguns até mais antigos, o que os leva a crer que o crime havia sido cometido por um serial killer. Junte a isso a "lenda" de que o fantasma da moça assombrava a Casa do Terror (mas só os funcionários podiam vê-la) e fica mais fácil entender a obsessão que toma conta de Jonesy em relação ao assunto.
Além deste mistério, quando o verão está chegando ao fim o rapaz fica intrigado pela mãe e o filho que costuma encontrar em seu caminho, da pousada onde vive até o trabalho. O menino, chamado Mike Ross, tem 11 anos, está sempre em uma cadeira de rodas e parece muito doente. A mãe do menino, Annie, no inicio tenta manter Jonesy longe sendo descortês, mas com o tempo acaba aceitando a companhia do rapaz e aprovando a amizade dele com Mike (que está morrendo de Distrofia muscular e que é dono de uma segunda visão bem interessante).
Tom e Erin vão embora para a faculdade após o termino do verão, assim como todos os outros jovens empregados da temporada, mas Jonesy decide atrasar seu retorno a faculdade e permanece trabalhando em Joyland durante o outono. É neste período que ele consegue uma visita para Mike e a mãe, que é descrito de uma bela forma (detalhe: o menino vê o fantasma e quer ajudá-lo a se libertar).
A solução do mistério da morte em Joyland promove o climax da história, mas o livro realmente é a história de um garoto que se torna homem na década de 70. O livro é narrado em primeira pessoa por Jonesy algumas décadas depois, então, em meio a narração temos momentos de reflexão e sabedoria, que geralmente vem com a idade.
O mais interessante é que Stephen King é um mestre ao escrever como se ainda fosse um adolescente e sua escrita poética sobre a passagem da infância para a vida adulta sempre é tocante. Eu classificaria Joyland mais como um drama do que mistério ou qualquer coisa assim e recomendo para aqueles que gostam de livros profundos e belos, porém tristes.

OBS: Joyland vai ser adaptado para o cinema, então, é só aguardar e torcer para a adaptação ser fiel ao livro :-)

Lindíssima a capa estilo Pulp.
A moça provavelmente é a ruiva Erin, amiga do protagonista.
As moças contratadas para tirar fotografias das pessoas em Joyland usavam roupas verdes e provocantes e achei que a representação está perfeita.

Duma Key


Duma Key

Stephen King

SINOPSE:

Um acidente terrível em um canteiro de obras arranca o braço e a mão direitos de Edgar Freemantle e embaralha sua memória e sua mente. A raiva é praticamente tudo o que lhe resta enquanto inicia sua penosa recuperação. O casamento que gerou duas filhas maravilhosas termina de repente e Edgar começa a desejar não ter sobrevivido às lesões que quase o mataram. Seu psicólogo sugere uma "cura geográfica", uma nova vida longe das cidades gêmeas de Minneapolis-Saint Paul e da empresa que ele construiu do nada. E sugere que Edgar também retome o hábito de desenhar. Ele troca, então, Minnesota por uma casa alugada em Duma Key, uma ilhota de beleza extraordinária e estranhamente subdesenvolvida na costa da Flórida. Lá, ele ouve o chamado do sol se pondo no Golfo do México e da maré chacoalhando as conchas na praia - e desenha. Uma visita de Ilse, sua filha mais querida, o incentiva a abandonar a solidão. Ele encontra um amigo em Wireman - um homem que reluta em revelar suas próprias feridas - e, posteriormente, em Elizabeth Eastlake - uma idosa cujas raízes estão fincadas em Duma Key. Edgar passa a pintar - às vezes de modo febril - e seu talento em combustão se revela tanto uma dádiva quanto uma arma. Muitos de seus quadros têm um poder que não pode ser controlado. Quando os fantasmas do passado de Elizabeth começam a surgir, descobrimos o perigo que suas pinturas surreais representam. Ao nos revelar a tenacidade do amor, os riscos da criatividade, os mistérios da memória e a natureza do sobrenatural, Stephen King escreve um romance ao mesmo tempo sublime, cativante e assustador.

COMENTÁRIOS:


Em Duma Key conhecemos Edgar Freemantle, um homem que deveria estar morto, mas que sobreviveu a um terrível acidente. Edgar, rico, realizado, feliz tem sua picape atingida por um guindaste em um canteiro de obras. Por consequência do acidente ele perde o braço direito, sofre várias fraturas no quadril, uma fratura no crânio, costelas quebradas e tantos outros ferimentos. A recuperação é muito difícil, pois, além da dor, ele precisa lidar com sua memória, uma enervante afasia e uma agressividade quase incontrolável.

Durante seu processo de cura a mulher de Edgar acaba por pedir o divórcio alegando que ele se tornara outra pessoa. Fiquei com muita raiva da mulher nesta passagem. Apenas algumas semanas de apoio ao pai das suas filhas e ela logo desiste de ajudá-lo, querendo o divórcio e uma fatia substancial dos bens dele. Edgar não entra em detalhes sobre o relacionamento dos dois antes do acidente, mas fica implícito que ele acreditava que tinham um bom e sólido casamento. Já, por parte da mulher, parece que ela já cultivava muito ressentimento em relação a ele. 
Pois bem, deprimido, sofrendo dores fortes, assustado, desanimado, pensando seriamente em suicídio  Edgar aceita a sugestão de seu terapeuta e vai para a Flórida, para uma ilha chamada Duma Key, planejando reconstruir sua vida. É em Duma Key que acompanhamos a transformação de Edgar, melhorando fisicamente e emocionalmente a cada dia que passa. Ele cria metas (como caminhar X passos na praia todos os dias, aumentando gradativamente) e passa a cumpri-las. Também é em Duma Key que ele volta a desenhar.
Edgar aluga uma casa adorável, a qual passa a chamar de Casa Rosa; esta casa fica de frente para o mar e fornece uma vista que ele usa em suas primeiras obras. Aos poucos os desenhos de Edgar passam a se tornar mais e mais realistas e assustadores, de certa forma. Tanto ele quanto nós percebemos ao mesmo tempo que algo está acontecendo e que ele já não mais "apenas" pinta o que vê; algo parece estar se apossando dele e revelando coisas em suas pinturas.
Após algum tempo vivendo na ilha Edgar conhece Wireman, que vive na mansão de Duma Key, cuidando de Elizabeth Eastlake, uma senhora simpática, muito rica e que sofre de Alzheimer. Elizabeth é uma personagem intrigante. Muito antes de a conhecermos através do protagonista ela já havia se apresentado no incio de cada capítulo, sempre dando uma espécie de aula de como se deve fazer arte. É por conta destes pequenos textos que ficamos sabendo algo sobre sua infância, após ela sofrer um acidente no qual bateu a cabeça e que a deixou com sequelas, como afasia e um dom fantástico para o desenho. É através desta simpática senhora e com a ajuda de Wireman que Edgar descobre que seus desenhos, as sensações de ainda possuir seu braços, os sonhos... que tudo tem a ver com Duma Key e algo que lá se encontra. Algo que estava adormecido e que despertou quando Edgar chegou.
O livro e Edgar se desenvolvem de uma forma muito boa. No começo, Edgar é um homem aleijado e com raiva. Muita raiva de si mesmo, da situação e de quem tentasse ajudá-lo a lembrar o nome de uma cadeira. Com o passar do tempo, ele aprende a dominar a raiva e aceitar sua nova vida. Torna-se forte.King sempre preza muito a amizade em seus livros e em Duma Key ela acontece entre Edgar e Wireman, que o ajuda em vários aspectos.E a parte sombria é daquele jeito que te prende a leitura, te dando todos os detalhes para que a cena fique mais real e assustadora.
A parte descritiva do livro, como em todos os livros de Stephen King, é perfeita e muito poética; ela pode parecer lenta para alguns leitores, mas acredito que sirva e muito bem para criar toda uma aura de suspense, medo e depois terror. O livro poderia sim ser mais curto, mas talvez não fosse tão profundo. Imagino que o autor se estendeu mais especialmente por ter passado, como seu protagonista, por um acidente terrível que quase lhe tirou a vida e que o deixou com sequelas.
Enquanto eu lia pensei, mais de uma vez: caramba, não pode existir alguém mais ferrado que Edgar e, quando tudo parece melhorar, vem o pior... claro... estamos falando de Stephen King, não é mesmo?! Duma Key é um livro muito bom, com um inimigo mortal e assustador que não é o assassino esperando na esquina escura nem o monstrinho debaixo da cama; é algo que pode te encontrar em qualquer lugar... ou quase qualquer lugar. Felizmente temos personagens heroicos o suficiente para tentar impedir este mal de escapar :-)

AQUI!!!!

Gosto muito desta capa.
Simples e assustadora.

Simples e chamativa.
Eu gostei.

Também funciona como boa capa.

Pequena variação da anterior :-)

ALGUMAS ILUSTRAÇÕES COM BASE NO LIVRO

Edgar fazendo suas pinturas.

As gêmeas.
Quem ler vai saber do que se trata :-)

Uma das pinturas de Edgar com o tema Barcos.

A "boneca".

Saco de Ossos

Stephen King

SINOPSE:

Mike Noonan é um romancista de sucesso que vê sua vida subitamente transformada com a morte da esposa Jo. Quatro anos já se passaram e o sentimento é o mesmo - o desânimo, a tristeza, a sensação de que nunca mais será capaz de escrever. Diante da tela branca do computador, ele vê o vazio doloroso que passou a dominar seus dias. Nem mesmo o sono lhe traz alívio. Noonan é agora atormentado por terríveis pesadelos com Sara Laughs e a casa do lago - o recanto de sonhos onde ele e Jo foram tão felizes. Voltar à pequena cidade. Esta parece ser a única saída. Mike sente que precisa enfrentar o passado e tentar reencontrar seu caminho.

Sara Laughs, no entanto, já não é a mesma. Apesar da aparente tranqüilidade de sempre, sua comunidade vive atormentada pelo domínio cruel do milionário Max Devore, que não mede esforços para atingir seu grande objetivo: arrancar a neta de três anos da guarda da jovem mãe viúva. Pouco a pouco, Mike redescobre a paixão.

Mike Noonan reencontra um motivo para seus dias, mas a luta não será fácil. Além da fúria de Max Devore, Noonan terá de enfrentar forças estranhas e malignas que agora dominam Sara Laughs. Ele terá de descobrir de onde vêm os pesadelos cada vez mais terríveis que insistem em atormentá-los. Mike Noonan subitamente volta a escrever, mas não terá sossego até encontrar as respostas para as dúvidas que o atormentam. Que forças são essas que dominam a pequena cidade? O que esperam dele?



COMENTÁRIOS:

Este é meu livro favorito de Stephen King. Já li muito material dele, mas Saco de Ossos me encantou de tal forma que o li em dois dias... mais certo dizer que devorei... e depois fiquei com a história girando no meu cérebro como se eu saboreasse algum doce maravilhoso e delicioso até a ultima mordida.
Saco de Ossos é uma História de Fantasmas, mas também é uma história de amor, ódio, injustiça e vingança. É um livro sobre perda e luto, mas também um livro de suspense com uma atmosfera assustadora.
A história se passa, na maior parte, em uma comunidade fechada, repleta de segredos, distante de uma grande cidade, ainda refém de costumes e preconceitos antigos, o que traz uma sensação de perigo iminente, muito presente nos livros de King.
O protagonista, Mike Noonan, chega no meio do drama; uma batalha entre o rico Max Devore, que manda na cidade, e sua nora, ambos brigando na justiça pela guarda de uma criança, neta de um e filha de outro.
Mike é um escrito viúvo, que perdera a mulher a quatro anos. Desde então não conseguira mais escrever e, após superar um depressão profunda, se retirara para a casa de ambos no lago, a fim de tentar retomar a carreira de escritor. 
A retirada para a casa do lago é motivada por vários motivos, especialmente a curiosidade em descobrir o que sua esposa andara fazendo por lá nos meses que antecederam sua morte e os pesadelos que o assombram, todos em Sara Laughs. O ponto importante nisto é que após a morte da esposa Mike descobrira que ela estava grávida, sendo que ele não podia ter filhos. A sombra da traição o assombra, embora ele se recuse a admitir que suspeita da fidelidade de sua amada esposa.
King descreve a dor da perda de Mike com tal realismo que sofri com ele; senti sua dor e me emocionei. É muito interessante que toda a história de Mike e sua esposa e depois o sofrimento dele são descritos em muitos capítulos, fazendo-nos entrar no clima, esquecendo que esta é uma história que envolve o sobrenatural, para então, de repente, nos surpreender com algo sobrenatural que faz um calafrio subir pela espinha.
Em Sara Laughs, na casa do rio dos Noonan, Mike começa a crer que o fantasma de sua mulher quer se comunicar dele. O horror toma conta dele e ao mesmo tempo a esperança de poder entrar em contato mais uma vez com sua mulher. Achei uma reação perfeitamente normal: o choque e a esperança.
O livro é um tesouro de suspense. Você fica repleto de curiosidade a cada capítulo, com muitas perguntas pipocando em sua cabeça, muitas teorias sendo elaboradas e nenhuma das respostas vem de forma fácil ou desconexa.
No começo a história não é assustadora; ela é comovente e romântica e é bonito ver Mike renascendo após conhecer Mattie e Kyra (a mãe e menina que Max Devore tanto ambiciona controlar). Os fantasmas que estavam na casa do lago não pareciam hostis. Na verdade era mais do tipo que apenas faz sons, produz aromas... e então, quando tudo parece correr bem, o mal entra com força na pessoa de Max Devore. De repente o terror é jogado na sua cara com tanta força que qualquer ruido no meio da noite faz o coração saltar dentro do peito.
Juntamente com Mike começamos a suspeitar que não é apenas o fantasma de sua esposa que habita Sara Laughs. Algo muito mais antigo e repleto de vingança está despertando e Mike faz parte dos planos dela.
Eu recomendo muito este livro. Ele tem muitas páginas e tem um começo lento, como é costume de Stephen King, mas é belo, triste e terrivelmente assustador. 
Uma série em dois episódios foi feita, com Pierce Brosnan no papel de Mike (eu gosto de Brosnan, mas não me satisfiz com a escolha dele para o papel, já que Mike tem apenas 40 anos). A adaptação mudou muitas coisas do livro e eu achei que estas mudanças empobreceram bastante a obra. A série não é ruim, exceto se você leu o livro antes ;-)
No StephenKing.com.Br há um ótimo texto sobre a mini série.

Capa do meu exemplar.
Muito bonita esta capa. 
Acho que transmite bem o que é a história.
Promo da mini-série. 
Já dá para ter uma ideia do que se trata ;-)

 
Mistério das Letras Blog Design by Ipietoon