Mostrando postagens com marcador Victoria Holt. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Victoria Holt. Mostrar todas as postagens

A Máscara da Sedutora

The Mask of Enchantress

Victoria Holt

SINOPSE:


PAIXÕES PROIBIDAS E IDENTIDADES TROCADAS - UM SOBERBO RELATO SOBRE UMA MULHER ESTIGMATIZADA PELA TRAGÉDIA.

Filha ilegitima de um fratricida Suewellyn Mateland é obrigada a deixar para sempre o castelo de seus ancestrais. Tornada órfã por uma catástrofe,é forçada a usar um perigoso disfarce para sobreviver. Tomada de paixão, é perseguida por murmúrios sinistros e cartas furtivas ... É o legado dos Mateland que a persegue. Terá que abrir mão de sua fabulosa herança para poder viver o amor a que tem direito....

COMENTÁRIOS:

A personagem principal, Suewellyn Mateland, viveu com sua "tia" e seu "tio" até os seis anos em uma pequena vila do interior da Inglaterra. Algumas vezes durante o ano uma outra "tia", mais jovem, bela e muito triste, vinha visitá-la e então as duas passavam o dia inteiro juntas e a menininha era muito feliz nestes momentos. Certa vez a bela "tia" a levou para um passeio longo. As duas encontraram um homem que estava a espera e fizeram um piquenique e pela primeira vez a menina viu Mateland e se apaixonou pelo castelo. Algum tempo depois a bela "tia" voltou e a levou embora, ao encontro do homem que participara do piquenique com elas. Os três viajaram para uma pequena ilha próxima a Nova Zelândia.
Acontece que Suewellyn era filha deste casal; uma filha ilegitima. Sua mãe havia conseguido um casal para criá-la, pagando a eles por isso (mas a menina nunca foi bem tratada na casa deste casal e nem pela maior parte das pessoas da vila).
Somente quando já era uma mocinha a protagonista ficou a par da história de seus pais. A esta altura temos um livro dentro do livro. A mãe da garota havia escrito tudo e Suewellyn lê conosco os acontecimentos do passado. Resumindo uma história cheia de idas e voltas, é o seguinte: a mãe da menina era filha do clérigo da vila. Sua prima era filha de um casal rico. As duas estudaram e conviveram desde pequeninas. As duas se apaixonaram pelo mesmo homem, só que a prima rica, meiga e doce o conheceu antes e ficou noiva dele. A mãe da protagonista só o conheceu no dia do casamento e daí, ele se apaixonou a primeira vista por ela. Desastre pronto! A mãe da mocinha foi passar uma temporada com o casal. No castelo do noivo viviam também outras pessoas, como seu irmão e esposa. Este irmão se apaixonou pela moça. Recapitulando:  temos dois irmãos casados apaixonados pela mesma mulher, que está apaixonada pelo marido de sua melhor amiga e prima. Tudo culmina com a morte de um irmão pelo outro e a fuga do casal para pegar a filha e sumir. Detalhe: o pai de Suewellyn abandonou não só a esposa, como a filha que teve com ela. Não consegui simpatizar com este casal porque a esposa dele era uma pessoa muito boa.
Pois bem, anos depois a meia-irmã da protagonista encontra a família e resolve ir incomodá-los. Esta meia-irmã se chama Susannah. Acontece que Suewellyn viaja para estar presente ao casamento de sua melhor amiga e o vulcão na ilha em que mora entra em erupção matando toda a sua família. Sem ter nada de seu, a moça assume a identidade de Susannah após ser confundida com ela. Daí temos o desfecho do livro e a parte mais interessante dele e, infelizmente, a mais curta.
A representação da heroína (será que ela vai conseguir se sair bem na sua encenação?), o herói misterioso, os segredos de família, os criados sombrios, a casa misteriosa, a descoberta, pouco a pouco do verdadeiro caráter de Susannah, tudo funcionou muito bem para mim. Eu fiquei tão envolvida a ponto de me morder de curiosidade para chegar logo ao final da história e depois fiquei triste por ter acabado.
Eu não revelei nem metade das tramas deste livro, então, se você gosta de mistério, assassinatos, amores trágicos, ódios intensos, castelos e por aí a fora, não deixe de ler, mas, não espere um livro agitado, porque a escrita é bem lenta, com muitos detalhes na parte em que a protagonista era uma criança e depois sua vida na ilha e pouco romance, pelo menos nada de agarramentos e cenas deslocadas de sexo.

Esta é a capa do meu exemplar.
Acho bem bonita.
Muito bela esta capa. Roupa de acordo com a época,
mas mocinha do livro é loira.
Muito bonita esta capa.
Até que não é feia.
Bonita.
Muito estranha, hehehehehehehe.

O Rei do Castelo

The King of the Castle

Victoria Holt

SINOPSE:

Dallas Lawson foi sozinha para o assombrado castelo do notório Conde de La Talle, na França, na esperança de conseguir realizar o trabalho que fora destinado a seu pai, mas, além de se encantar com as obras de arte, ela também se encantou com o belo Conde. O que Dallas não sabia é que sua vida podia estar correndo riscos por conta deste amor.


COMENTÁRIOS:

Meu exemplar deste livro é em espanhol e eu nunca estudei espanhol, então, no dia que o li eu juro que sonhei neste idioma e foi muito estranho, hehehehehe.
O que posso dizer sobre Victoria Holt que já não tenha dito? Gosto muito dos livros dela, mais de uns do que de outros, mas no final o saldo é positivo. Este O Rei do Castelo não é dos meus favoritos, mas é uma boa leitura.
A mocinha, Dallas Lawson, é uma mulher corajosa e decidida, uma artista (para não cair no lugar comum de ser governanta) que parte para a França na in tenção de restaurar as obras de arte do Conde de La Talle no lugar do pai. É divertido ver como ela se posiciona e exige respeito em relação as suas habilidades como restauradora mesmo estando temerosa de ser enviada de volta antes de mostrar do que é capaz (ela "esquece" de avisar que estava indo para o Castelo sozinha e que seu pai havia morrido).
O Conde é um dos protagonistas menos sombrios de Victoria Holt e eu gostei dele aceitar a moça e reconhecer seu talento, ficando encantado com os serviços dela. Mas dizer que ele é um dos menos sombrios não significa que ele não é misterioso. Na verdade ele é, muito!
Apesar do casal principal não se encontrar muitas vezes ( o Conde passa a maior parte do livro ausente) eu achei bem crível o amor que surgiu entre ambos, de forma casta e romântica; contida e comportada. Resumindo, é um dos casais que mais me agradou nos livros desta autora.
O mistério funciona bem, com os falatórios de que o Conde havia sido responsável pela morte da esposa. O que me irritou um pouco foi a filha do Conde, Genevieve, uma adolescente de 14 anos irritável e histérica, que me agradaria dar uns bons tapas. Junte a isto a "lenda" de certas esmeraldas perdidas décadas atrás e a descoberta de um valioso mural, escondido sob a pintura da parede e que pode conter pistas para a descoberta das tais esmeraldas.
Eu recomendo este livro pois ele tem romance, mistério, história e muito mais :-)




Este é o meu exemplar.
Acho esta capa lindíssima, mas se você ler a história logo vai perceber que a capa nada tem a ver com a história, começando pela época.
Imagino que a arte foi feita nos anos sessenta e o romance é de época, além disso o casal principal tem cabelos escuros :-)


Mais de acordo. 
Bela arte e ao mesmo tempo estranho ^^

"Eerie".

Não gostei dos tons de vermelho.
Ficou tudo muito borrado.

Eu tenho pavor destas capas mais modernas.
Sem charme algum.

Belíssima capa!

The Indian Fan

Victoria Holt

SINOPSE:

Lindo, com suas penas de pavão, o valioso leque, escondido nas profundezas da mansão Framling, tem um legado de morte e destruição. Drusilla Delany não tem ideia de que ela está marcada por sua maldição. O passado obscuro do leque, no entanto, pode ser menos perigoso do que Fabian framling. Será que ele irá salvá-la do cruel destino que a maldição do leque guarda para ela ou irá causar sua morte? 

COMENTÁRIOS:

Drusilla Delany sempre viveu a sombra da família Framling. Como filha do vigário local, ela era considerada adequada o suficiente para ser acompanhante da mimada Lavinia, filha de Lady Harriet, embora nem sempre uma gostasse da outra ( na realidade elas não eram muito próximas até a adolescência). 
Druscilla, a medida que cresciam, se viu constantemente tentando manter Lavinia longe de problemas e cada vez mais interessada pelo belo Sir Fabian, irmão mais velho de Lavinia, que também sempre fizera parte de sua vida, mas com quem se quer mantinha uma relação (o resumo é: quando ela tinha uns 2 anos e ele uns 8, ele a sequestrou e levou para a casa grande dos Framlings porque queria ser pai. Claro que depois de uma semana ela foi devolvida ao pai verdadeiro, mas a moça sempre se sentiu unida ao rapaz por conta disto, mesmo eles se encontrando muito raramente ao longo dos anos). 
Pois bem, quando Druscilla tinha seus 14 anos e Lavinia 15, a ultima se envolveu com um dos rapazes que trabalhava na propriedade e por segurança elas foram enviadas ao colégio... não que isso tenha controlado Lavinia e sua burrice crônica, além de lascívia constante.
Lavínia não é aceita para outro semestre na escola e lá vão elas para outro internato, desta vez na França. Pobre Druscilla, sempre na bagagem. É nesta segunda escola que Lavínia realmente se supera e mete Druscilla num segredo que poderia arruinar a reputação da moça... alguém adivinha??? A imbecil fica grávida de um trapaceiro qualquer. 
Claro que a Santa Druscilla resolve tudo para proteger a "amiga". Como paga, após voltarem para sua cidade de origem, Lavínia vai fazer seu debut, volta e fica noiva do rapaz por quem Druscilla estava apaixonada e que quase a pedira em casamento. Além disso tripudia da "amiga". 
Sinceramente, Druscilla é o tipo de pessoa que faz por onde para ser pisoteada pelos outros. Fiquei bem contente pelo bocó casar com a rainha da safadeza, que tinha um filho de um cara qualquer e que provavelmente o trairia até com as pedras que encontrasse pelo caminho.
Após alguns poucos anos Santa Druscilla vai para a Índia, onde Lavinia está com marido e filhos, para dar aula as crianças... e para reencontrar Fabian. 
Resumi bem a história, mas o que ocultei não faz realmente diferença. O enredo é muito lento, as personagens são irritantes (especialmente Lavinia) e o tal leque, com sua maldição, parece avulso na história. O uso da tal maldição lá no fim do livro ficou mais do que deslocado.
A sensação que este livro me causou foi a de uma espera constante... a espera de que algo acontecesse, afinal, ainda criança ela conhece a dona do leque e o tal leque, a maldição é anunciada, blá,blá,blá e... ficamos a ver navios. Nem de longe um dos melhores livros de Victoria Holt. Na verdade não é se quer um dos medianos.

Capa que tem a ver com a história mas não diz muita coisa.
Capa com uns ares de anos 20. Belos olhos. Gostei.
Bonita, mas nada demais. 
Provavelmente capa da edição mais recente.
Algo me diz que esta capa é de uma edição dos anos 80 ^^

Duas Resenhas: Plágio

Ate Que A Morte Nos Separe - Adriana Tavares de Sá



SINOPSE:

Uma história emocionante, de enredo magistral onde um ciclone de sentimentos e paixões se abate sobre Gisele, que tem de portar-se como heroína e superar o terror e o pânico para salvar o filho que leva no ventre.

COMENTÁRIOS:

Como vocês podem ver, o pequeno parágrafo acima não dá ideia do que acontece no livro. Há meses estou curiosa para ler o pequeno Romance Rebeca escrito pela Adriana e com ares de romance gótico mas... qual não foi minha surpresa ao achar tudo FAMILIAR DEMAIS!!!
A mocinha conhece um rapaz, se encanta por ele, ele tem uma doença que pode matá-lo a qualquer momento, ela aceita casar com ele para sair da casa do pai, pois os dois não se davam bem e pronto, começa realmente a história.
Quando chegam no castelo da família (do qual o marido da mocinha é herdeiro) ela descobre que ninguém da família sabia que estavam casados, mas ela acaba sendo bem recebida pelo sogro, a irmã louquinha deste, pelo primo de 18 anos do marido e, de má vontade, pela cunhada.
A família tem uma looonga história de suicídios e acaba que o marido da mocinha é encontrado morto, como se houvesse pulado da sacada. Detalhe, a mocinha também dá falta do cachorro que "sempre" estava com seu marido, mas que no livro jamais tinha sido citado até aquele momento.
A moça, arrasada, não acredita no suicídio do marido e acredita que ele sofreu um acidente, mas, após descobrir que está grávida, ela mesma começa a sofrer atentados e a ver uma figura travestida de MONGE, que procura sempre assustá-la ou atraí-la para a morte.
No meio disto tudo ela tem a ajuda da tia avó de seu marido e do primo, com quem teve um relacionamento inicial ruim (ele acreditava que ela era uma caça dotes). obviamente eles se apaixonam, em meio a tudo o que acontece e a moça acredita apenas nesta dupla e no médico da família, que a ajuda e protege.
Esta é a trama da história e, assim que a moça casa e vai para o castelo do jovem marido eu pensei: ESTRANHO... PARECE O CASTELO DO MONGE NOTURNO (KIRKLAND REVELS) DA VICTORIA HOLT.
Pois bem... este livro, da Adriana, não é uma releitura da obra de Victoria, não é uma inspiração, não é nada disso; é um plágio descarado, que chega a reproduzir diálogos de forma constrangedora. Tudo o que Adriana fez foi mudar a nacionalidade da mocinha, citando o Brasil e colocando seu pai como funcionário do Itamaraty, mudou o país de seu marido, os nomes dos personagens, mudou a época e cortou parte da história, deixando totalmente longe do charme da história escrita por Victoria.

AQUI!!!!


O Castelo do Monge Noturno (Kirkland Revels) - Victória Holt





SINOPSE:

Kirkland Revels pairava acima da selvagem e misteriosa Yorkshire como uma fortaleza de pedra. Para alguns lá pairava uma atmosfera maléfica, mas para a jovem e inocente noiva, Catherine Rockwell, o Castelo era um local romântico. Ela ainda não conhecia os terríveis segredos que pairavam por Kirkland Revels e que, ao entrar em seu novo lar, havia cruzado o limiar do terror.



COMENTÁRIOS:

A história é contada por Catherine Corder, uma jovem que acabava de voltar a casa paterna após terminar seus estudos na França. Enquanto passeava a cavalo perto de sua casa em Yorkshire ela conhece o jovem Gabriel Rockwell, filho do vizinho nobre, dono de um castelo chamado Kirkland Revels. Os dois se apaixonam e casam rapidamente, (a mocinha aproveita para fugir do domínio do pai, com quem se dá muito mal). Ao chegar em Kirkland Revels Catherine descobre que a família não sabia de seu casamento e todos, com exceção da cunhada, a aceitam com alegria... o primo de Gabriel - Simon - também a rejeita, pelo menos inicialmente. Logo Gabriel morre como se houvesse cometido suicídio, mas Catherine não acredita nisso. Após a moça descobrir que está grávida é um pulo para começar a sofrer atentados e a ver uma figura vestida de MONGE que pretende assustá-la ou atraí-la para a morte. Em meio a tudo isto ela só tem o apoio de Simon, a avó deste e o simpático médico da família.
O que vocês me dizem sobre isso? Total vergonha alheia!!!!!!!!!!

OBS: Apenas algumas comparações.

* Em O Castelo do Monge Noturno o cachorro está presente desde a primeira página e é citado com frequência, até que desaparece. O cachorro é dado a mocinha pelo futuro marido.
* O mocinho sofre do coração e pode morrer a qualquer hora.
* A mocinha recusa o primeiro pedido de casamento e só aceita casar depois de saber que ele pode morrer a qualquer momento do coração.

Diálogo durante o primeiro jantar no castelo:

Tia Sarah era completamente diferente, embora eu reconhecesse nela as feições e a alvura dos Rockwell. Seus olhos eram vazios, e ela tinha um ar tenso como se não conseguisse entender bem o que se passava à sua volta. Imaginei que ela deveria ser mais velha que seu irmão.
-Sarah - gritou Sir Matthew - essa é minha nova filha.
Sarah sacudiu a cabeça e deu-lhe um sorriso que era meigo na sua inocência.
-Qual é seu nome? - ela perguntou.
-Catherine - respondi.
-Você se interessa por tapeçaria, querida? - disse sarah.
-Admirou-as mas não sou perita em fazê-las - eu redargüi.
-Preciso mostrar a Claire minha tapeçaria. Ela gostará de vê-las - murmurou.
Houve um breve silêncio. Então Ruth disse calmamente.
-Essa é Catherine, titia. Não é Claire.
-É claro... é claro... - ela disse.

Nesta passagem a mocinha sabe o nome de sua sogra.

* Em Até que a Morte nos Separe o cachorro só é citado quando desaparece, então, fica muito estranho a moça comentar a ausência de um personagem que nunca foi citado antes. O cachorro é do marido da mocinha desde sempre.
* O mocinho sofre do coração e pode morrer a qualquer hora.
* A mocinha aceita o pedido de casamento de cara.

Diálogo durante o primeiro jantar no castelo:

-Sylvie, esta é minha nova filha. Ela é um pouco surda, Gisele - ajuntou - Coi­sas da idade, você compreende.
Reprimi um sorriso. Meu sogro certa­mente não se considerava velho, a julgar pelo tom de piedosa compreensão com que se referia à irmã.
Sylvie acenou com a cabeça.
-Como é seu nome? - perguntou numa voz ligeiramente estridente, típica daqueles que estão perdendo a audição.
-Gisele -  respondi bem alto.
-É um bonito nome. Quero lhe mos­trar minha tapeçaria, Claire.
Houve um breve silêncio.
-Esta é Gisele, titia -  interpôs Berthe - Não é Claire.
- É claro, é claro - murmurou Sylvie - Gosta de tapeçaria, meu bem?
-Gostaria muito de ver a sua - re­truquei com um sorriso.
-Minha irmã às vezes se perde no passado -  interveio Louis -  Deve perdoá-la. 
-Não tem importância. Quem era Claire? 
-Minha esposa, mãe de Lucien - disse meu sogro. 
-Compreendo.

Nesta passagem a mocinha não sabe o nome de sua sogra.

São tantas semelhanças que se torna impossível negar o plágio. Se for recomendar apenas um para ler eu recomendo o livro de Victória Holt, publicado em português de forma condensada em um volume de Seleções, ou em inglês, com a história completa. Eu tenho ambos. A  história de Adriana é absolutamente medíocre se comparada ao original. Poderia ter sido boa, se ela houvesse apenas buscado inspiração, ao invés de reescrever (mal) a mesma história.

O Despertar de Menfreya

Victoria Holt


SINOPSE:

Naquele castelo da Cornualha, amor e morte andam de mãos dadas.
Diz a tradição que, quando o relógio da torre do Castelo de Menfreya para, isso significa mau agouro.
Mas, para Harriet, não passa de mais uma das muitas crendices que cercam a propriedade de Bevil, seu marido.
No entanto, quando Jessica, a nova governanta, muda-se para Menfreya, a segurança de Harriet é abalada: haveria algo entre aquela bela mulher e seu marido?
As suspeitas adquirem proporções maiores quando Harriet recebe um misterioso aviso de morte, seguido da notícia de que o relógio da torre parou... (retirado do blog Romances Históricos).



COMENTÁRIOS:

Acredito que este foi o primeiro livro escrito por Victoria Holt que eu li, muitos anos atrás. A capa me chamou a atenção em primeiro lugar e depois a sinopse do livro. Não me arrependi nem um pouco, pois simplesmente amei a leitura. A mistura de romance com suspense/mistério me encanta e Victoria Holt é muito boa fazendo isso, pelo menos na maior parte de seus livros.
A história tem como protagonista Harriet e nós a conhecemos através de seus pensamentos quando está com 13 anos. A menina é rejeitada por um pai frio e distante, que vive para o mundo da política. Seu único consolo é a amizade que mantém com a filha mais jovem da família Menfrey (e que regula de idade com ela), Gwennan.
Harriet é simplesmente obcecada pela família e pela casa desta, Menfreya, além de ser profundamente apaixonada por Bevil, irmão mais velho de Gwennan e que a trata como se fossem irmãos.
A parte inicial do livro é rápida, contando o passado de Harriet desde a tenra infância, mostrando a que pé anda aos 13 anos e dando uma pincelada no que acontece nos anos que antecedem sua vida adulta. 
Detalhes que fizeram eu gostar ainda mais da menina: o fato dela ser corajosa, decidida, ter um fantástico senso de humor e uma língua rápida. Além disso Harriet é manca por conta de um problema na hora do parto.
Eu sei que é um clichê, mas o livro tem uma sequencia que me encanta: quando as meninas decidem ir escondidas a um baile a fantasia oferecido pelo pai de Harriet. Ela encontram roupas guardadas em baús em Menfrey (que é um castelo cheio de surpresas e lendas)e usam eles juntamente com máscaras. Eu dei pulinhos de alegria nesta parte :-D
Bem, a certo ponto do livro Bevil começa a mostrar interesse por Harriet (a esta altura muita água já passou debaixo desta ponte) e nós nos vemos no mesmo dilema que ela: ele a ama ou está apenas interessado no dinheiro que ela havia herdado? Para complicar tudo uma antiga namorada de Bevil se torna a governanta do filho de Gwennan e o famoso relógio da torre de Menfreya para... sendo que ele só para quando alguém da família morrerá em alguns dias. Detalhe: Harriet está grávida de um bebê Menfrey, então... a coitada fica numa posição terrível.
É realmente um livro fantástico, e parece sempre pesado de suspense. Não sei como Victoria Holt conseguiu isso, já que só após o casamento de Harriet é que os acontecimentos misteriosos tem lugar. Acho que é porque desde o inicio Harriet narra a história de forma empolgante, que me fez querer saber cada vez mais o que havia acontecido com todos aqueles personagens carismáticos.

AQUI!!!!
Capa do meu exemplar. Eu amo esta capa, mesmo ela não tendo nada a ver com a história :-)


Esta capa sim, tem tudo a ver com a história, além de ser muito bonita.

Gosto muito desta artista. Ela fez lindas capas para Victoria Holt.

Bom exemplo de uma capa sem graça.

O charme desta capa é ela ser a mais antiga que encontrei. Tenho uma queda por capas antigas ;-)

A Mulher Secreta

The Secret Woman.

Victoria Holt


SINOPSE:


Para todas as aparências Anna Brett era apenas uma jovem mulher, capaz e tranquila, cuja única ambição era dar continuidade ao rentável e antigo negócio de antiguidades que herdara da tia solteirona, mas na realidade ela vivia acalentando a lembrança de um momento de sonho em seu passado que compartilhara com um belo homem de olhos azuis. De repente este momento volta para assombrá-la e para mudar o rumo de sua vida, conduzindo-a por caminhos cheios de perigo, ódio e amor.


COMENTÁRIOS:


Este é um dos livros de Victoria Holt com uma das melhores tramas já escrita por ela. O mistério em si e a solução dele são espertos e dão a volta no leitor sem enganar, proporcionando uma grata surpresa. No meu caso, fiquei repassando a história, revendo certos acontecimentos e vendo-os com outros olhos, depois do mistério ser revelado.
A protagonista, Anna Brett, havia passado a viver com  a tia Charlotte ainda criança, a fim de estudar em uma boa escola para meninas. Na verdade ela começou apenas passando as férias com a tia (quando estava fora do internato) pois seus pais estavam muito longe (o pai era oficial e vivia na Índia com a esposa). 
Infelizmente, após a morte da mãe o pai decide deixá-la de vez com a irmã e a menina aos poucos passa da garotinha alegre e cheia de fantasias, para uma moça retraída e sem sonhos. Quando o pai de Anna morre não muda muita coisa em sua vida, já que ela passara anos sem vê-lo. Sua vida era um constante tédio, numa casa atulhada de móveis e pessoas mais velhas que ela.
Ainda criança ela conhece Redvers, o filho bastardo do homem mais rico da cidade. Na época ela está começando a ser treinada por sua tia para ser uma antiquaria e Redvers é um garoto cheio de aspirações. O encontro deles é rápido, mas a moça não o esquece, até que, quando ela mesma já se tornou mulher, os dois se encontram novamente.
Redvers tem um encontro romântico com Anna, num jantar que ela guardará para sempre na memória. Nesta noite ela fica conhecendo a história da Mulher Secreta: o navio mais famoso criado pelo pai do rapaz (a rica família construía navios e os usava numa companhia naval) e todas as tragédias ligadas a ele.
Depois deste ponto do livro a vida de Anna dá uma volta completa e logo ela se vê como empregada na casa da esposa do Comandante (pai de Redvers e de Rex - filho mais velho, tido com a esposa) graças a ajuda da antiga enfermeira de sua tia Charlotte (uma moça muito alegre e que se tornou melhor amiga de Anna). A moça descobre que seu herói, ao jantar com ela naquela noite, já era casado com uma mulher natural de uma ilha em terras tropicais. Para completar a tristeza de Anna, o emprego dela é o de cuidar do filho de Redvers, enquanto que a amiga enfermeira cuida da esposa.
É quando estão na mansão que os primeiros sinais de mistério começam a cercar Anna de tal forma que logo ela se vê mergulhada numa grande conspiração, que envolve a mãe de Redvers (amante do Comandante) que mora em uma das torres. A situação piora ainda mais quando a cena pula para a ilha onde ainda mora a família da esposa de Redvers. Temos vodoo, tambores durante a noite, crendices, calor... a narração é mais do que empolgante e eu não conseguia mais soltar o livro, hehehehe.
Altamente recomendado, com uma mocinha forte e inteligente e um mocinho sombrio, belo e misterioso.

Capa do meu exemplar. Apesar do bigode, eu gosto muito da figura. Linda.
O vestido da moça é belo, o casal é belo e o cenário transmite uma sensação de umidade, calor, o que me leva a crer que foram retratados na ilha descrita no livro a certa altura da história.

A combinação de cores da roupa é estranha, mas eu gostei da capa.

Tem e não tem algo a ver com a história, mas o resultado é agradável aos olhos.
Esta capa é perfeita. Temos a moça e temos o barco A Mulher Secreta, que dá título ao livro.

Apesar de bonita a capa mostra uma época errada. Mas eu gosto dela, apesar disso ;-)

A Lenda da Sétima Virgem

The Legend of the Seventh Virgin.


Victoria Holt.








SINOPSE:





Segundo a lenda, seis noviças que viviam em um convento na Cornualha quebraram seus


 votos e, após saírem expulsas do convento, foram transformadas em pedra ao dançarem


 sob o luar. A sétima virgem, uma freira,  enfrentou um destino diferente: foi emparedada


 viva. Séculos mais tarde, quando o convento já era de propriedade da rica família


 St. Larnston, o destino mudou a vida de outra virgem.


Kerensa Carlee era apenas uma das meninas pobres do povoado, mas ela possuía grande


 ambição e beleza - e ela sabia como usá-los. Após começar a trilhar seu caminho,


 concretizando suas ambições pouco a pouco, ela vai trabalhar como criada na mansão


 onde a sétima virgem havia sido emparedada e dá inicio a sua jornada de sedução, 


trazendo loucura e tristeza aquela casa, seus moradores e todos que a cercam.




COMENTÁRIO:




Já li muitos livros de Victoria Holt e este foi um dos que mais desgostei. O clima gótico está


 lá, mas é apenas isto: clima. Nada realmente acontece além das maquinações da 


protagonista e relata sua vida desde os doze anos, voltando um pouco no tempo para 


relatar o que lhe havia acontecido antes de chegar a Cornualha, onde vivia com a avó e o 


irmão. Holt tem o hábito de relatar as vidas de suas protagonistas desde a infância, mas 


geralmente é um processo muito agradável de ler, já que favorece a inteiração com os 


personagens e ela não se prende a narração ano a ano, mas sim de fatos importantes para 


o desenvolvimento da trama. O que muito me desgostou neste livro e, ao mesmo tempo o 


tornou interessante, foi a  protagonista; ela é exatamente o tipo de personagem que 


normalmente faz o papel de vilã nos livros de Holt: egoísta, arrogante, fria e calculista e 


assim por diante. E o mais interessante ainda é que tem por amiga a moça que 


normalmente faz o papel de protagonista de Holt, a jovem forte, romântica, decidida, justa 


e assim por diante. Na maior parte dos livros de Holt sempre temos duas mulheres 


importantes na trama, a mocinha e alguém importante para ela que na verdade lhe deseja 


o mal ou lhe fara o mal por consequência de seus atos egoístas. Aqui Kerenza é a 


protagonista, mas é exatamente como as amigas, irmãs, etc que traem a protagonista 


comum e Mellyora é a sua amiga forte e bondosa, que é traída e usada e que normalmente 


faz o papel de protagonista.




SOBRE A TRAMA (Com Spoiler):




Kerenza é uma garota de doze anos que mora em uma casinha de sapé com o irmão mais 


novo e a avó. Sua mãe havia morrido anos atrás e seu pai, pescador, certo dia saíra para o


 mar e não voltara. Kerenza então pegara o irmão e o levara consigo numa longa viagem a


 pé até a casa da avó, numa cidade mineira da Cornualha. A menina era orgulhosa e 


arrogante e extremamente ambiciosa. Odiava e invejava a todos os que tinham mais que 


ela e tinha planos de grandeza para si e para o irmão. Logo no inicio do livro ela invade a 


propriedade dos St. Larnston para espiar o local onde haviam encontrado os ossos de uma 


mulher, confirmando em parte a teoria das 7 virgens. É daí que conhecemos personagens


 que vão ser muito importantes ao longo dos anos: Justin e John St. Larnston (o filho mais


 velho e o mais novo da família da Larnston), Kim (filho de um militar e colega de Justin 


na universidade) e Mellyora (a filha do reverendo). É triste, de inicio, acompanhar 


Kerenza em seu ódio, especialmente por Mellyora, porque esta tem belas roupas, sapatos e 


comida em casa. Sua descrição da moça como uma tola de cabelos loiros e olhos azuis vem 


por terra com o tempo. Mellyora é uma pessoa de vontade firme e bom coração. Numa 


virada de acontecimentos as duas se tornam próximas e íntimas e isso é mais trágico ainda. 


A filha do reverendo é apaixonada a muito tempo por Justin, mas era mais jovem que o


 rapaz (quase uma criança) e então ele se casa com a ultima filha de uma rica família com


 um vasto histórico de loucura. Kerenza, vivendo na casa do pastor, de criada passa a


 acompanhante de Mellyora, com quem aprende a ler e escrever e então passa a ter aulas 


com a professora da amiga. De menina sem sapatos a moça bela e estudada, cheia de classe 


de forma que, se não lhe conhecessem a história, jamais suspeitariam de suas origens. 


Então, o que Kerenza faz? Ela trai repetidas vezes a amiga que mudou sua vida para 


melhor e sempre  apoiou e protegeu. Casa-se com o irmão mais novo dos Larnston após 


muito trabalho (ele era uma pessoa desprezível, mulherengo, maldoso, arrogante, etc), 


fica grávida e passa a cuidar para que Justin jamais tenha filhos com a esposa, Judith e 


também que jamais a abandone por Mellyora porque apenas seu filho poderia herdar a 


propriedade e as terras da família. É repugnante sua inveja cada vez mais crescente e todos 


os demais sentimentos que lhe vão no coração. Casada com um homem que detesta, 


cobiçando tudo o que não lhe pertence, ela vai contribuindo para a tristeza de algumas 


pessoas, o que me fez detestá-la cada vez mais ( de certa forma ajudou na decadência de 


Judith, esposa de Justin, depois da morte da mulher ocultou fatos que impediriam que o 


povo suspeitasse de Justin ter matado a esposa e com isso conseguiu separar de vez a 


amiga dele; Justin partiu e jamais voltou a sua casa). O final foi perfeito, na minha opinião. 


Eu percebi logo de cara o que aconteceria e não me enganei. Depois de tudo o que havia 


feito, Kerenza ainda acalentava o desejo de casar-se com Kim, que quando jovem salvara 


seu irmão da morte. O marido de kerenza morre (aí há uma história interessante que 


deveria ter sido mais explorada) e ela sente-se realizada, pois poderia ficar com Kim e com 


a propriedade mas.... o marido dela havia dissipado a fortuna da família com jogo e ela se 


viu obrigada a vender a casa para Kim... só que tudo ficaria bem, uma vez que eles se 


amavam e casariam. Acontece que Kim nunca amou Kerenza, hahahaha. Ele amava 


Mellyora, então, comprou a propriedade para ajudar Kerenza e o filho e casou com 


Mellyora, que acabou sendo a senhora da casa que Kerenza tanto desejara. Castigo divino. 


Eu gostei muito desta parte. Mellyora foi finalmente feliz e Kerenza ficou sem seu amor. 


Eu resumi bastante a história. Muita coisa acontece e ao ler você se vê realmente 


participando das vidas daquelas pessoas. Gostei de Mellyora e fiquei triste por não poder 


acompanhar os pensamentos dela, a sua história por completo, ao invés da maldosa 


Kerenza. De longe é um dos piores livros de Victoria Holt que já tive nas mãos, mas, como 


sou fã dela, foi uma boa experiência, mesmo que só por ver a outra face de uma história, 


com a malvada sendo protagonista :-)


Gosto do artista que fez esta capa. Ele fez várias para livros de Phyllis Whitney e Mary Stewart. Tem um não sei que de charmoso nelas :-)

Não gostei desta capa. A mulher é loira, enquanto Kerenza tem cabelos tão negros que parecem azuis e achei a roupa e o cenário muito feios.

Apesar de gostar deste artista não entendo porque colocaram uma capa com uma mulher loira visivelmente usando roupas da década de 70.

Achei esta capa feia, apesar da mocinha estar vestindo a roupa correta segundo descrição do livro e o cenário ser interessante. Acho que o que mais me desagrada é o vestido dela ser branco, assim como as cortinas.

Oquei... mais uma mocinha loira e não de cabelos negros e com roupas que me parecem dos anos sessenta. Gosto deste artista, mas a capa não fecha com a história.

Minha capa favorita. Roupas corretas, casal com características físicas de acordo com a história. O detalhe vencedor foi o pente e a mantilha que a moça usa e que são descritas várias vezes no livro. Esta artista faz capas fabulosas e sempre e acordo com a história.
 
Mistério das Letras Blog Design by Ipietoon