quarta-feira, junho 19, 2013

Capas de Romance

Vou compartilhar com vocês algumas artes de capa antes de se tornarem capas. Sou apaixonada por elas ;-)

















quarta-feira, junho 12, 2013

A Canção de Annie

Catherine Anderson

SINOPSE:


Alex Montgomery ficou horrorizado ao descobrir que seu irmão estuprara uma moça indefesa. Atormentado pela culpa, Alex se casa com ela e pretende criar o filho que leva em seu ventre. Pouco após o casamento Alex descobre que Annie Trimble, a filha “boba” de um juiz local, não sofre nenhuma incapacidade mental, mas sim padece de surdez. Enquanto Alex aprende a comunicar-se com Annie, desperta uma parte inexplorada da moça e
lhe mostra um mundo repleto de amor.



COMENTÁRIOS:

Depois de encontrar a sinopse deste livro em um blog, baixei o livro e deixei ele de lado, até estar com o humor certo ou curiosa o suficiente para ler a história. Não gosto de romances com drama, mas fiquei curiosa com a premissa (moça surda e erroneamente julgada louca). Ontem finalmente me encontrei disposta e li até o fim A Canção de Annie

Em alguns momentos fiquei curiosa com a sequência de eventos, em outros senti pena, senti vontade de rir e fiquei zangada. A forma como a história é contada transmite realidade; as reações das personagens são críveis e, exatamente por isso, fiquei muito irritada com os atos de certas personagens, mesmo condizendo com o pensamento da época.
Annie Trimble é a idiota da cidade. Após uma febre quando tinha seis anos tornou-se incapaz de falar e seus pais a mantiveram fora de vista, envergonhados por seu retardo de desenvolvimento. Isso tudo terminou quando a moça foi brutalmente estuprada na floresta onde costumava passear. Alex Montgomery fica furioso quando descobre que seu irmão mais novo havia estuprado a pobre Annie Trimble, e, determinado a reparar este ato terrível, se casa com Annie quando percebem que ela está grávida. 

A medida que Alex se torna mais próximo de Annie, ele suspeita que ela é muito mais inteligente do que supunham e se esforça para descobrir o quanto a moça consegue entender do que a cerca.
Annie é uma protagonista doce e inocente, que encontra prazer em 

praticamente tudo. Através dos pensamentos da moça e de suas expressões a autora nos apresenta um belo relato em que vemos uma jovem mantida num estado infantil e alienado se transformando em uma jovem mulher madura e feliz, que floresce sob os cuidados do mocinho, Alex. 
O protagonista é um herói forte e protetor, gentil, sensível, amoroso e compassivo, se esforçando para ver as coisas sob a perspectiva da moça, mesmo tendo cometido muitos erros neste processo. Exatamente por ter defeitos, se esforçar para corrigi-los e cometer erros Alex se mostra extremamente humano. 
Sobre o desenvolvimento do romance, ao contrário do padrão dos romances, não há mentiras e desentendimentos entre este casal, apenas alguns desencontros por conta da moça ser surda-muda.
A Canção de Annie mostra uma excelente caracterização de personagens e de época, assim como nos revela sem disfarces as emoções dos protagonistas e de quem está a sua volta, tornando sua leitura uma experiência vívida, permitindo que possamos nos afeiçoar a Alex e Annie facilmente e torcer por um final feliz. 
Os conflitos desta história são emocionais e é interessante se ver diante de uma narrativa que explora questões sociais históricas em relação a pessoas com deficiência, especialmente deficiência mental, bem como o abuso físico e emocional de uma criança e as reações da "sociedade" em relação ao estupro.
Recomendo este livro para todos e especialmente para aqueles que gostam de tramas sensíveis e que mostram grande superação e amor.


Capinha bonitinha para um romance de banca.
Não acho que combina muito com a história.

Achei esta capa muito fofa,
mas ela não tem absolutamente nada a ver com a história;
parece muito mais a capa de um romance que se passa nos anos sessenta.
A Canção de Annie se passa pelos anos 1800 nos EUA e a moça tem cabelos longuíssimos e cacheados e sem dúvida não usava unhas pintadas de vermelho, hehehehehe.

terça-feira, junho 11, 2013

Airs Above the Ground

Mary Stewart

SINOPSE:

Vanessa March nunca pensou que teria de procurar por seu marido em Vienna, até que viu ele em meio a multidão em um noticiário que relatava um incêndio com duas mortes em um circo, mas sua busca por respostas apenas a levará a realizar perguntas sinistras em um mundo misterioso e cercada de belos cavalos e o que aguarda por Vanessa nas sombras é mais terrível do que qualquer coisa que ela tenha encontrado anteriormente.

COMENTÁRIOS:

O livro começou de forma muito promissora; uma jovem mulher chamada Vanessa está chateada porque ela e seu marido tiveram uma briga antes de ele sair em uma viagem de negócios inesperada. Eles deveriam viajar de férias mas a tal viagem de negócios atrapalhou os planos e após a briga tudo ficara indefinido entre os dois. 
Durante um almoço com uma amiga de sua mãe a protagonista recusa o pedido da mulher de ir como acompanhante de seu filho até Vienna, onde o rapaz era aguardado pelo pai. No entanto logo a heroína muda de ideia. A amiga de sua mãe comenta que vira o marido da nossa protagonista numa filmagem de um noticiário em Vienna, onde ele não deveria estar. Vanessa, após conferir o tal noticiário (ela vislumbra um homem que se parece com seu marido, de pé ao lado de uma mulher atraente, no meio da multidão, do lado de fora das ruínas do incêndio), aceita acompanhar o rapaz e parte para Vienna, pretendendo encontrar o local onde se encontra o circo (a noticia era sobre um incêndio que matara duas pessoas neste circo).
O rapaz que Vanessa deve acompanhar é muito divertido e, passado o ressentimento por ter de viajar com uma dama de companhia, se torna um ótimo parceiro de viagem. Na verdade ele não havia avisado o pai de sua ida; o que realmente queria era conseguir um emprego na Spanish Riding School de Vienna. Além disso ele é muito útil, pois fala alemão, sabe tudo sobre cavalos e se diverte bancando o agente secreto na busca de Vanessa por seu marido.
No inicio da viagem cada um mantém segredo dos planos que tem, mas logo ele lhe conta o que aprontou e ela conta sobre o marido estar em Vienna em companhia de uma jovem muito bonita quando deveria estar em outro lugar. Quando eles finalmente chegam a cidade onde se encontra o circo a trama realmente tem inicio, só que infelizmente a premissa é melhor do que o desenrolar. Quando os segredos são revelados tudo se torna banal. O marido de Vanessa é um espião, o rapaz quase some de cena e toda a tensão inicial entre os personagens desaparece. Não é nem de longe um dos melhores livros de Mary Stewart, mas mesmo assim vale a pena. Sou apaixonada pela forma de escrita dela e, como já li todos os outros livros dela (salvo um) sempre gosto de aproveitar cada paragrafo.

OBS: Airs Above the Ground é uma série de movimentos que o cavalo usa para se mover fazendo uso de pequenos saltos. A Escola de Montaria Espanhola, em Vienna, fazia uso destes passos. Aqui você pode ler mais informações sobre o assunto.


Capa bem interessante. 
Esta cena realmente acontece na história, 
além disso, 
a arte é bonita :-)

Mais uma arte de capa que me encanta.
O cenário de fundo é bonito e assim é a moça correndo em primeiro plano.

A roupa da moça é muito estranha e não tem nada a ver com a história e os personagens, 
mas mesmo assim a capa tem seu charme.

Tem a ver com a história, mas ficou sem graça.

Mentirinhas Inocentes

Little White Lies


Gemma Townley



SINOPSE:


Não faz muito tempo, Natalie Raglan chegou a Londres. Deixou para trás sua vida no interior para morar no transado bairro de Notting Hill. Só que Cressida Langton, a antiga inquilina do apartamento onde Natalie mora, continua a receber telefonemas e correspondências no mesmo endereço - convites para festas descoladas, jantares com bonitões. Com pequenas mentirinhas, Natalie passa a se fingir de Cressida


COMENTÁRIOS:


Mentirinhas Inocentes conta a história de Natalie que, após ser traída pelo namorado, se encontrava pronta para começar uma vida nova, em uma nova cidade, com um novo emprego e um novo lar. Sendo assim, a protagonista faz as malas e se muda para Londres, só que infelizmente as coisas não acontecem como Natalie gostaria; seu novo emprego é inferior ao anterior (antes ela trabalhava com marketing - em Londres trabalha como vendedora em uma loja de roupas e acessórios), ela não tem amigos e nada o que fazer nos fins de semana.
A nova vida de Natalie é tão patética que a única correspondência que ele recebe é endereçada a antiga moradora de seu apartamento, Cressida Langdon, além dos telefonemas, também para a antiga inquilina. Após vários dias de insatisfação, ao voltar após uma noite de diversão frustrada, Natalie abre uma das cartas endereçadas a Cressida. Curiosa com o nome Simon Rutherford e um número de telefone, além do pedido para ligar o mais breve possível, a moça, bêbada, liga para o tal número, deixando um recado. No dia seguinte, a ideia não lhe parece tão divertida quando Simon retorna a ligação, especialmente porque de repente Natalie assume a identidade de Cressida e isso resulta numa tremenda confusão, é claro. 
A medida que Natalie se torna mais intima de Simon, faz planos para lhe contar a verdade, mas o momento certo nunca aparece e ela se afoga mais e mais em mentiras. A pergunta maior durante o livro é: o que vai acontecer quando Natalie finalmente disser a verdade? Ela vai perder Simon e tudo o que conquistou? Seus novos amigos a perdoarão? Sua vida vai entrar nos eixos?
Mais uma história levinha e sem profundidade sobre uma garota mentirosa que cria as mentiras mais estúpidas do universo até mesmo quando não precisa. Para quem não sabe Gemma Townley é irmã de Sophie Kinsella e neste livro explora o mesmo tipo de história,  situações, personagens. Nada de novo. Não chega a ser ruim, mas não é algo que provoque risadas inesquecíveis.

AQUI!!!!

Capa do meu exemplar.
Não é bonitinha mas tem seu charme.

Mesma capa, só que em inglês.
As cores parecem estranhas, 
mas deve ser culpa da forma que escanearam a imagem :-)

quarta-feira, junho 05, 2013

Duma Key


Duma Key

Stephen King

SINOPSE:

Um acidente terrível em um canteiro de obras arranca o braço e a mão direitos de Edgar Freemantle e embaralha sua memória e sua mente. A raiva é praticamente tudo o que lhe resta enquanto inicia sua penosa recuperação. O casamento que gerou duas filhas maravilhosas termina de repente e Edgar começa a desejar não ter sobrevivido às lesões que quase o mataram. Seu psicólogo sugere uma "cura geográfica", uma nova vida longe das cidades gêmeas de Minneapolis-Saint Paul e da empresa que ele construiu do nada. E sugere que Edgar também retome o hábito de desenhar. Ele troca, então, Minnesota por uma casa alugada em Duma Key, uma ilhota de beleza extraordinária e estranhamente subdesenvolvida na costa da Flórida. Lá, ele ouve o chamado do sol se pondo no Golfo do México e da maré chacoalhando as conchas na praia - e desenha. Uma visita de Ilse, sua filha mais querida, o incentiva a abandonar a solidão. Ele encontra um amigo em Wireman - um homem que reluta em revelar suas próprias feridas - e, posteriormente, em Elizabeth Eastlake - uma idosa cujas raízes estão fincadas em Duma Key. Edgar passa a pintar - às vezes de modo febril - e seu talento em combustão se revela tanto uma dádiva quanto uma arma. Muitos de seus quadros têm um poder que não pode ser controlado. Quando os fantasmas do passado de Elizabeth começam a surgir, descobrimos o perigo que suas pinturas surreais representam. Ao nos revelar a tenacidade do amor, os riscos da criatividade, os mistérios da memória e a natureza do sobrenatural, Stephen King escreve um romance ao mesmo tempo sublime, cativante e assustador.

COMENTÁRIOS:


Em Duma Key conhecemos Edgar Freemantle, um homem que deveria estar morto, mas que sobreviveu a um terrível acidente. Edgar, rico, realizado, feliz tem sua picape atingida por um guindaste em um canteiro de obras. Por consequência do acidente ele perde o braço direito, sofre várias fraturas no quadril, uma fratura no crânio, costelas quebradas e tantos outros ferimentos. A recuperação é muito difícil, pois, além da dor, ele precisa lidar com sua memória, uma enervante afasia e uma agressividade quase incontrolável.

Durante seu processo de cura a mulher de Edgar acaba por pedir o divórcio alegando que ele se tornara outra pessoa. Fiquei com muita raiva da mulher nesta passagem. Apenas algumas semanas de apoio ao pai das suas filhas e ela logo desiste de ajudá-lo, querendo o divórcio e uma fatia substancial dos bens dele. Edgar não entra em detalhes sobre o relacionamento dos dois antes do acidente, mas fica implícito que ele acreditava que tinham um bom e sólido casamento. Já, por parte da mulher, parece que ela já cultivava muito ressentimento em relação a ele. 
Pois bem, deprimido, sofrendo dores fortes, assustado, desanimado, pensando seriamente em suicídio  Edgar aceita a sugestão de seu terapeuta e vai para a Flórida, para uma ilha chamada Duma Key, planejando reconstruir sua vida. É em Duma Key que acompanhamos a transformação de Edgar, melhorando fisicamente e emocionalmente a cada dia que passa. Ele cria metas (como caminhar X passos na praia todos os dias, aumentando gradativamente) e passa a cumpri-las. Também é em Duma Key que ele volta a desenhar.
Edgar aluga uma casa adorável, a qual passa a chamar de Casa Rosa; esta casa fica de frente para o mar e fornece uma vista que ele usa em suas primeiras obras. Aos poucos os desenhos de Edgar passam a se tornar mais e mais realistas e assustadores, de certa forma. Tanto ele quanto nós percebemos ao mesmo tempo que algo está acontecendo e que ele já não mais "apenas" pinta o que vê; algo parece estar se apossando dele e revelando coisas em suas pinturas.
Após algum tempo vivendo na ilha Edgar conhece Wireman, que vive na mansão de Duma Key, cuidando de Elizabeth Eastlake, uma senhora simpática, muito rica e que sofre de Alzheimer. Elizabeth é uma personagem intrigante. Muito antes de a conhecermos através do protagonista ela já havia se apresentado no incio de cada capítulo, sempre dando uma espécie de aula de como se deve fazer arte. É por conta destes pequenos textos que ficamos sabendo algo sobre sua infância, após ela sofrer um acidente no qual bateu a cabeça e que a deixou com sequelas, como afasia e um dom fantástico para o desenho. É através desta simpática senhora e com a ajuda de Wireman que Edgar descobre que seus desenhos, as sensações de ainda possuir seu braços, os sonhos... que tudo tem a ver com Duma Key e algo que lá se encontra. Algo que estava adormecido e que despertou quando Edgar chegou.
O livro e Edgar se desenvolvem de uma forma muito boa. No começo, Edgar é um homem aleijado e com raiva. Muita raiva de si mesmo, da situação e de quem tentasse ajudá-lo a lembrar o nome de uma cadeira. Com o passar do tempo, ele aprende a dominar a raiva e aceitar sua nova vida. Torna-se forte.King sempre preza muito a amizade em seus livros e em Duma Key ela acontece entre Edgar e Wireman, que o ajuda em vários aspectos.E a parte sombria é daquele jeito que te prende a leitura, te dando todos os detalhes para que a cena fique mais real e assustadora.
A parte descritiva do livro, como em todos os livros de Stephen King, é perfeita e muito poética; ela pode parecer lenta para alguns leitores, mas acredito que sirva e muito bem para criar toda uma aura de suspense, medo e depois terror. O livro poderia sim ser mais curto, mas talvez não fosse tão profundo. Imagino que o autor se estendeu mais especialmente por ter passado, como seu protagonista, por um acidente terrível que quase lhe tirou a vida e que o deixou com sequelas.
Enquanto eu lia pensei, mais de uma vez: caramba, não pode existir alguém mais ferrado que Edgar e, quando tudo parece melhorar, vem o pior... claro... estamos falando de Stephen King, não é mesmo?! Duma Key é um livro muito bom, com um inimigo mortal e assustador que não é o assassino esperando na esquina escura nem o monstrinho debaixo da cama; é algo que pode te encontrar em qualquer lugar... ou quase qualquer lugar. Felizmente temos personagens heroicos o suficiente para tentar impedir este mal de escapar :-)

AQUI!!!!

Gosto muito desta capa.
Simples e assustadora.

Simples e chamativa.
Eu gostei.

Também funciona como boa capa.

Pequena variação da anterior :-)

ALGUMAS ILUSTRAÇÕES COM BASE NO LIVRO

Edgar fazendo suas pinturas.

As gêmeas.
Quem ler vai saber do que se trata :-)

Uma das pinturas de Edgar com o tema Barcos.

A "boneca".

segunda-feira, junho 03, 2013

Resultado Promoção

Parceria - Dia das Mães

Olá, pessoal. Aqui está o resultado da promoção de parceria do dia das mães.
Em primeiro lugar ficou a Amanda Oliveira.


Em segundo lugar ficou a Yasmim Namem.


Meninas, vocês logo receberão os e-mails de aviso. Parabéns :-D

sábado, junho 01, 2013

Promoção Parceira - Dia da Mamãe


"É isso ai pessoal, 10 blogs se juntaram para fazer uma super promoção em homenagem às mães. Não fiquem fora dessa e participem!!!"

10 Blogs
3 Kits
8 Livros
2 Ganhadores


Regras:

  • Residir no Brasil;
  • Validar este post;
  • Seguir os blogs participantes publicamente.

Blogs Participantes:

9) Mistério das letras (Este Blog)

Prêmios:

Livro Cinquenta Tons de Cinza;
Livro O Teorema Katherine;
Livro Sonhe Mais;
Livro O melhor de Mim;
Livro Contos de Horror do Século XIX;
Livro Meu bem, meu amor, meu querido;
Livro Os diários secretos de Agatha Christie;
Livro O Rei das Fraudes;
Kit Segredos Revelados + Bolsinha de Moedas + Marcadores/folhetos;
Kit As Violetas de Março (Livro + Ecobag); e
Kit Um Amor para Recordar + Caneca + Botton;

Observação: 

Serão 2 Ganhadores que avisaremos por email e terão até 72 horas após o sorteio para responder. O primeiro sorteado ganhará 2 Kits + 4 Livros e tem direito a escolher primeiro; o segundo ganhador fica com 1 Kit + os 4 livros restantes.

Atenção

  • Cada blog participante será responsável pelo envio dos brindes e os ganhadores receberão em até 30 dias úteis;
  • Não nos responsabilizamos caso os brindes sejam danificados pelos Correios;
  • Todos os brindes serão enviados com rastreamento e mandaremos o número aos ganhadores para  que possam acompanhar a entrega;
  • Reservamo-nos o direito de mudar as regras sem prévio aviso. 

a Rafflecopter giveaway

quarta-feira, maio 29, 2013

Fringe (a tênue linha)


Antes de mais nada, NÃO FUJA só porque o assunto é uma série de ficção científica! Calma. Respire fundo, leia este texto com atenção e prepare-se para uma jornada que nada mais é, que uma bela história de amor, ou amores, como explicarei adiante.

Vamos começar do princípio, o piloto da série. Assista, mas ignore-o; foi feito para tentar convencer os empresários a investirem na série, mostrando drama de namorados e perseguições policiais; isto NÃO é a série.  O piloto mostra uma agente do FBI, Olívia Dunham (Anna Torv) tentando desvendar casos ligados a ciência, o pano de fundo recorrente na série, onde alguém acaba sendo levado, por arrogância, curiosidade ou ignorância, a cruzar a tênue linha ética que impede, por exemplo, um biólogo de criar um vírus da gripe mortal e sair espalhando ele por aí. O problema é que o FBI não tem nenhum cientista brilhante o suficiente para entender os que cruzam tal linha, então decide usar alguém que já o fez anteriormente, Walter Bishop (John Noble), renomado cientista que já fez pesquisas para o governo americano, mas existe um problema: ele está internado em um hospício e declarado louco; a solução então é trazer para seu lado, Peter (Joshua Jackson), filho de Walter e que se tornou uma espécie de golpista. Isto é tudo que é necessário se saber sobre o início da série, além de um fato: esqueçam Dawnson's Creek, Joshua Jackson é um grande ator, John Noble nem se fala (o rei de Gondor em Senhor dos Anéis), e você pode não acreditar vendo a primeira temporada, mas a Anna Torv também.

Seguindo adiante, temos uma primeira temporada em que não existe uma trama central, mas episódios da semana, o que não impede de a série começar a ficar muito boa após os primeiros 5 episódios um tanto fracos. De fato, é a série que até hoje mais me lembrou Arquivo-X em seus bons tempos (até a quinta temporada). Ao final da temporada é que somos brindados com o plot central da série: universos paralelos. *SPOILERS*. De fato, descobre-se que Peter é de outro universo, e foi roubado por Walter para poder salvá-lo da mesma doença que matou seu filho. E é a partir daí que os atores de Fringe começam a brilhar, pois, salvo Peter, cada um deles tem uma contraparte no universo alternativo, com personalidades completamente diferentes; por exemplo, Walter torna-se ministro de estado e quer destruir o universo que roubou o seu filho, Olívia, ao invés de ser retraída e focada é uma ruiva divertida e que fala pelos cotovelos. Com o tempo você se apega a todas estas variações de cada personagem, suas perdas e erros doem na alma, pois a série consegue a incrível façanha de ter personagens bem construídos e carismáticos mesmo se tratando de ficção científica. TODOS os personagens são explorados e tem sua história e motivações, todos, até os vilões.

E assim, passamos ao eixo central de Fringe: o amor. Mas não espere aquele tipo água-com-açúcar pronto para consumo que Hollywood costuma produzir, aqui, como a ciência que explora, Fringe é muito complexo e trabalha diversos ângulos. Somos brindados com um amor entre protagonistas, desenvolvido com lentidão o suficiente para não parecer algo forçado, a amizade entre colegas, a paixão platônica que nunca será, além do principal entre todos estes: o amor de um pai pelo seu filho, que cruza dimensões para salvar o filho de seu eu alternativo, não consegue lidar com as consequências que a ação desencadeia pesando-lhe a consciência e de um filho que descobre ter sido roubado e ainda assim não consegue deixar de tentar entender a razão disto tudo. Também temos a paixão pela humanidade, como um ser sem sentimentos consegue admirar-nos por nossas paixões e falhas, e até pelos animais - você jamais irá ver as vacas de forma igual. A coisa mais próxima de Fringe neste aspecto, que eu já assisti, é Simplesmente Amor (Love Suddently).

Somando tudo isto, em Fringe você vai encontrar muito mais que uma série bobinha com referências nerds, como Big Bang Theory, ou conspirações como em Arquivo-X; em Fringe você encontra ensinamentos sobre o que é ser humano, que irão calar fundo em sua alma, e que, com sorte, um dia você conseguirá ficar feliz quando receber um singelo papel com alguns rabiscos que formam uma petúnia.



PERSONAGENS PRINCIPAIS:

Anna Torv - Olivia Dunham - Agente da Divisão Fringe do FBI

Joshua Jackson - Peter Bishop - Cientista (filho do Dr, Walter)

John Noble - Walter Bishop - Cientista

Lance Reddick - Phillip Broyles - Agente do Departamento de Segurança Interna / Diretor Divisão Fringe

Jasika Nicole - Astrid Farnsworth - Agente Junior do FBI (Técnica de Laboratório)

Blair Brown - Nina Sharp - COO da Massive Dynamic

Seth Gabel - Lincoln Lee - Agente do FBI / Agente da Divisão Fringe

Leonard Nimoy - William Bell - Fundador e CEO da Massive Dynamic

AQUI você pode ver a lista de episódios de todas as temporadas de FRINGE.

Família Fringe, da esquerda para a direita:
Astrid, Broylles, Walter, Olivia, Peter, Nina e Lincoln.
Que saudades eu sinto de todos eles.

Estes são os Glife Codes; eles apareciam durante o episódio e cada imagem significava uma letra. Ao fim do episódio tínhamos uma palavra, referente ao que acontecera ou aconteceria.

O trio principal. Impossível não amá-los, especialmente Walter.

Não podemos esquecer da Gene, a vaca mais legal de todos os universos :-D

Gene tinha até "roupas" do FBI.

Peter e outro personagem importante e adorável: Setembro.

Coisas de Walter.

E com você, Lincoln para encerrar :-)

terça-feira, maio 28, 2013

O Aprendiz de Morte


Mort

Terry Pratchett

SINOPSE:

No quarto volume de Discworld, Morte, um esqueleto com brilhantes luzes azuis em suas órbitas oculares e dono de uma voz semelhante a " lajes de chumbo caindo sobre granito" , oferece a Mortimer, um desajeitado rapaz de interior, uma proposta irrecusável: tornar-se seu aprendiz. Após receber a garantia de que não é preciso estar morto para conseguir esse trabalho, Mort aceita o cargo. Mas os conflitos surgem quando a descoberta do amor passa a interferir nas responsabilidades do garoto. Apaixonado pela princesa Keli e incumbido de matá-la, o rapaz não consegue cumprir sua tarefa. Ao invés de atingir a garota com a foice da morte, Mortimer desfere o golpe mortal contra o assassino, criando assim uma realidade paralela, que entra em conflito com o destino.

COMENTÁRIOS:

Neste quarto volume do Discworld conhecemos o personagem-título, Mortimer "Mort", um jovem desajeitado e desastrado, que é levado pelo pai até a feira da cidade para se tornar Aprendiz, caso algum Mestre se interesse por ele. Quando o rapaz é escolhido por Morte para ser seu aprendiz, Mortimer mergulha em um mundo fantástico e se envolve numa situação bem problemática. 
As personagens principais são, como sempre, perfeitas; temos Mort, Morte, sua filha adotiva, Ysabell, o criado de Morte (personagem recorrente em outros livros do Disco e persona muito importante na Universidade Invisível), a princesa, o vilão... todos são perfeitos nos mínimos detalhes. 
Ao longo da história é incrível acompanhar o crescimento do rapaz, deixando de ser um jovem desastrado, desengonçado e sem habilidades e se tornando um Morte perfeito, cometendo erros mas corrigindo-os, sem jamais desistir. Um personagem simplesmente de tirar o fôlego, uma trama de tirar o fôlego, um livro de tirar o fôlego.
O livro em si já seria perfeito só por ter um foco maior sobre Morte, que eu amo, especialmente por ser a personagem mais divertida do Disco. Morte é adoravelmente ingênuo, cheio de vontade de viver, delicadeza e uma amor inesgotável por gatos.
Pois bem, Morte sai de férias (quando acaba testando outros tipos de "empregos") e deixa seu aprendiz cuidando dos negócios. O rapaz não consegue usar a foice na Princesa Keli, pois fica encantado por ela depois de vê-la e acaba por impedir a morte da moça, interrompendo seu assassino e levando aquele que a mataria. Claro que isso provoca reações e duas realidades começam a entrar em choque. Mort começa então a tentar corrigir o desastre que provocou, com a ajuda da reclamona Ybabell (sim, o Morte tem uma filha e ela é humana, tem 16 anos há séculos e usa camisolas rendadas).
Muitas situações hilárias tem lugar e, na minha opinião, este é um dos livros mais engraçados do Disco e um dos meu favoritos. É hilário quando a Princesa contrata um "assistente" para reconhecê-la como viva perante seus súditos, pois, como ela deveria estar morta, as pessoas ficam confusas, tentando corrigir o erro sem nem perceberem. É hilário ver Morte trabalhando como cozinheiro. É hilário... bom TUDO é hilário e eu recomendo cada página, parágrafo, frase e letra deste livro :-D

AQUI!!!!

Esta é a capa divertida do meu exemplar.

Versão em Inglês da mesma arte.

Outro modelo de capa. Mais discreta.

Variação de cor.

Eu gostei muito, muito mesmo desta capa, hehehehehehe.