Sexta-feira, Junho 01, 2012

A Brisa que Seu Olhar Sopra

A Brisa que seu olhar sopa

Divertida, um pouco insana e adoravelmente romântica

Em um primeiro momento, a surpresa. Um desconhecido prende Mônica em sua casa, esperando com isso encontrar o noivo dela, seu ex-funcionário e responsável por um desfalque em sua empresa. E aqui começamos a viver a insanidade de Mônica, que alterna momentos de fúria com seu algoz, doçura com os familiares de Raphael, uma vaidade surpreendente que não dá pistas de que algo está se modificando e até momentos de sensatez absurda, como quando ela avisa a senhora Álamo que irá tomar providências legais se não for libertada. A mocinha e um gato às vezes se confundem e passamos a ver Monica como um felino, dono e si e independente, mas ao mesmo tempo dependente do seu pires de leite morno... Ao mesmo tempo em que quer fugir, ela aproveita a casa como se fosse sua dona. Usa a piscina, anda por todos os corredores, o que faz com que certa sensação de ansiedade nos invada. 
E só nas últimas páginas é que ela ri sozinha dos próprios sentimentos recém descobertos. Me lembrou em algo Mensagem para Você, quando Meg Ryan avisa Greg Kinnear que também não o ama. E no final ela fica com o odioso concorrente Tom Hanks que a levara a falência. Só que Meg não estava na Espanha, sob um sol escaldante e vivendo dias dourados pelo calor. E isso faz toda a diferença. Há uma certa sedução no ar, o que não impede que nosso herói Raphael seja reduzido a um adolescente inseguro nos últimos parágrafos. Afinal, a mocinha tinha que ter seu final triunfante.
Assim é A Brisa que seu Olhar Sopra.    (Ranice Pedrazzi)



Páginas iniciais da história (Prólogo).

PRÓLOGO


Havia seguido um impulso dos mais inocentes, sem se quer imaginar que acabaria em uma situação absurda. Naquele momento, após uma viagem de várias horas, encontrava-se parada, em pé, no meio do escritório do homem mais irritante que jamais desejara conhecer. Já tentara dialogar civilizadamente com ele, mas a função se mostrara impraticável. Em pensar que no dia anterior havia antecipado as alegrias de reencontrar o noivo e de conhecer Torremolinos. Passara o dia todo envolta em expectativa, arrumando suas malas e sonhando. Só a perspectiva de ir para um país quente já a deixava alegre. Desembarcara com o mesmo espírito de aventura, seguindo diretamente para o hotel, antes de procurar por Logan.
Tinha o endereço do patrão de seu noivo, que o hospedava por um tempo, enquanto Logan procurava por uma casa. A vontade de reencontrar Logan fizera com que se apressasse. Munida de informações, lá se fora, atrás da casa de Raphael Alamo... até mesmo ficara encantada com a musicalidade do nome... pelo menos até conhecer-lhe o dono. Conduzida por um empregado até o escritório do dono da casa, pouco depois travava conhecimento com o mesmo. Com palavras pouco gentis, Raphael Alamo lhe contara que Logan havia roubado dinheiro da conta do hotel que gerenciava e que desaparecera de Torremolinos causando-lhe um grande prejuízo. Sua sugestão era que ela, como noiva de Logan, cobrisse a dívida... aí começara a discussão. Ela se recusara a assumir a culpa pelos atos de Logan, já amaldiçoando o momento em que decidira surpreendê-lo. Ele insistia que ela era o único elo que ainda possuía com Logan e a única chance de reaver o dinheiro e ter uma desforra.
Suas vozes alteradas não pareciam chegar a lugar algum, enquanto eles se digladiavam. A desigualdade física do combate era até engraçada. De um lado aquela moça de olhos cinzentos e negras sobrancelhas arqueadas, com os cabelos curtos formando cachos que caíam sobre a testa e as orelhas, com no máximo 1m e 60 cm de altura, magra e repreensiva, parecendo mais jovem do que na realidade era. De outro lado aquele homem de 1m e 80 cm, de olhos negros, sobrancelhas franzidas de irritação, cabelos muito escuros e curtos, a pele bronzeada, com no mínimo 35 anos, muito elegante na sua displicência. Ela, sentindo um calor infernal, fome, sede e raiva, não conseguia mais dialogar. Decidida, controlou a vontade de pular para cima dele, atingindo-o com socos e pontapés e rumou para a porta de saída, recusando-se a permanecer naquela casa, discutindo com aquele homem.
-Onde você está indo?
Ela não se deu ao trabalho de olhar para ele ao responder, seguindo em direção a saída.
-Estou indo para o meu hotel. No momento tudo o que quero é tomar um banho de duas horas, até minha cabeça parar de ferver.
Deu um pulo sobressaltada, quando ele surgiu ao seu lado, impedindo-a de continuar, com a mão em seu braço.
-Eu sugiro que a senhorita fique hospedada em minha casa até localizarmos o seu noivo.
-Você está brincando!
O olhar dele não confirmava esta exclamação.
-Eu não vou ficar aqui. Já tenho um quarto no seu valioso hotel e é para lá que vou...
-Mandarei buscar suas coisas.
-Eu não quero ficar aqui, senhor Alamo.
-Mas vai ficar!
Com o rosto queimando, ela puxou o braço, mas ele não a soltou. Na realidade, apertou ainda mais a mão.
-O que significa isso? Esta pretendendo manter-me prisioneira em sua casa? Que espécie de pequeno ditador é você?
-Apenas me preocupo com meus negócios, senhorita. Depositei confiança em Logan York e ele traiu esta confiança. Tenho a esperança de que ele volte para buscá-la quando descobrir que está aqui.
-Sem dúvida ele virá até a cova do leão para ser sacrificado.
-Se ele lhe tiver amor...
-Se ele não me tivesse amor, não estaríamos noivos. Quer largar meu braço?
-Mesmo querendo eu não soltaria. Quem me garante que você não vai sair correndo?
-Ninguém! Na realidade, eu correria até não mais poder para ficar longe de você. Que tal se eu começar a gritar?
-Pode experimentar! Estamos só nós, a cozinheira e o empregado que abriu a porta para você.
-E como criados fiéis, eles nada fariam para me ajudar.
O sorriso dele fez com que ela engasgasse de raiva.
Tentou continuar andando, mas ele arrastou-a na direção oposta. Com um grito de protesto, foi forçada a passar por outra porta, que levava a um corredor aberto à direita, dando para um jardim que teria apreciado, em outras circunstâncias.
-Isso é contra a lei! Quem você pensa que é? Me largue agora mesmo!
Começou a debater-se, cravando os pés no chão, tentando soltar os dedos dele. De nada adiantou. Facilmente ele arrastou-a pelo corredor e depois por uma escada... pelo menos nos três primeiros degraus, antes de erguê-la de tal forma que ela ficou zonza. A plenos pulmões começou a gritar por socorro. Estava começando a ficar rouca quando ele entrou em um quarto e atirou-a sobre a cama. Boquiaberta, ela sentou-se a tempo de vê-lo saindo e fechando a porta. Com mais gritos de protesto, correu até a porta somente para descobrir que estava trancada. A ousadia daquele homem era tanta que a deixava pasma.
Marchou até a sacada. Era pequena o suficiente para conter apenas duas pessoas, e alta demais para que tivesse a coragem suficiente para tentar descer. Exclamando um xingamento atrás do outro, ela revirou o quarto e o banheiro contíguo procurando por uma saída e em seu rosto surgiu um sorriso satisfeito ao avistar o telefone no criado mudo. Sentada na cama ela puxou o fone para ver se dava linha. Seu sorriso ampliou-se ao ver que sim. Só precisava de sua agenda de telefones... que estava na bolsa... que ficara no escritório. Rangendo os dentes ela decidiu tentar uma ligação internacional para a prima, pois recordava o número. Talvez Maquel pudesse fazer algo para ajudá-la. A ligação se completara e a prima estava atendendo quando a linha começou a dar sinal de ocupado.
-Mas que homem maldito!
Trêmula de raiva, ela foi até o banheiro e revirou as gavetas em busca de algo útil. Conseguiu uma tesourinha, que usou para tentar desparafusar a fechadura. Procurando manter a calma, ela ajoelhou-se e começou seu longo trabalho. Em pensar que estivera tão feliz por estar indo para Torremolinos ao encontro de Logan. Sempre desconfiara que o noivado deles fosse um engano, mas os dois se davam tão bem e ela queria tanto ter uma família... talvez fosse melhor permanecer solteira e adotar uma criança. Isso parecia mais realista do que ser aprisionada por um maluco em um país desconhecido. Finalmente, dando-se conta de que estava à mercê daquele desconhecido maluco, ela começou a chorar.




É um livro curto que tem como principal tarefa fazer uso de alguns clichês dos romances florzinha apresentando-os de forma diferente. 
Espero que vocês gostem. 
Por favor, quem pegar o livro e ler, deixe um comentário depois da leitura. 
Isso seria muito atencioso da sua parte e me deixaria feliz :-)

Quarta-feira, Maio 30, 2012

Ligeiramente Escandaloso

Slightly Scandalous.


Saga Bedwyn.


Mary Balogh.


SINOPSE:



O convite para ir a Bath não poderia chegar em momento mais oportuno a lady Freyja Bedwyn. É a melhor desculpa para se afastar de seu lar, agora que seus vizinhos, Kit Butler e sua esposa, vão ser pais. Orgulhosa, altiva e teimosa como todos no clã Bedwyn, Freyja não quer que percebam que continua doída pelas bodas de Kit, seu melhor amigo de infância e o homem com quem estava destinada a compartilhar a vida. Não acredita que possa encontrar outro como ele.

Depois de vários anos trabalhando de forma clandestina para o governo, Joshua Moore, marquês de Hallmere, acaba de retornar do continente. Quando se dirige a Bath para reunir-se com sua avó, tem um encontro fortuito com Freyja, no qual recebe um murro. A segunda vez que se encontram, ela o acusa ante toda a sociedade. Na terceira ocasião, Joshua já decidiu que esta mulher com caráter é a única que pode ajudá-lo a fugir dos planos matrimoniais que conceberam para ele. Só ela terá a audácia para fingir que ambos estão comprometidos em um noivado ligeiramente escandaloso.

COMENTÁRIO:

Este é, até o momento, o melhor dos livros da saga Bedwyn. O melhor de longe e de perto. Finalmente somos apresentados a Lady Freya Bedwyn como ela realmente é, sente e pensa e, pasmem, ela é uma personagem ótima. Nada de mocinha mártir, traumatizada, insegura, sentimental, bobinha, etc,etc,etc...

Bem, Freya apareceu pela primeira vez em "Momentos Inesquecíveis". Ela era a ex-noiva orgulhosa, mimada e grosseira do mocinho Kit, que casa com a mocinha bloco de gelo Lauren. Pois bem, Freya ainda pensa estar apaixonada por Kit, então, quando se aproxima a chegada do nascimento do primeiro filho deste com a esposa, ela foge para Bath para ficar em companhia de uma amiga e sua mãe na esperança de que isso amenize sua dor (leia-se orgulho ferido). 

É na ida para Bath, ao pernoitar em uma estalagem, que ela conhece Joshua Moore (ele invade seu quarto fugindo de um pai furioso).
É muito engraçado ela mandando Joshua sair de seu quarto com o braço erguido e esticado na direção da porta de forma imperiosa dizendo: Fora! Mais engraçado ainda quando ela lhe dá um soco e depois cumpre a promessa de começar a gritar, obrigando-o a saltar pela janela para fugir.

Joshua é do tipo conquistador, sempre divertido, charmoso, animado e encantador e faz um par perfeito com a fantástica Freya, mulher que faz valer suas opiniões sem se preocupar com a repercussão que possam causar. Ela não é a dama em perigo que fica a espera do resgate, de forma alguma (claro que ser absurdamente rica e irmã de um Duque ajuda muito).

Desta vez temos uma vilã de primeira. A vadia é uma bruxa com "B" maiúsculo, mas felizmente nossos protagonistas não são nada tolos e o embate entre eles é excelente, fornecendo verdadeiras sequencias de puro entretenimento e sagacidade. Um dos planos mirabolantes do casal é fingirem estar noivos, o que, é obvio, conduz a muitas complicações.

Ao invés de manterem o noivado apenas uma encenação, eles se tornam amantes (OBVIO) e o Duque de Bewcastle (irmão mais velho de Freya) faz com que eles fiquem noivos até terem certeza de que não desejam casar, após pegar os dois se agarrando (OBVIO). 

Outra coisa fraca no livro é construir Freya como a mulher esperta, mais charmosa do que bonita, que é inteligente e despreza o costume de fazer compras e se embelezar... gostaria de saber então como ela sempre está vestida na ultima moda, com tudo perfeito de roupas a acessórios.

Bem, os demais personagens (que aparecem na altura do livro em que estão todos na casa de Joshua) não prendem a atenção e os demais Bedwyn parecem mais arrogantes do que nunca (os solteiros, bem entendido. Os casados parecem mais com santos).

Apesar destes pequenos enganos de "roteiro" eu realmente gostei do livro. Gostei dele mais em algumas partes, menos em outras, mas no total gostei dele todo. recomendo e muito.




Ligeiramente Perverso

Slightly Wicked.


Saga Bedwyn.


Mary Balogh.


SINOPSE:



Algo nos olhos provocadores do cavaleiro, que se aproximou para ajudar

a carruagem de aluguel em um acidente desperta em Judith Law um anseio por aventura. Desde os primeiros momentos, Rannulf Bedwyn foi atraído por esta jovem que se apresentou como Claire Campbell, uma atriz de teatro. Ele também não revela seu verdadeiro nome e posição, que implicam apenas obrigações. Durante dois dias ambos ficam a enganar-se, e não acreditam que voltem a se encontrar. Mas quando o destino os une novamente, eles terão que ocultar perante o mundo o seu maior segredo.

COMENTÁRIO:

Bem, neste quarto livro da série Bedwyn temos como protagonista Judith, que é absurdamente linda, mas que, apesar disso, vai insistir que é feia mesmo sob tortura. Por algum motivo inexplicável ela parece incapaz de se ver no espelho, porque, caso conseguisse, teria percebido que era a mais bonita das irmãs (ela tem uma irmã mais velha e duas mais novas), coisa que ela nega, torna a negar e por aí a fora vai.

Judith, filha de um clérigo imbecil, também tem uma mãe inútil e um irmão cretino que gastou todo o dinheiro da família em apostas. Como resultado disto e, por se achar a mais inútil das filhas, ela deve servir a irmã de seu pai (que fez um bom casamento) como criada, cuidando da avó em outra cidade. Mary Balogh tenta fazer Judith parecer uma espécie de heroína ao se oferecer para ser escrava da tia, mas a mim ela só pareceu uma idiota ¬¬

Durante a viagem a carruagem em que viajava com outras pessoas sofre um acidente e o cavaleiro Ranulf Bedwyn, ao passar pelo grupo, se oferece para avisar na cidade mais próxima do acidente e se oferece para levar Judith em sua garupa, a única moça bonita do grupo. Ela, de quebra, se passa por uma atriz e, presto, já está na cama do mocinho fazendo uma verdadeira maratona de sexo. Interessante... a moça é excelente atriz, boa mentirosa, bonita, uma deusa do sexo (apesar de ter sido virgem até aquele momento) e imbecil (digo isso porque a mulher conhece o cara, pula na cama dele depois de umas poucas horas, se torna amante dele e nem pensa nas consequências disso e ainda insiste que é feia).

Depois deste idílio a moça foge e vai para a malvada família, ser uma espécie de Cinderela sem graça. Ranulf fica todo mordido porque ela fugiu depois de afirmar que viajaria com ele e seria sua amante até que ele se cansasse e mandasse ela pastar. Sério. Bem, pouco tempo depois ele reencontra Judith, já que, a pedido da avó, está fazendo a corte a prima-bitch da mocinha (sempre tem uma prima malvada, não é mesmo?!).

Ranulf pede Judith em casamento, chocado por ter tirado a virgindade de uma dama (mesmo que pobre). Judith se recusa a casar com ele. Isso se repete inúmeras vezes. Ela se agarra com ele, suspira por ele, blá,blá,blá, mas não aceita casar com ele PORQUE NÃO É BOA O SUFICIENTE E NEM BONITA (a esta altura você quer encher a cara dela de bordoadas).

Como disse outra leitora assídua de romances que não tem papas na língua (e que me proporciona bons momentos de leitura e risadas com suas críticas), "mesmo Cinderela soube quando abandonar sua madrasta e irmãs inúteis e viver feliz para sempre com um príncipe superficial que só se preocupava com o tamanho do sapato de suas namoradas."

Apesar de tudo isto, segue a linha dos anteriores; O segundo foi melhor que o primeiro, o terceiro foi melhor que o segundo e este é melhor que o terceiro. Provavelmente o próximo vai ser um livro bom, para variar, hehehehehe. Bom no sentido de não ter uma protagonista que goste de bancar a sofredora carregando o mundo nas costas e que, com isso, tenha matado todos os seus neurônios. 

Mais uma vez um Bedwyn é a única coisa que vale realmente a pena na história. Novamente me mordo de curiosidade para ler a história do irmão mais velho, então, vamos ao próximo.




Terça-feira, Maio 22, 2012

Ligeiramente casados

Slightly Married.


Saga Bedwyn.


Mary Balogh.




SINOPSE:


Custe o que custar. Como todos os homens de sua família, o lorde e coronel Aidan Bedwyn tem a fama de ser altivo e arrogante, mas também é um homem de honra. Foram essas palavras que o levaram até Eve Morris, a única irmã de um homem moribundo, a quem ele prometeu proteger. Um juramento que ele está determinado a cumprir… Custe o que custar. Inclusive quando percebe que Eve não deseja ser protegida e que por nada no mundo reconheceria que necessita de ajuda.




COMENTÁRIOS:


Neste livro temos a primeira história de um Bedwyn (finalmente), no caso, o Coronel Aidan, o segundo filho da família. A protagonista, Eve, pode ser resumida de duas formas: auto depreciativa e completamente desprovida de egoísmo. A mulher não convence como um ser humano pois ela não se comporta de forma real; ninguém pode ser absoluta e completamente desprendido da vida assim, devotando cada segundo de sua existência para o bem alheio sem ser canonizada.


Bem, o Coronel Aidan Bedwyn havia prometido ao irmão de Eve, no leito de morte deste, no campo de batalha, que cuidaria da moça. Como resultado desta promessa, assim que ganha uma folga Aidan vai a procura de Eve na fazenda em que ela mora com um bando de rejeitados da sociedade (ex-presidiário, mãe solteira, órfãos, etc...) para lhe dar a noticia da morte do irmão.


Pois bem, o pai de Eve havia lhe legado a fazenda por apenas um ano. Depois esta reverteria para o irmão, que só então poderia tornar Eve a herdeira. Acontece que o referido irmão morreu antes de herdar a fazenda, o que colocaria a propriedade nas mãos de um primo. que não via a hora de despejar todo o povo que lá vivia.


A heroína, que deveria ser canonizada, não faz nada em relação ao assunto. Fica esperando ser despejada com seus protegidos até que o Coronel Aidan se vê obrigado a casar com ela para que consiga manter a propriedade, cumprindo assim a promessa de protegê-la. Pobre homem.


Infelizmente o livro fica rodando no mesmo lugar a partir do casamento. Os dois se apaixonam, mas insistem em não se tornar um casal simplesmente porque não conversam sobre o assunto como pessoas reais fariam. Nada de perguntar se um ama o outro e sim uma Eve constantemente repetindo para si mesma que não é digna de Aidan; que ela é filha de um mineiro, que não tem sangue nobre, que não isso, não aquilo até você ficar com vontade de dar uma pazada na cara dela.


O livro não é de todo ruim, só é cansativo em algumas partes. Além disso, Freya Bedwyn me pareceu mais antipática ainda do que no livro anterior. A novidade é que pelo menos um Bedwyn (Aidan) parece um cara legal, sem achar que é superior a todos os demais.


Temos o vilãozinho tentando atrapalhar a vida da mocinha concorrente a vaga de santa, um casamento de aparência que se torna real e um grupo de pessoas desafortunadas reunidas sob o mesmo teto. O Duque de Bedwyn também faz sua aparição, como sempre roubando a cena. Não vejo a hora de ler a história dele.


Apesar de não ser uma obra fantástica (na minha opinião) é melhor que os dois livros anteriores, que introduzem a saga. espero que, se seguir a regra, o próximo seja melhor ainda :-)


AQUI!!!!






Segunda-feira, Maio 21, 2012

Momentos Inesquecíveis

A Summer to Remember.


Saga Bedwyn.


Mary Balogh.




SINOPSE:



Christopher “Kit” Butler, visconde de Ravensberg, é divertido e perigoso. O matrimônio é a última coisa na qual ele pensa. Mas a família de Kit tem outros planos. Desesperado para frustrar as maquinações de seu pai, Kit necessita de uma noiva... e rápido.

E aqui é onde aparece Lauren... Depois de ser abandonada diante do altar, Lauren Edgeworth decidiu, como Kit, que o matrimônio não é para ela. E quando se conhecem, ambos tramam um plano: Lauren passará por sua noiva se ele concordar em proporcionar-lhe um apaixonado e inesquecível verão.

Quando este terminar, ela romperá o compromisso e ambos recuperarão a liberdade. Tudo segue com perfeição até que Kit faz o impensável: apaixona-se.

Em uma noite cálida de verão, tudo é possível...


COMENTÁRIO:

Lauren Edgeworth (26) é uma verdadeira dama: orgulhosa, educada, respeitável, e totalmente sem graça. Grande parte da sociedade a vê assim, como uma rainha de gelo. Christopher "Kit"Butler, Visconde Ravensburg (quase 30) é um ex-militar,conhecido em Londres como um conquistador e sem vergonha, geralmente causador de escândalos. Embora sejam conhecidos por estas características e se comportem realmente desta forma, tanto Lauren quanto Kit fazem uso de máscaras que servem para esconder a dor  e o sofrimento que a vida lhes causou até se conhecerem.

O herói e a heroína são personagens bem complexos e se complementam muito bem. Kit, com sua atitude de Bad Boy sempre risonho e brincalhão contrasta muito bem com Lauren, uma defensora do comportamento apropriado de um Lord ou uma Lady e que parece feita de gelo. Eles são capazes de se ajudarem mutuamente, abrindo os olhos um do outro para novas faces de si mesmos e os aspectos do mundo que não tinham antes descoberto. 

O livro é bom, embora não seja fantástico. É interessante ver Kit começando a amar Lauren sem ser tomado pela luxuria e paixão que normalmente toma conta dos protagonistas nestes romances. Há uma grande ligação emocional entre os dois, uma amizade que se desenvolve de forma lenta e graciosa. 

Neste livro finalmente conhecemos alguns dos Bedwyn e a impressão que eu tive foi de uma família arrogante, cheia de ego, antipática e sem educação, em especial Freya. Fiquei curiosa para saber como se desenvolvera a história desta família tão cheia de si, que neste livro teve a função de perturbar a pobre Lauren e se mostrarem desagradáveis com ela por não desejarem seu casamento com Kit. Confesso que minha curiosidade maior é de saber a história do irmão mais velho, o Duque Wulfric :-)

Bem, este segundo livro de introdução a saga Bedwyn é melhor do que o primeiro, na minha opinião, embora menos intenso. Toda a história mostra uma sensação de "adormecimento", talvez devido a personalidade de Lauren. Minha única critica é sempre em relação a não aceitação das protagonistas ao amor descoberto e a fuga, com o mocinho tendo que ir atrás dela. Receitinha básica que fica logo sem graça :-)

Recomendo, pessoal. Próximo da lista, a história do primeiro Bedwyn: Aidan. Até lá.




Quinta-feira, Maio 17, 2012

Noite de Amor

One Night for Love.


Saga Bedwyn.


Mary Balogh.




SINOPSE:


Um homem despreocupado... Uma mulher apaixonada.

Era uma perfeita manhã de maio... Neville Wyatt, Conde de Kilbourne, esperava sua noiva no altar. Mas em vez de sua prometida, apareceu uma mulher esfarrapada correndo pela nave.
Uma mulher que acreditava esquecida e sepultada. Tratava-se de Lily, com quem esteve casado e a quem tinha dado como morta.
Uma noite de paixão era tudo o que ele podia lembrar enquanto contemplava-a. Agora ele prometeu a si mesmo que respeitaria o compromisso que tempos atrás tinha contraído.

Lily só queria começar uma nova vida... com Neville. Com o único homem que a havia amado. Que tinha sido obrigada a deixar para ser dama de companhia de sua tia e aprender as maneiras e os refinamentos necessários para entrar em seu mundo.
Agora ela terá que se converter na perfeita esposa de um conde e ele terá de provar que o que sente por ela é muito mais que desejo, muito mais que...uma noite de amor.



COMENTÁRIO:


A história começa com a protagonista, Lily, iniciando sua viagem para Newbury Abbey. Não sabemos nada sobre ela, exceto o que o casal de personagens que a acompanha comenta a seu respeito, após deixá-la na carruagem em que ela vai viajar. É através deste casal que ficamos sabendo que a moça passou por coisas terríveis durante a guerra, enquanto foi prisioneira.


Quando Lily chega a Newbury não consegue falar com o Conde de Kilbourne (ela chega a noite e estão oferecendo um baile na casa da família) é ameaçada de ser presa por mendicância e escolhe tentar novamente no dia seguinte, mas descobre, no dia seguinte a sua chegada, que o Conde está prestes a casar. 


A moça tem uma entrada cinematográfica na igreja, interrompendo o casamento e anunciando que ela é casada com o Conde, provocando uma verdadeira comoção. Alguns dos nobres tentam retirá-la a força, ameaçando-a, mas o Conde a vê e impede isso, anunciando que ela realmente é sua esposa.
Aos poucos, a história de Lily é revelada, desde seu casamento com o Major Neville Newbury em Portugal, depois da morte de seu pai militar, até o tiro recebido durante uma batalha na qual Neville a deu por morta. Na verdade a moça havia sido feito prisioneira dos franceses e em seguida dos espanhóis, onde foi abusada por muito tempo, até finalmente conseguir a liberdade.


Neville, ao reencontrá-la e lembrar do que sentira por ela no passado, deseja retomar sua vida como casal (a qual tinha sido extremamente rápida), mas Lily é plebéia e destoa completamente de Newbury Abbey e seus moradores. A moça não tem nenhum traquejo social, é analfabeta e uma espécie de força da natureza que constantemente envergonha os nobres.
Lily é uma sobrevivente cuja determinação e bom senso lhe confere uma sabedoria natural que a torna muito adulta em suas decisões e alguém digno de respeito. Na verdade, ela é um personagem tão forte e atraente, e tão ricamente desenhada que é difícil não se condoer de sua situação e alegrar com sua jornada em busca do crescimento maior que vai permitir que ela decida qual rumo seguir em sua vida.
Neville é bem intencionado, honesto e um pouco inexperiente. Ele é um herói incomum, pois é sua passividade, mais do que qualquer ação errada ou equivocada, que se interpõe entre ele e Lily. Embora seja o único filho de um conde, vai à guerra para evitar viver a vida que foi planejada para ele, incluindo o casamento com uma prima de quem gosta muito mas a quem não ama, só que após casar com Lily, não procura por seu corpo e toma como certa sua morte, jamais revelando a alguém da família que havia casado.


Voltando para casa depois que seu pai morre, ele aceita a inevitabilidade do casamento com Lauren, sua prima, e se prepara para abraçar a vida da qual ele fugira seis anos antes. Quando Lily aparece, ele aceita seu retorno, embora lamente a dor que sabe que está causando a Lauren.
Lauren é outro personagem complexo, jamais demonstrando o que sente para os demais. Na verdade, ela é tão simpática, e o tratamento que Neville dispensa a ela é tão inepto, que às vezes é difícil desfrutar o reaparecimento de Lily em sua vida sem ficar com raiva pela noiva abandonada. Mas, para satisfação de quem se condoeu por ela, Lauren é a protagonista do próximo livro desta saga.



Acho que posso dividir o livro em três partes: primeiro a chegada de Lily e o que ela passa na casa do marido, criticada pela família e conhecidos, sem conseguir se adequar ao seu papel de Condessa. Segundo sua ida com uma prima solteirona de Neville para Londres, onde aprende a ser uma dama e atinge o ponto de segurança que vai permitir escolher o rumo a seguir, terceiro a descoberta de um grande segredo e as mudanças que isto geram na vida da moça.Em resumo, a história de Lily é contada com compaixão e gravidadeÉ principalmente por causa da contenção e sensibilidade de Mary Balogh que o livro conquistaLily é uma heroína cujos desafios podem levá-lo às lágrimas, mas cujo triunfo emocional não vai decepcionar. Destaque para a prima de Neville e sua própria história de amor, que se entrelaça com a história de Lily de forma muito interessante.


Eu confesso, como costumo fazer, que não é o tipo de trama que me agrada, mas isso não significa que não tenha aproveitado a leitura. Comecei a ler esta saga porque fiquei curiosa com a saga das professoras, que vem a seguir e tem personagens da saga Bedwyn. Interessante que este primeiro livro e o segundo sejam consideradas uma espécie de prequel para os Bedwyn, sendo que no segundo os Bedwyn mal aparecem e neste se quer são citados.


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Diário de Uma Duquesa

Katie MacAlister.


SINOPSE:


Para Tessa, a proposta de participar de um reality show na televisão poderia ser a chance de se livrar de dívidas e contas atrasadas. O programa consistia em passar um mês numa mansão vitoriana na Inglaterra, reproduzindo à risca o estilo de vida do século dezenove. Tessa faria o papel de uma americana que se casara com um duque inglês pelo título de nobreza. Mas a privação das comodidades modernas e o desconforto dos espartilhos e das sobressaias passaram a ser problemas secundários quando ela ficou conhecendo Max, o "duque"... Se já não seria fácil viver o cotidiano segundo os costumes de mais de cem anos atrás, que dizer de comportar-se como uma recatada duquesa, tendo de fazer de conta que era a esposa do homem mais atraente e sedutor sobre a face da Terra?...


COMENTÁRIO:


Eu decidi ler este livro porque a ideia parecia interessante (um grupo de pessoas vivendo como se vivia em outro século), assim como a idéia de uma heroína mais cheinha também me chamou a atenção (isso é tão raro). 
Nas primeiras páginas eu permaneci interessada, mas não demorou quase nada para me entediar. De repente, após apresentar mal e porcamente os personagens (de uma antipatia a toda prova), a autora decidiu preencher as páginas com sexo e nada mais, se tornando uma coisa sem história, sem sentido, sem sentimento.
A protagonista não tem amor próprio, só faltando se deitar no chão para o protagonista limpar os pés nela, fazendo sexo tórrido com ele mesmo enfurecida e depois de ter sido ofendida ou ignorada. 
Outra coisa irritante era seu constante reclamar sobre o peso, sobre a idade em todos os momentos possíveis, até mesmo enquanto estava na cama com o protagonista. Além disso, o casal se atracava na frente de todos, tendo até mesmo uma cena de  gosto duvidoso durante o jantar, enquanto ela come alimentos com a forma que lembrava certa parte da anatomia dele e ele fazia o mesmo, de forma provocante, fazendo caras e bocas, diante de todos. 
Mesmo sendo um reality show, simplesmente parece que não há câmeras em nenhuma parte e, o teste de viver como no passado não valeu, pois em seus quartos eles eram livres para vestir e fazer o que bem entendessem e até mesmo receberam visitas de amigos e parentes em roupas normais.
Para ser sincera, o livro é tão raso quanto um pires! Não consegui simpatizar com ninguém. Max, o protagonista, é um cara metido e desagradável, com uma filha irritante (o resto da família não fica atrás) e Tessa é uma idiota sem amor próprio. Não há o que salvar disto, na minha opinião. Sem graça, bobo, idiota... tudo isso e muito mais, o que torna um livro de menos ;-p


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Terça-feira, Maio 08, 2012

Flores na Tempestade

Laura Kinsale.


SINOPSE:


Christian era um dos homens mais brilhantes e sedutores da alta sociedade inglesa. Um libertino que despertava paixões avassaladoras até que um trágico ataque o condena a um mundo de silêncio, sombras e loucura. Christian perde a capacidade de falar e a família coloca-o num sanatório, crente de que perdeu a razão. Maddy, de nascimento modesto e com uma alma simples e generosa, fica presa a este homem que lhe desperta sensações novas. Um homem que oscila entre a raiva e a frustração de estar preso ao silêncio, que a repele, mas que necessita da sua atenção e do seu carinho para o tirar daquele tormento solitário. A amizade que nasce entre os dois transforma-se num amor arrebatador. Fonte de necessidade, de desejo … e de uma paixão redentora.
Laura Kinsale, autora best-seller norte-americana, traz-nos um dos romances de amor mais belos e originais de sempre. Uma história apaixonante e inesquecível que se converteu numa das novelas românticas mais elogiadas pela crítica e pelo público em todo o mundo.



MINHA OPINIÃO:

Comecei a ler este livro por curiosidade, pelo protagonista ter sofrido um AVC e estar em um hospício, mas pensei que poderia ser muito deprimente. Ele é deprimente, só que os avanços de Christian deixam uma agradável sensação de vitória que vale a pena. Eu sei que Christian não era o mais admirável dos homens antes de seu acidente vascular cerebral, mas, sinceramente, vê-lo lutar com a fala me fez respeitá-lo e admirá-lo. Além disso, apesar de ser um conquistador e beberrão, ele era um gênio da matemática e uma pessoa de bom coração e não merecia de forma alguma o que a família lhe fez, espalhando noticias de sua morte e enterrando-o num hospício para ricos. Em relação aos tratamentos feitos nos pacientes naquele lugar terrível, senti arrepios de raiva ao pensar que aqueles pensamentos e comportamento eram os da época retratada e que pessoas com problemas tratáveis, como  depressão e vítimas de AVC, eram trancada e torturadas.


Eu teria gostado muito mais deste livro se Maddy não fosse obcecada por sua religião de forma tão irritanteEla começa o livro como uma daquelas mentes estreitas que reprova a qualquer pessoa que não siga os seus preceitos religiosos, julgando-as mais por isso do que por seu comportamento. Ao longo do livro ela se torna mais flexível e mente aberta, só que em seguida retrocede, e repete este comportamento várias vezes. Isso me deixou profundamente chateada (não, ela não é uma pessoa generosa como diz a sinopse). É simplesmente irritante alguém que não quer ver o que esta a sua frente e firma os pés negando aceitar a felicidade. Em certos momentos, então, eu poderia ter dado uns tapas na criatura, pois ela conseguia ser muito maldosa com Christian, sempre justificando seu comportamento através da sua religião. Uma vez que ela havia abraçado o compromisso de ajudá-lo, não podia de forma alguma retroceder repetidas vezes bancando a mártir.

Os dois amigos de Christian são perfeitos; eles o apoiam e ajudam de forma maravilhosa, como verdadeiros amigos devem fazer e isso diminui um pouco a angustia de ver o protagonista tão vulnerável. 
 Incrível como eles foram muito mais compreensivos com o protagonista e o apoiaram como a mocinha não teve a capacidade de ser. Uma fofura também são os dois cães de Christian.

Bom, eu não vou tecer muitos comentários sobre o livro para não revelar tudo o que acontece, então, minhas conclusões finais são as seguintes: eu gostei muito do protagonista e seus amigos fies (humanos ou não), mas a mocinha me deixou a maior parte do tempo irritada, assim como seus "amigos" de religião, preconceituosos e arrogantes (exceto o pai dela, uma pessoa encantadora) e a família de Christian, que bem poderia ser colocada num fosso e esquecida por lá.

Um livro interessante que vale a pena ser lido por ser bem diferente do comum, que vai agradar aqueles que gostam de drama e superação mas que, confesso, não faz meu tipo. Para variar foi bom, mas não gosto de leituras trágicas, especialmente quando a mocinha insiste em sofrer de valde e por conta disso faz o mocinho sofrer também :-)




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