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Quadrinhos 10 - Marada, a Mulher Lobo






















Marada, the She-Wolf

Escrita por Chris Claremont.


Ilustrada por John Bolton.


Primeira edição pela Globo, sob o selo Graphic Novel (Marvel) em 1989.




SOBRE:

A história inicialmente foi imaginada para pertencer a Sonja mas, devido a problemas com o filme que estava sendo feito na época, acabaram por criar uma nova personagem, mudando o cenário da época Hiboriana (Sonja), para o Império Romano e mudando os cabelos de vermelhos, para "prateados".



Marada é conhecida como descendente de Cesar, mas não chegamos a saber de qual Cesar ela era descendente. Sua mãe havia fugido com ela de Roma e a criara entre os Celtas. Seu pai fora torturado e morto no dia da fuga da esposa e da filha. 20 anos passados, Marada é conhecida como uma guerreira selvagem, daí sua alcunha de Mulher lobo.





Esta revista começa com Marada sendo resgatada de mercenários pelo guerreiro nobre Donal MacLlanllwyr, antigo companheiro de armas. O mistério inicial é o porquê de Marada ter esquecido de seu passado e ter perdido seus dons de guerreira. Sem lembrar de quem realmente é, ela fica hospedada no castelo de Donal, junto a seu povo, mãe e filha (a princesa Arianrod), mas a segurança é apenas uma ilusão e eles são atacados por uma criatura mágica, enviada pelos inimigos da protagonista (nada demais, só um mago poderoso e um demônio). Durante o ataque Donal é gravemente ferido, o que leva Marada e a jovem princesa a uma cruzada que as colocará diante dos inimigos e ao alcance de vários perigos.
Para quem gosta de RPG, como eu, ler esta revista resulta em uma satisfação dupla; uma boa história repleta de lutas e magia (semelhante a uma campanha de RPG) e uma arte lindíssima. Fiquei muito triste por terem publicado apenas este volume.



Marada surgiu nas páginas da revista Epic Illustrated # 10, em fevereiro de 1982 e depois ganhou uma graphic novel pela Marvel Comics. Apenas a Graphic Novel foi publicada aqui. A Titan Comics lançou uma edição com todas as histórias, artes restauradas, informações históricas, esketches e desenhos inéditos em 2012, se não me engano. Infelizmente não tenho esta edição, apenas a Graphic Novel de 1989.






A Noite Mais Densa


DC - 2009

Título Original: Blackest Night

Escrita por Geoff Johns.

Desenhada por Ivan Reis.


SINOPSE:

No livro dos Lanternas está escrito que na Noite Mais Densa, as sete Tropas (verde,vermelho, laranja, amarelo, azul, Índigo e Violeta.) irão digladiar até a morte, resultando no surgimento de uma oitava (Negra). Este poderá ser o fim dos Lanternas Verdes, com consequências que afetarão todo o Universo DC.



JURAMENTO DE UM LANTERNA VERDE:

Inglês:


“In brightest day, in blackest night,
no evil shall escape my sight!
Let those who worship evil's might,
beware my power…GREEN LANTERN'S LIGHT!”

Português:
"No dia mais claro, na noite mais escura,
nenhum mal escapará a minha visão!
Que aqueles que adoram o poder do mal,
temam o meu poder ... A LUZ DO LANTERNA VERDE!"

Minha Versão Favorita:
“No dia mais claro,
Na noite mais densa,
O mal sucumbirá ante a minha presença
Todo aquele que venera o mal há de penar
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!”



COMENTÁRIOS:

A Noite Mais Densa é uma série um tantinho difícil de resenhar, uma vez que muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, rapidamente e com uma horda de personagens. Vou tentar resumir da forma mais simples possível.
Logo no inicio encontramos a tropa de Sinestro (anéis amarelos), os Azuis, Vermelhos, As Safiras Estelares (anéis violetas), Larfleeze e seu anel laranja e há uma referência aos Índigo. A Noite Mais Densa começa bem no meio de uma guerra entre as tropas de Lanternas. Por conta desta guerra Mão Negra ressurge dos mortos e com ele vem anéis negros que permitem que várias pessoas ligadas a Super Heróis vivos levantem de suas tumbas (sim... ZUMBIS!!!!). 
Mão Negra desenterra o caixão de Bruce Wayne e rouba seu cranio, levando a bateria da Lanterna Negra, que fica no setor 666, a começar a carregar e vários anéis negros invadem a cripta dos Lanternas Verdes criando uma Tropa de Lanternas Negros.
Os Lanternas Negros veem a vida como uma ruptura da paz que o silêncio da morte trás, sendo assim, seu único objetivo é eliminar a vida. É então que vilões e heróis se unem para salvar o Universo, eliminando os Lanternas Negros. A história principal é essa; simples e eficaz, mas repleta de pequenas outras tramas cheias de reviravoltas, com heróis e vilões, antigos ou não, voltando do mundo dos mortos. Alguns eu conhecia, outros não. Alguns foram bem vindos, outros não chegaram a fazer diferença.

Alguns dos heróis que retornam como lanternas Negros são:

O Caçador de Marte
Homem Elástico
Sue Dibny
Aquaman
Rapina (Hank Hall)
Nuclear (Ronald Raymond)
Jean Loring
Batman (na verdade um clone)

Alguns dos heróis que morrem durante a saga e viram Lanternas Negros:

Gavião Negro
Mulher-Gavião
O Corpo do Desafiador
Espectro
Detonador
Super homem
Mulher Maravilha
Superboy
Arqueiro Verde
Kid Flash
Donna Troy
Gelo
Homem-Animal

Mortos que voltam a vida definitivamente após o fim da saga:

Maxwell Lord
Professor Zoom
Jade
Rapina
Capitão Bumerangue
Nuclear (Ronnie Raymond)
O Caçador de Marte
Gavião Negro
Mulher-Gavião
Desafiador
Osíris.



GUIA DE LEITURA DA SAGA:

A Noite Mais Densa 0
Lanterna Verde 23
A Noite Mais Densa 1
A Noite Mais Densa 2
Lanterna Verde 24
Universo DC 2
A Noite Mais Densa 3
Lanterna Verde 25
Universo DC 3
A Noite Mais Densa 4
Lanterna Verde 26
Universo DC 4
A Noite Mais Densa 5
Lanterna Verde 27
Liga da Justiça 96
Universo DC 5
A Noite Mais Densa 6
Lanterna Verde 28
Liga da Justiça 97
Universo DC 6
A Noite Mais Densa 7
Lanterna Verde 29
Liga da Justiça 98
Universo DC 7
A Noite Mais Densa 8
Lanterna Verde 30
Universo DC 8





AQUI você encontra a explicação da saga A Noite Mais Densa com detalhes.

Romance em Sonhos - Caçadores de Sonhos

The Sandman: The Dream Hunters

Escrito por Neil Gaiman

Ilustrado por Yoshitaka Amano

Publicado em 1999

Linha Vertigo



Primeiramente, vamos introduzir nossos artistas.
Neil Gaiman é um autor inglês famoso por obras em quadrinhos como Mundos da magia e Sandman, e que, nas últimas décadas, vem ganhando prestígio por livros como Deuses Americanos e Coraline. Yoshitaka Amano é um artista plástico japonês famoso por ter criado personagens da saga de jogos Final Fantasy até a sua sexta edição, continuando como ilustrador dos jogos apenas. No Japão, ao contrário do ocidente, sua fama ultrapassa videogames e é considerado um dos principais artistas plásticos modernos.

Ambos uniram-se em um projeto para criar uma Graphic Novel situada no mundo de Sandman, o mestre dos sonhos da DC Comics. Se você não gosta de quadrinhos, não se intimide, este não é o caso, falamos de um conto do melhor calibre, emoldurado com belíssimas ilustrações de página inteira.



A história é descrita como um conto de fadas japonês, onde acredita-se que raposas e texugos são criaturas que tem poderes mágicos e pregam peças, tal como o nosso brasileiro saci. Tendo este pano de fundo e passando-se numa época antiga, em que demônicos (oni e tengu) caminhavam sobre a terra junto com criaturas lendárias e mágicas, a obra requer do leitor apenas que deixe de lado sua descrença e mergulhe na fantasia, portanto não encare este livro como o documentário, mas como um filme tipo Senhor dos Anéis. Uma história profunda e bela não requer realismo, e aqui temos um ótimo exemplar.

Começamos com uma singela aposta entre uma raposa e um texugo que vivem na encontra de uma montanha, onde situa-se nas proximidades um templo budista vigiado por um monge cujo pai caiu em desgraça com a nobreza e viu-se removido de suas posses. A aposta? fazer o monge sair do templo. O monge, no entanto, não pode ser facilmente enganado, mas as coisas mudam quando a raposa desiste da aposta, pede desculpas ao monge, e descobre-se apaixonada por ele.


O personagem Sandman tem pouca importância, sendo apenas pano de fundo para o desenvolvimento de uma pequena parábola sobre como vidas podem ser ligadas eternamente de maneira muito rápida e fácil, e que mal notamos o seu desenvolvimento. E é este o papel do mestre dos sonhos, ser uma voz que nos mostra o que é claro para o coração, o que é certo ou errado, como se fosse a consciência lutando contra o impulso.



Segue-se uma trama sobre inveja, força, vingança e principalmente, bondade. Somos levados a nos indagar, ao fim, sobre a existência de diferentes tipos de amor, inclusive aquele que se desenvolve pela convivência e amizade. Também qual o significado do sacrifício, e se ele vale a pena, mesmo que seja para aprendermos com nossos erros.


Não é possível recomendar pouco esta obra, se você gosta de histórias orientais, lendas, fábulas, romances, quadrinhos ou apenas uma leitura rápida para um feriado, Caçadores de Sonhos, é um item obrigatório, não apenas para consumir, mas possuir e guardar como uma joia que gostamos de ficar olhando o brilho a cada pouco.

Quadrinhos 9 - Blood: Uma História de Sangue

Blood: A Tale



Escrita por Jim DeMatteis
Ilustrada por Kent Williams

4 Edições / 1 Edição

Marvel Comics 1987
DC Comics 1996

SOBRE:

"Um bebê é encontrado por uma jovem em um rio e criado até o início da idade adulta, quando é deixado aos cuidados de um monastério para ser iniciado nos ensinamentos de Deus.
Quando descobre que não é a mão divina que escreve os livros que regem sua doutrina, mas sim a de seu mentor, o rapaz se sente traído e decidi ir embora, não sem antes assassinar o homem, em um acesso de fúria.
Sem um rumo certo para percorrer, ele sai pelo mundo em uma jornada de autoconhecimento, até se deparar com uma tribo de vampiros em uma floresta, que, contra a sua vontade, o transformam em um deles. Nesse dia, nasceu Blood, o vampiro.
Blood continua sua viagem sem destino ao lado de uma das mulheres da tribo, que se incumbe de alimentá-lo até ele entender que necessita do sangue de outros para sobreviver. Uma jornada de muitas descobertas, que, ao final, transformará o vampiro para sempre."



COMENTANDO:

Esta obra foi lançado pela primeira vez em quatro edições pela Marvel, sob o selo Epic e anos mais tarde relançado em uma edição pela DC, sob o selo Vertigo.
A revista é toda ilustrada em forma de aquarela, às vezes suave, às vezes intensa, completamente surreal e marcante. A história se divide em dois plots e muda de um para o outro por toda a sua extensão; um dos plots mostra um Rei muito velho, que é visitado por um espírito. A medida que o Rei vai morrendo o espírito vai lhe contando algumas histórias.
O outro plot, o principal, é focado na vida de um homem. Ele é encontrado por duas mulheres, quando bebê, flutuando em um rio. A história o segue a medida que ele vai crescendo e parte em busca do seu próprio caminho.
Eu li pela primeira vez no inicio dos anos 90 e consegui a série das 4 edições, mas incompleta. Alguns anos mais tarde ganhei de aniversário de uma amiga a reedição, em um volume. Infelizmente fiquei sem as capas originais da série em 4 volumes.



Um professor meu (do curso de Desenho e Plástica) ofereceu dinheiro pelo volume, mas eu fiquei só na risada. Sou muito apaixonada pela arte de algumas revistas e esta é uma delas.
Blood é o protagonista e sua história é muito introspectiva e não linear. É uma história de vampiros absolutamente livre de clichês, com uma arte fantástica e muito emotiva. Eu recomendo a leitura e releitura, para facilitar a compreensão (avisando que nada na revista é obvio).

Vocês podem ler mais sobre esta obra no Universo HQ






Quadrinhos 8 - Orquídea Negra

Black Orchid

Escrito por: Neil Gaiman

Ilustrado por: Dave McKean


SINOPSE:


Uma super-heroína recebe um tiro na cabeça em uma sala de reuniões de uma corporação anônima. O corpo dela é consumido pelas chamas, e seu assassino vai embora em liberdade. Assim começa ORQUÍDEA NEGRA, de Neil Gaiman e Dave McKean, uma das histórias em quadrinhos mais marcantes e de maior influência. Destruindo e recriando ao mesmo tempo todo um gênero, esta história das incríveis vidas de Susan Linden trouxe uma nova maturidade à narrativa gráfica e revolucionou o meio, sendo uma precursora da criação da linha Vertigo.


OPINIÃO:

Susan Linden apareceu pela primeira vez no universo dos quadrinhos em 1973. Ela era invulnerável a balas, tinha super força, voava e era mestre em disfarces. Era frequente nas aventuras de Susan ela investigar um caso inteiro disfarçada (uma empregada, secretária, etc) e os demais personagens só descobrirem quem era ela após a conclusão do caso, ao encontrarem as roupas que ela usara, junto com um cartão de visitas escrito "Orquídea Negra". Nada se sabia em relação ao passado da protagonista, nem mesmo seu verdadeiro nome. 

Foi Neil Gaiman quem lhe deu uma origem ao lançar uma mini série em três partes em 1988, além de lhe dar um nome.
A trama gira em torno da morte e renascimento de Susan Linden, conhecida como Orquídea Negra, uma combatente do crime. No inicio do primeiro volume ela estava investigando uma empresa suspeita de ter cometido vários crimes e ligada a Lex Luthor. Quando o ex-marido de Susan, que estava preso, é solto e demitido por Lex Luthor, uma série de eventos tem inicio, começando com o assassinato da protagonista e sua "volta" como um híbrido meio-humana e meio-planta.
Na versão de Gaiman Susan Linden, casada com um marido abusivo (Carl Thorne), recorre a um antigo namorado, Doutor Sylvain (relacionado ao Monstro do Pântano) que a acolhe até que Carl consegue matá-la. Sylvain então usa o DNA de Linda e cria vários híbridos
Gaiman transformou a história de Susan, criando uma origem para uma nova Orquídea Negra que estava ligada a Jason Woodrue, Pamela Isley e Alec Holland (os dois primeiros vilões e o ultimo o herói Monstro do Pântano). A história é sobre perdas, amor, e a busca por uma identidade em um mundo não familiar.
É cair na repetição, mas não canso de lembrar que a arte de Dave McKean é absolutamente espetacular! Eu teria comprado esta obra mesmo se não houvesse nenhum diálogo em todos os volumes.

A história se desenvolve de forma lenta e muito distante da costumeira moral encontrada em quadrinhos na época em que foi lançada. É um dos primeiros trabalhos de Gaiman. Podemos ver algumas características costumeiras, mas Orquídea Negra é mais experimental; as vezes ela anda aos tropeços, as vezes com mais segurança, mas jamais sem poesia e a arte intensifica esta sensação de sonho. Eu diria que a sensação que mais senti com esta leitura foi a de melancolia.

Quadrinhos 7 - Liga da Justiça Internacional


HISTÓRIA:

Keith Giffen, J. M. DeMatteis e Kevin Maguire foram os criadores da Liga da Justiça Internacional, que era um grupo de super-heróis oriundos da Liga da Justiça. Como a nova equipe zelava por todos os países do planeta, havia sub-sedes internacionais apoiadas pela ONU e grupos em sedes oficiais, como a de Nova Iorque (Liga da Justiça América) e a de Paris (Liga da Justiça Europa).
Originalmente existiu a Liga da Justiça da América, contando com a presença dos maiores heróis da Terra. As reformulações feitas ao longo dos anos fizeram com que membros importantes saíssem e logo só restassem os menos populares. O desgaste da equipe fez com que as vendas caíssem e fosse necessário uma reformulação. 
As histórias da LJI começaram em 1987, logo após a série Lendas. As histórias eram repletas de humor e ironia e despertaram novamente o interesse pela Liga. A maioria de seus personagens eram considerados de segundo escalão, exceto Batman, O Caçador de Marte e o Capitão Marvel. Superman, Mulher Maravilha e Flash não foram cedidos para participar do grupo, já que estavam passando por uma reformulação e Aquaman ficou de fora por estar passando por uma fase nada popular. Já o editor do Lanterna Verde sugeriu usarem Guy Gardner no lugar de Hal Jordan. Giffen comprou a ideia e usou Guy como um membro desestabilizador, mas mesclando isso ao humor escrachado. 
Guy era o machão briguento; o Capitão Marvel se comportava como seu alter-ego, Billy Batson, permanecendo infantil e sendo apelidado pelo Lanterna de Capitão Fraldinha; Canário Negro era feminista, Besouro Azul e Gladiador Dourado formavam uma dupla infame, havia também o Senhor Milagre, a Doutora Luz, Gelo, Fogo, Magtron e Órion (membros por algum tempo), Soviete Supremo e muitos outros. O Lobo foi relançado como um mercenário na série, sempre em busca de comida para os seus fofos golfinhos espaciais.
A revista foi muito bem sucedida, alçando alguns de seus personagens ao posto de estrelas, como Maxwell Lord (consultor empresarial da equipe), Guy Gardner (que co-protagonizou a série Tropa dos Lanternas Verdes), Gladiador Dourado e Besouro Azul, que ganharam revistas próprias, Fogo, que participou de Xeque-Mate e Metamorfo, que participou de Batman e os Renegados.
Infelizmente, após a saída de seus criadores, o tom da série mudou do humor para uma abordagem mais séria e a qualidade caiu, conduzindo a liga ao conceito original, dando fim as sub-equipes.



DADOS:

Lançada em maio de 1987, “Liga da Justiça #1” chegou às bancas com argumento de Keith Giffen, roteiros de JM DeMatteis e desenhos de Kevin Maguire. 



CURIOSIDADES:

Quando a equipe da Liga da Justiça Internacional foi estruturada, John Byrne não liberou o Superman, George Perez fez o mesmo com a Mulher-Maravilha e Aquaman não estava nada popular após o fracasso retumbante de Liga Detroit. Por sugestão de seu editor o Lanterna Verde seria Guy Gardner e o Flash Barry Allen havia morrido na “Crise”. Restavam Ajax e Batman (emprestado ao grupo pelo editor Denny O’Neil) para reiniciar a Liga juntamente com o já citado Shazam (na época ainda chamado de Capitão Marvel), Senhor Milagre , Besouro Azul , Doutora Luz, Senhor Destino, Canário Negro e Oberon.
Tendo em mãos um grupo formado por uma maioria de personagens menores, Giffen, DeMatteis e Maguire resolveram abusar da ironia e do humor.
A estrutura era simples: um idiota brigão e machista (Gardner), uma feminista agressiva (Canário), um líder ditador (Batman), um semi-deus inocente (Shazam), um idiota carismático (Besouro), um líder de campo sábio (Ajax), um Novo-Deus perdido (Senhor Milagre juntamente com Oberon) e a Doutora Luz. 
Ao longo de toda a formação cômica da Liga tivemos a misteriosa e constante figura de Maxwell Lord (uma espécie de relações públicas do grupo, mas que tinha um passado obscuro), a triste história do Caçador de Marte ao recordar sua vida em seu planeta natal, a interação já clássica entre o Gladiador Dourado (introduzido logo nas primeiras histórias) e o Besouro Ted Kord, Guy Gardner “bonzinho” após uma pancada na cabeça e seu romance com Gelo, Dimitri, o engraçado Soviete Supremo, que apanhou muito da revoltada Canário Negro e muitas outras situações absolutamente inesquecíveis.
Ao longo de sua história teve a inclusão de personagens como Metamorfo, Homem-Animal, Poderosa, Flash Wally West, Raposa Escarlate, Gaio, Feiticeira de Prata e Maya e, após a saída do trio criador e de várias mudanças na equipe criativa, chegou ao fim.


Os diálogos eram ótimos :-)
Detalhe para o Gladiador sacaneando o Guy :-D

Algumas das minhas capas favoritas.

VALE A PENA LER:

Outer Space, falando sobre a Liga da Justiça Internacional. Recomendo!

Quadrinhos 6 - Camelot 3000

Roteiro: Mike W. Barr
Arte: Brian Bolland
Publicação: DC Comics
Hérois e Vilões.
Camelot 3000 mostra as aventuras do Rei Arthur, Merlin e os reencarnados Cavaleiros da Távola Redonda, contando como eles ressurgiram no mundo futurístico de 3000 para lutar contra uma invasão alienígena comandada por ninguém menos que Morgana Le Fay.
Arthur, Guinevere (Comandante das defesas da Terra), e Lancelot (um milionário francês) são apresentados como o triângulo amoroso original... bem, quase como o original. Sir Galahad é um samurai, Sir Percival é um dissidente político geneticamente alterado em um neo-humano, Sir Kay é um marginal, Sir Gawain é africano e chefe de família e Sir Tristão é uma mulher, o que provoca situações bem dramáticas, tanto para "ele" quanto para Isolda e Tom Prentice (o estudante que, em fuga, descobriu a tumba de Arthur e o despertou). Mordred é o filho de Morgana Le Fay (embora seja enganado por ela e não tome conhecimento disso).
Protagonistas.
Após Tom despertar Arthur eles vão em busca de Merlin, que era mantido prisoneiro por conta de magia e uma antiga amante. Arthur o liberta e resgata Excalibur e então faz seus cavaleiros reencarnados relembrarem de suas vidas anteriores, assim como a Rainha. É claro que há muitos problemas por conta disso. Velhos sentimentos ressurgem, lembranças e escolhas difíceis devem ser feitas. Amber é o personagem mais complexo, na minha opinião. Ao lembrar que era Sir Tristão ela sofre por amar Isolda (o pior de tudo é que ela lembra de sua vida passada durante seu casamento). Além disso Tom se apaixona por ela e tenta fazê-la aceitar o que é nesta vida.
Cavaleiros e seu Rei.
Em retrospectiva me ocorreu que esta foi uma série bem avançada para a época de sua publicação. Coisas como um dos protagonistas matando bebês, uma relação lésbica, traição... imagino se nos quadrinhos de agora teriam coragem de colocar algo assim, passando impunes a crise atual do politicamente chato.
Morgana, a poderosa.
Camelot 3000 foi publicado pela primeira vez no Brasil entre 1984 e 1985 nas revistas SuperAmigos e Batman. Em 1988 foi re-publicado em forma de mini-série em 4 volumes (eu tinha estes). Em 2005 foi re-publicado em edição única (este é nosso volume atual) e em 2010 foi lançado em um encadernado de luxo.
CAPAS DA SÉRIE EM 4 VOLUMES

Se você quiser baixar e ler pode encontrar Camelo 3000 no blog Rapadura Açucarada e no blog Quadrideko.

 
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