Catherine Gaskin-O Vaso Partido




O VASO PARTIDO

Tudo começou com o ruído inesperado de cristal esfacelado...

Aquele vaso de cristal é um fino exemplar da arte da fabricação do vidro. Saíra da fábrica Sheridan, na Irlanda, que se encontra agora quase parada - os seus melhores artífices estão velhos, a sua construção quase em ruínas e os seus donos sem recursos para levantarem a indústria. Maura D'Arcy chega a Conclath, onde está a sede da fábrica, para reclamar o valioso vaso que pertencera a sua mãe. A arte de fabricar vidros exerce um estranho fascínio sobre a jovem. Connor Sheridan, um homem encurralado entre as glórias do passado e a dura realidade do presente, procura desesperadamente um modo de salvar o nome de sua família, e na sua determinação incansável de reconstruir a indústria, vê Maura como uma rival perigosa. Maura D'Arcy é jovem e bonita, no começo de uma promissora carreira como modelo, e descobre ser a última descendente da família Sheridan, de vidreiros famosos. Viaja então para Conclath com o fito de reclamar o vaso de cristal que fora roubado de sua mãe. Em Conclath, Maura encontra sua avó, mulher forte e autoritária, apesar da idade; Brendan Carroll, autor do roubo, pessoa misteriosa que exerce sobre ela forte atração; o rico alemão Otto Praguer, residente nas imediações da cidade, e seu primo Connor, um homem ambicioso que tem como objetivo maior herdar a indústria vidreira dos Sheridan, e tudo fará para livrar-se de qualquer empecilho que se apresente.


MINHA OPINIÃO:

Neste livro acompanhamos Maura, moça corajosa e forte, que volta à terra de seus ancestrais em busca de um objeto roubado da loja de antiguidades que era de sua mãe. Maura é modelo de relativo sucesso, tentando por ordem na vida após a morte da mãe, por quem nutria imenso amor.
Em sua viagem para recuperar a Taça Sheridan, Maura conhece a mansão dos Sheridan e Lady Maude, sua avó materna. A relação entre as duas é tensa e complicada. Lady Maude, autoritária, obstinada e obcecada, nunca perdoou o fato de a filha ter se unido a um homem que ela não aprovava. Maura, sendo fruto dessa união, também foi rejeitada pela velha e amargurada senhora.
Fiquei dividida entre os dois personagens principais masculinos: Connor, homem enigmático e de modos sombrios e Brendan Carrol, que roubou a taça na esperança de levar Maura de volta a família Sheridan. Confesso que me agradaria mais se Maura houvesse ficado com o primo afastado, obcecado pela história da família e pela fábrica e com um passado trágico e misterioso, mas o livro, em suma, é uma delicia. Há sempre uma espécie de mistério perambulando pelos cantos, dom que a autora tem de sobra e que é possível saborear em algumas de suas obras, como A Governanta, Um falcão para a Rainha e Herança maldita. Embora não seja o melhor livro escrito por Catherine Gaskin é um belo exemplo de boa literatura, que provoca reações impossíveis de esquecer depois de fechar suas páginas pela ultima vez.

3 comentários:

Jossi Borges disse...

Esse livro foi o primeiro da autora, que eu li! Eu tinha uns 20 anos, e lembro que comprei na Livraria Curitiba. E essa capa brasileira, é linda, não? Bem mais que as outras.

Aris, de fato. Outro livro sobre heranças e mansões ricas e sombrias. Eu tive pena de Connor, tadinho! Tão bonitão e obcecado pela esposa falecida, a tal Lotti.

Livro excelente, resenha excelente.
:)

Vik Zalewski disse...

Acabei de ler o livro, comprado num sebo por 5 reais. O início é meio maçante, mas logo a história me prendeu completamente.

[SPOILER] Eu gostava mais do Connor, mas ele era "irritado" demais para Maura. O problema de Brendan é que ele mal aparece na história, na minha opinião. Fica com Maura e eu tenho a sensação de que nem o conheço direito.

Arismeire Kümmer Silva disse...

Jossi, acho que a maior parte das mulheres que leram este livro torceram pelo Connor, hahahahaha.
Bj, Aris.

Pois é, Vik, eu também passei o livro torcendo pelo Connor. Fiquei meio decepcionada com a escolha dela ;-)
Bj, Aris.

 
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