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Blue Fire

Phyllis A. Whitney

SINOPSE:


A fotógrafa Susan van Pelt fora levada pela mãe para longe da África do Sul quando seu pai, Niklaas van Pelt, caíra em desgraça e fora preso. Embora houvesse sido solto três anos depois de sua partida, Susan não ouvira falar dele nenhuma vez, até que, aos vinte e três anos, ela retorna à Cidade do Cabo, recém-casada com um conhecido de infância, Dirk Hohenfield, que agora é um associado de seu pai. A amargura de Susan contra o pai é agravada quando percebe que ele está apenas interessado no que ela pode saber sobre o paradeiro do famoso diamante cujo roubo o levara para a cadeia. No entanto Susan suprimira todas as memórias daquela época traumática. Ela desejava se concentrar em seu casamento e sua fotografia,deixando o passado de lado. No entanto, nenhuma das pessoas ao seu redor aceita esse desejo. Mudanças de humor imprevisíveis de Dirk parecem de alguma forma relacionadas com o que ela pode ou não se lembrar e o surgimento de John Cornish, o jornalista e escritor, cuja investigação sobre contrabando de diamantes contribuíra para a queda de Niklaas e que insistia em voltar a analisar o caso, 

piora a situação e revelas coisas perigosas, especialmente para Susan. 

COMENTÁRIOS:


O enredo de Blue Fire  lida com o comércio Sul-Africano de diamantes e o apartheid. Enquanto a história segue um padrão semelhante a muitos dos romances de suspense de Whitney - uma heroína sem pais ou afastada de um deles, com um terrível segredo do passado muito bem enterrado, um namorado ou marido controlador e a sensação opressora de isolamento e risco - ele tem uma consciência social mais pronunciada do que era comum nos romances desta época. Na verdade, apesar de os romances de suspense de Whitney serem definidos como góticos, eu não colocaria Blue Fire nesta classe. Não há características góticas realmente e a história se inclina para o lado do mistério policial.
O título "Blue Fire" refere-se à luz branco-azulada do Kimberley Real, o diamante que é centro da trama no livro. As leis draconianas que regulavam a mineração de diamantes e o monopólio da indústria De Beers na África do Sul deram origem ao contrabando, um crime pelo qual Niklaas van Pelt foi preso. Quando Susan descobre que seu pai empobreceu a fim de pagar o preço do diamante para o proprietário, ela começa a suspeitar da inocência de seu pai, embora não aceite a sugestão de que sua mãe havia roubado o diamante ao partir com ela da África do Sul.
O diamante Kimberley Real e o mistério em torno de seu desaparecimento serve como maior motivação dos personagens em Blue Fire, tudo isto com o apartheid servindo de fundo e as descrições bem feitas que a autora nos dá dos locais em que a história se passa. Ao longo do livro temos cenas que caracterizam a sociedade da época na África do Sul que ajudam a "entrar" na história.
A protagonista freqüentemente faz referências aos defeitos dos sistema político, observando e avaliando as desigualdades diárias e preconceitos através de sua família, casamento e trabalho. Tudo o que ela presencia muda sua forma de ver a vida e fortalece seu caráter.
Em relação ao romance, Susan casa logo no inicio da história, mas depois o casamento começa a sofrer sob pressões externas e a presença de um outro possível interesse romântico complica tudo. Temos neste livro mais um protagonista dominador e egoísta, como acontece em boa parte dos livros de Whitney, só que sem o charme da maioria deles. É realmente muito irritante o tanto que o marido da mocinha é machista e patético como ela atende a todas as suas vontades anulando a própria personalidade.
Apesar de ter mais profundidade em relação as tramas costumeiras da autora, eu colocaria este livro no fim da minha lista de preferência dos livros dela. Não consegui sentir empatia por ninguém na história e se quer fiquei curiosa para saber qual a resolução dos mistérios e como tudo acabaria. Pelo menos valeu pela experiência de ter lido algo tão diferente, já que li pelo menos (até agora) metade dos livros de Phyllis A. Whitney.

AQUI EM INGLÊS!!!!




Infelizmente a qualidade de algumas imagens não está boa.

A Ilha Perdida

The Lost Island.

Phyllis A. Whitney.



SINOPSE:



Lacey, Elise e Giles cresceram juntos em uma ilha envolta em névoa, na costa da Geórgia. Há muito tempo, e sem Giles nunca saber, Lacey deu à luz a seu filho e depois o entregou a Elise, sua prima  linda e dominadora, que havia casado com Giles e que, através de uma trama complexa, alegara que a criança era dos dois.
Lacey tentou esquecer do filho e de seu amor por Giles, mas, dez anos depois, ela ainda não havia conseguido. Então, decide voltar e enfrentar Elise pelo bem de seu filho, após saber dos problemas que a criança vinha sofrendo, assim como o casamento entre Elise e Giles, mas, em meio a tantos segredos, a morte ronda cada um deles.


COMENTÁRIO:


Hampton Island, envolto em névoa, assombrado pelo passado, tinha lançado um feitiço sobre Lacey Ames do qual ela não poderia escapar nem esquecer. Lá ela havia se apaixonado por Giles Severn, o belo e orgulhoso herdeiro da ilha e lá ela o tinha perdido para a astuciosa prima Elise. 
A mãe de Lacey nascera em Hampton Island e, junto com a irmã, havia sido privada do que seria sua herança de direito quando a propriedade principal e a ilha passaram as mãos de outra família. Era certo de que uma das irmãs se casaria com o novo dono de Oaks ( mais precisamente a tia da protagonista), mas algo dera errado e a mãe de Lacey fugira da ilha com o noivo, levando consigo a famosa joia da família, uma pedra famosa por suas histórias trágicas. Até a morte a mãe de Lacey negara ter levado a pedra consigo e este é um dos mistérios da trama: o destino da joia.
Culpada do pecado que cometera (ter um filho de Giles e entregá-lo para a prima como se fosse filho desta), Lacey decide corrigir os erros do passado e zelar pela criança.
Quando Lacey volta para Hampton Island, após anos ausente, ela novamente é tomada pelo amor por Giles e se vê ameaçada pelos conflitos esmagadores que se seguem. 
Seu filho, Richard, é uma criança problemática, completamente temerosa e obcecada pela pretensa mãe, mulher que gosta de se divertir usando as pessoas e maltratando-as, destilando seu veneno especialmente sobre o "filho" e o marido, a quem odeia e por quem é odiada.
É intrigante o fato de que foi a própria Elise que escreveu uma carta a Lacey, avisando que Richard estava com problemas e de que nem tudo eram rosas em Oaks, sugerindo a volta da prima, para ser hospede na casa e talvez resolver a situação com a criança.
Obviamente as coisas ficam muito tensas e Elise torna a vida de todo mundo um inferno. Para complicar mais ainda Richard reage de forma negativa a presença de Lacey, mesmo sem saber que ela é sua verdadeira mãe, Giles ainda tem sentimentos por ela e... bom, os sentimentos explodem e os personagens ficam pisando em ovos. Juntemos a isto tudo alguns atentados contra a vida de Lacey e temos um livro interessante.
Em Oaks, a grande mansão governada pelos Severns durante gerações e em Bitterns, a casa da fazenda ainda mais antigo que Oaks, Lacey deve desafiar seus velhos sonhos e temores e modificar seu presente, mas apenas uma tragédia vindoura poderá acabar com os segredos, medo e ódio que habita a ilha. 
O único problema é que Lacey não é uma personagem com quem eu tenha simpatizado. Simplesmente não havia fundamento no comportamento dela, abandonando Giles e dando o filho para a prima assumir a maternidade, enganando toda a família. Depois, quando ela volta, e fica quieta, engolindo os sapos lançados pela prima (alias, todos engolem os desaforos de Elise sem nenhum tipo de reação...eu teria acertado a bruxa com um soco bem no meio das fuças) fiquei mais desgostosa ainda com ela. Não chega a estragar a história. É uma trama que prende a atenção, apesar de ter seus momentos irritantes, e até surpreende no final.


Esta é a capa do meu exemplar. Simplesmente medonha :-D

Esta capa tem muito a ver com a descrição dos cenários da história.

Definitivamente esta casa é muito estranha. Parece que vai cair a qualquer momento!

Capinha padrão, sem nada demais nela.

Âmbar Negro

Black Amber.

Phyllis A. Whitney.


SINOPSE:


Tracy Hubbard chega em Istambul para trabalhar como assistente do escritor Miles Radburn, mas na verdade esse é o seu disfarce, pois sua verdadeira razão para a ida até aquela Villa é conseguir respostas para a tragédia que se abateu sobre sua meia-irmã. Tracy acredita que ninguém sabe que ela é irmã da falecida esposa de Miles, mas começa a se perguntar se sua crença é correta quando é arrastada para um turbilhão de conspiração e intriga. Nas ruínas abandonadas de um palácio ela ouve uma discussão acalorada em turco. A única palavra que ela entende é o seu próprio nome. Ela observa um pequeno barco apagado fazer uma visita noturna ao cais do jardim da Villa. Mãos desconhecidas marcaram uma passagem perturbadora em um livro com um colar de contas pretas de âmbar, como se fosse uma ameaça. Tracy não pode confiar em ninguém e quando ela chega à conclusão de que já sabe demais, ela se torna consciente de que sua vida está em perigo


COMENTÁRIO:


Tracy Hubbard tinha uma vida boa, morando em Nova York, trabalhando em uma famosa revista e recebendo cartões no Natal de uma meia-irmã mais velha que já adorara e invejara. Ao saber da morte desta irmã, a moça consegue que a enviem para ser assistente do famoso artista Miles Redburn. Sua intenção era a de investigar a morte da irmã sem que lhe mentissem ou ocultassem algo ao saber de seu parentesco com a falecida esposa de Miles.
A protagonista chega a Istambul e se torna hóspede da exótica Sylvana Erim, dona da Villa e amiga de Miles, e de seu cunhado e cunhada, irmãos mais novos do marido já falecido. É divertido acompanhar a chegada da moça e sua interação com os demais personagens quando nós sabemos quem ela realmente é.
Miles Redburn é um artista famoso e jamais soube da existência de uma cunhada, pois sua esposa cortara contato com a família, exceto com Tracy, e contara a moça que mentira ao marido, dizendo-lhe que não tinha mais parentes vivos. Isso decepcionou Tracy de tal forma que, a medida que a irmã mandava cada vez menos cartas, ela se importava menos.
Tracy não consegue chegar a conclusão se Miles sofre pela morte da esposa ou se ele foi a causa de sua morte e a cada dia que passa se torna mais seduzida por ele e seus mistérios.
Durante um passeio pelo terreno da Villa ela descobre algumas ruínas e acaba por ouvir uma discussão acalorada em turco e, em meio ao idioma que desconhece, ela escuta seu nome ser pronunciado. Isso faz com que suspeite de que seu disfarce foi descoberto.O que reforça esta ideia é encontrar um colar de contas de âmbar marcando uma ameaçadora passagem de um livro, provavelmente com intenção de assustá-la.
Este é um dos meus livros favoritos de Phyllis A. Whitney (um dos Top Five), com uma boa dose de suspense, intrigas, romance contido, perigo, mortes e um cenário muito charmoso. Depois de ler Âmbar negro fiquei com muita vontade de conhecer Istambul. Altamente recomendado :-)

Esta é capa do meu exemplar. Gosto muito, especialmente pelo detalhe da gatinha branca, personagem importante no livro. A moça é bem como descrita.

Linda capa que retrata muito bem o que é descrito.

Sem mocinhas na capa, mas mesmo assim é bela.

Não cheguei a uma conclusão sobre esta capa... parece estranha, bonita e feia, ao mesmo tempo. Não tem muita relação com a história.

Apesar da moça, não me senti muito encantada pela capa.

Bonita.

Talvez seja uma capa mais bonita ao vivo e a cores.

O Mistério de Columbella

Columbella.

Phyllis A. Whitney.

SINOPSE:

A vida de Jéssica era um livro fechado até que ela se envolveu com o perigoso drama de uma estranha família. Buscando por uma nova vida na ilha St. Thomas, Jéssica é atraída e capturada numa teia de traições e paixões que podem lhe custar a vida.


COMENTÁRIO:



Esta é a história de Jéssica Abbott, uma ex-professora de 28 anos que passara cuidando de sua mãe doente e possessiva por vários anos. Após a morte da mãe, sem saber que rumo tomar, Jéssica vai para a ilha de St. Thomas, nas Ilhas Virgens, ficar com sua tia. 
Inicialmente a moça quer apenas descansar, mas logo é procurada pela matriarca da família mais importante da ilha, que deseja sua ajuda para supervisionar uma adolescente de 14 anos (neta desta senhora).
A menina que deve ficar aos seus cuidados se chama Leila e é uma adolescente rebelde, ora ignorada pela mãe, ora torturada pela mesma ou mimada. A mãe da menina se chama Catherine (Cathy para os íntimos e Columbella para ela mesma). 
Sinceramente, Columbella é uma grande vagabunda-egoísta-traidora-etc,etc,etc. Ela não tem respeito por ninguém, seja a filha, o marido, a mãe... ninguém. Em certos momentos ela é tão cruel e maldosa com a garota que dá pena.
Acontece que Jéssica aceita o cargo e acaba por permanecer por pena de Leila e em seguida por amor ao pai da menina. Eu costumo detestar livros com mocinhas que se apaixonam por homens casados, mas Columbella é tão detestável que até me esqueci deste detalhe.
A tensão na casa vai se tornando cada vez mais intensa, até culminar em uma morte, massss... terá sido um acidente ou um assassinato??? Eu fiquei me mordendo, ora de raiva, ora de curiosidade, ora de pena e assim por diante, mas tudo está tão bem distribuído que o livro se torna uma delicia.
O cenário é exótico e transmite todas as sensações do ambiente... pelo menos eu me senti assim :-) 
O amor é profundo, intenso, mas casto, uma vez que o mocinho é casado e eles jamais cometeriam um ato tão repugnante quanto o da traição, mesmo com Columbella traindo o marido abertamente.
Muito interessante o paralelo que Jéssica faz entre ela e Leila, afinal, ambas possuíam mães dominadoras e egoístas. tendo passado por tudo isto a maior parte da vida até aquele momento a mocinha desejava libertar a menina deste tormento, dando-lhe força e segurança.

Este é o meu exemplar. Acho a capa adorável. de certa forma a explosão de cores transmite calor e conforto, apesar da moça estar fugindo de/ou para algo.

Versão em inglês da minha capa. As cores estão muito mais belas neste exemplar.

Outra versão.

Parece capa de romance da biblioteca das moças :-)
Bem, pela aparência esta na capa é a própria Columbella e não a mocinha da história.

Nada a ver esta roupa em uma ilha tropical no verão ¬¬

Linda, linda capa. Ao ver esta imagem eu penso direto numa passagem do livro que se passa neste lugar.

Capinha genérica que não revela nada sobre a história... ou que dá a ideia de ser apenas um romance água com açúcar.

Woman Without a Past

La Mujer sin Pasado.

Phyllis A. Whitney.

COMENTÁRIOS:

Molly Hunt, escritora de 30 anos, bem sucedida profissionalmente, viúva, filha adotiva com apenas o pai vivo, fica curiosa e incomodada quando um belo e charmoso homem fica a observá-la na sala de espera de seu editor e antigo cunhado. Na sequência o homem faz uma revelação que a deixa chocada: Molly deve ser a irmã gêmea desaparecida de sua noiva.
Como Molly havia sido adotada muito pequena, fica na duvida; seria ela a filha desaparecida de uma família rica do Sul? Após uma conversa com seu pai adotivo ela quase chega a ter certeza de que é Cecelia, a criança sequestrada anos atrás. Para ter certeza, mesmo que insegura quanto a isso, Molly vai para Charleston a fim de conhecer a família Mountfort, com o auxílio de Charles, noivo de sua irmã.
Sua chegada não é muito tranquila. O primo de sua verdadeira mãe deixa claro que não acredita que ela seja Cecelia e quer vê-la o mais distante possível o mais rápido possível. A esposa dele, Honória, é uma senhora ágil, alegre, charmosa, exótica e que fala com espíritos (ela vai a procura de Molly para avisá-la do perigo que a aguarda se ela permanecer em Charleston).
Tudo isso, no entanto, parece perder a importância assim que Molly se encontra com sua bela e frágil irmã gêmea, Amélia. As duas se sentem unidas de forma surpreendente, como se jamais houvessem sido separadas. Com o tempo, no entanto, essa união corre o risco de acabar, já que Charles, noivo de Amélia (perdidamente apaixonada por ele desde criança) fica caindo de amores por Molly.
Sobre a mãe das duas, ela me deixou irritada praticamente todas as vezes em que apareceu. Segundo Molly fica sabendo,  a mãe havia ficado inconsolável com seu sequestro e a situação ficara pior quando o marido morrera. Com toda esta história de sofrimento a mulher rejeita a filha assim que a vê e, não satisfeita com isso, ainda coloca a moça em situação de risco pregando uma peça maldosa. Se eu fosse Molly jamais a perdoaria (na verdade ela rejeita a mãe quase até o fim da história, com medo da mulher desequilibrada).
Temos outros personagens, como Nathanial, o professor das crianças anos atrás, que havia morrido afogado no que se suspeitava fosse um crime e que falava pelos lábios de Honória (que o amara na época e continuava amando, mesmo casada com outro) desejando que sua morte fosse esclarecida (ele está morto a anos, mas é quase um personagem presente). Temos Dafne (filha do marido de Honória), Garry (escritor que está recolhendo material para escrever sobre a família Mountfort a pedido do marido de Honória), a mãe de Charles (espécie de governanta da família) e outros que aparecem um pouco menos. Ah, não posso esquecer da gatinha Miss Kitty, que é muito ativa e que vê espíritos :-D
Pois bem, a volta de Molly põe em risco vários segredos e alguém quer que ela desapareça, não poupando meios para isso, como tentar matá-la. É um livro interessante e me deixou curiosa para acompanhar o desenrolar da trama, mas não é fabuloso. Molly arrasta muito sua investigação, como se tivesse todo o tempo do mundo apesar de alegar que quer resolver tudo e partir para longe do Sul, de volta ao Norte, onde fora criada. 
Alguns segredos que são revelados são legais, outros eu esperava mais. O romance não é ardente nem nada assim. Nem se quer um abraço ou roçar de lábios. Molly sente-se atraída por Charles porque ele é belíssimo e perfeito como o protagonista de um livro e fica curiosa e irritada com Garry por ele ser um tanto grosseiro e imperfeito, então, temos um triângulo amoroso suave... ou seria quadrilátero, já que Amélia era noiva de Charles e o amava profundamente? Recomendo.

AQUI!!!! (em espanhol)

Simples, bonita mas sem personalidade.

Mesma coisa da capa acima.

Eu gosto de casais nas capas, mas esta... sei lá... ficou estranha.

Uma Janela Sobre a Praça

Window on the Square.

Phyllis A. Whitney.


COMENTÁRIOS:



A história se passa em Nova York, no ano de 1870, durante o Outono. A protagonista, Megan Kincaid, ainda sofre pela morte da mãe e do irmão mais novo, atropelados por uma carruagem descontrolada. A moça havia assumido os trabalhos de costura de sua mãe, mas era uma costureira medíocre e não acreditava conseguir manter as clientes da mãe por muito tempo.
É neste estado de espírito que Megan recebe uma mensagem da Sra. Brandon Reid, viúva de Dwight Reid, famoso advogado e benfeitor da cidade e agora esposa do antigo cunhado, Brandon Reid. A morte de Dwight havia gerado muitas especulações na época, especialmente por ter sido causada por um tiro acidental desferido por seu filho de sete anos, Jeremy.
Ao chegar na casa dos Reid, a moça fica surpresa ao ser entrevistada por Brandon Reid ao invés de sua esposa. O homem se desculpa por tê-la convocado sob falsos pretextos, pois na verdade ele gostaria que ela cuidasse de seu sobrinho Jeremy. Como o irmão da moça era deficiente e ela sempre se dedicara a ele, ensinando-o, protegendo-o e cuidando-o, ocorrera a Brandon que ela era a pessoa indicada para cuidar de seu sobrinho.
O menino, após o acidente, estava se afastando cada vez mais da família e pessoas em geral, vivendo em meio a morbidez do passado, cada vez mais agressivo. Tocada pelo problema da criança Megan aceita o emprego e se muda para a casa da família na Washington Square, sob o pretexto de costurar para a irmã de Jeremy.
Claro que as coisas não são exatamente o que pareciam vistas de fora. Fazendo parte do dia a dia da casa, Megan percebe que o relacionamento do casal Reid é muito complexo. O homem parece dedicado e ardentemente apaixonado pela esposa, que se mostra fria e distante. A criada pessoal da Sra. Reid cuida das crianças, favorecendo abertamente a menina, Selina, e maltratando o menino sempre que possível. Passa a fazer o mesmo com Megan, perseguindo-a e afrontando-a. O único que parece simpatizar com a moça é o professor das crianças, Sr. Beach, e mesmo ele acredita que a missão de Megan é uma causa perdida.
Megan não é nenhuma mocinha assustada, o que me deixou bem satisfeita. Ela decide ajudar o menino e se esforça por isso, mesmo com as reações negativas dele, mesmo com o ódio que demonstra. De quebra também se aproxima da menina e acaba por se afeiçoar pelas duas crianças. Quando a criada peste tenta interferir, prejudicando o menino, Megan se mostra firme, afastando a mulher e assumindo por completo os cuidados em relação a ele.
Em meio a tudo isso, a moça fica se questionando o que realmente aconteceu entre Jeremy e seu pai. Por que todos parecem ter medo do menino? Por que não a querem naquela casa? por que a Sra. reid passa a maior parte do tempo trancada em seu quarto e por que o professor quer que ela parta para que algo terrível (nas palavras dele) não aconteça?
Algumas respostas vão surgindo com o tempo, assim como o amor que ela passa a sentir por Brandon Reid. Eu realmente não gosto de histórias em que um dos protagonistas é casado com outra pessoa, mas a situação é tão bem resolvida, que fica totalmente aceitável.
Eu considero este um dos melhores livros de Phyllis A. Whitney e recomendo para quem gosta de um romance cheio de suspense, mistério, com uma mocinha que não para até descobrir a verdade e que luta para proteger os seus e que não recua frente a qualquer impedimento. Além disso tudo, Brandon Reid é um protagonista de peso. A melhor definição possível para "alto, sombrio, bonito e misterioso" hehehehehe.

Capa do meu exemplar.

Eu acho esta capa muito, muito linda.

Não chega a ser feia, mas senti falta da mocinha em primeiro plano :-)

Eu gostei bastante desta capa, mas ela tem algo de muito errado: a época. Esta mocinha não está vestida de forma adequada.

Uma Voz na Penumbra

Listen for the Whisperer.

Phyllis A. Whitney.

SINOPSE:

Quando o pai da jovem Leigh falece, deixa um pedido e um conflito para filha: esta deve ir conhecer a mãe, Helen Bradley, famosa ex-estrela de Hollywood que abandonou o cinema devido a uma tragédia ocorrida durante a realização de seu último filme, anos atrás...
Em seus sentimentos ambivalentes pela mãe, Leigh começa uma cruzada pessoal - para descobrir a verdade sobre Helen e também a verdade sobre o crime em seu passado... O que parece despertar a ira de alguém... Alguém que não deseja que Leigh investigue.



COMENTÁRIOS:

A protagonista deste livro teve como pai um famoso escritor, cujos livros foram adaptados para o cinema e uma famosa mãe, estrela de muitos filmes na época de ouro de Hollywood. Leigh cresceu sem conhecer pessoalmente a mãe, vendo-a através dos filmes que havia feito antes de se retirar do cinema no auge da carreira. A ausência desta mãe e o fato de saber que havia sido entregue ao pai logo após o nascimento fez com que a jovem se tornasse adulta com a amargura e o ressentimento cada vez mais fortes em seu coração. Não lhe faltou o amor de uma mãe, pois seu pai havia casado e ele fora muito feliz em companhia dele e da madrasta, mas jamais conseguira colocar de lado o fato da mãe natural tê-la entregue e nunca mais ter se interessado por ela.
Após a morte do pai Leigh se vê numa situação que a deixa confusa. Havia prometido a ele que iria a procura de sua mãe e que entregaria a ela um peso de papel feito de âmbar que, aparentemente representara algo para o casal. Após a hesitação inicial ela parte para Bergen, na Noruega, ao encontro de um amigo de seu pai que se despusera a conseguir uma entrevista entre ela e Laura Worth sob o pretexto de que ela era uma jornalista fazendo uma matéria sobre antigas estrelas de Hollywood.
Na realidade Leigh tinha intenção de provocar a mãe e atormentá-la, usando como munição a retirada dela do mundo do cinema após a morte, no set de filmagem, do diretor da adaptação do livro mais famoso de seu pai, Sussurros. Este crime jamais havia sido solucionado e aos poucos se torna uma obsessão para a jovem.
Sob o falso pretexto de estar escrevendo a tal história sobre as divas do cinema Leigh se hospeda na casa de Laura e de seu marido, onde também moram a cunhada de Laura e sua governanta. É nesta casa que a moça passa a presenciar coisas que a assustam e enchem de curiosidade.
Laura mantém um quarto com seus vestidos, acessórios e demais lembranças do cinema e dá liberdade a moça para ver tudo a fim de escrever seu artigo. Neste quarto se encontra, trancado a sete chaves em um baú, o vestido que ela usara na cena principal de Sussurros, assim como castiçais usados na cena. Eu confesso que se estivesse no lugar de Leigh daria pulos de alegria! Imaginem estar em um quartos com roupas usadas em filmes da década de 40? Muito legalllll!!!!
Bom, tanto Laura quanto Leigh começam a escutar sussurros pela casa que dizem "Escute... Escute", exatamente como acontecia na sequencia final do filme. Além disso acidentes acontecem e Leigh escapa da morte por pouco mais de uma vez. 
Não demora muito para que Laura descubra que Leigh é sua filha. Não esperem por uma cena cheia de lágrimas. Uma é a mulher que abandonou a filha e nunca se arrependeu disso e a outra é a filha mais parecida com a mãe do que gostaria e que se ressente do passado. É interessante ver como as duas convivem e como são forçadas a se unir para descobrir o que está acontecendo com elas e o que aconteceu cerca de vinte anos atrás.
A parte romântica é deixada bem de lado. O amigo do pai de Leigh é seu interesse romântico, mas a coisa mal é citada, os encontros são poucos, etc. Não atrapalha a história, uma vez que o foco está no mistério e no relacionamento entre mãe e filha.
Um bom livro de Phyllis Whitney que eu recomendo.


Apesar do cenário ser bizarro e realmente não ter nada a ver com a história, eu gosto muito da moça com cabelos loiros, de seu lenço esvoaçante e casaco azul.
Esta é a capa do meu exemplar.

Versão em inglês da mesma arte.

Chamo este tipo de capa de Capa Genérica. Não diz nada sobre a história.

Sete Lágrimas para Apolo

Seven Tears for Apolo.


Phyllis A. Whitney.


COMENTÁRIO:

Em Sete Lágrimas para Apolo, a protagonista, Dorcas Brandt, na esperança de fugir dos estranhos incidentes que a atormentam desde a morte de seu misterioso e violento marido Gino (ela crê estar sendo perseguida pelos homens com quem o marido mantinha negócios ilícitos envolvendo objetos de arte) viaja para a ilha de Rhodes com sua pequena filha, a "madrasta" de Gino e um conhecido desta. Para pavor de Dorcas a perseguição continua em Rhodes e de repente ela se vê envolvida em algo muito mais complicado do que esperava.
Bem, este é um dos romances menos conhecidos de Whitney e um dos raros em que a história se passa fora das Américas. Foi difícil para mim não compará-lo com os muitos livros de Mary Stewart que também se passam na Grécia e que são fantásticos, tanto no desenvolvimento da trama quanto na ambientação. Whitney não consegue se sair bem em nenhum destes quesitos.
O enredo de Sete Lágrimas é fraco e a personagem principal é tão depressiva e insegura que se torna irritante. Eu entendo que ela é uma mulher frágil tentando se recuperar de um casamento abusivo, mas não consegui sentir muita empatia por ela, além disso, até o fim do livro não compreendi porque uma mulher como ela se casou com alguém como Gino.
Meu maior problema com a história, no entanto, diz respeito a relação de Dorcas com Fernanda Ferrar, a pessoa que ocupara o lugar de mãe na vida de Gino. Fernanda me deixou muito irritada com a sua convicção de que Gino era um anjo perfeito, marido amoroso e que Dorcas era uma pessoa desequilibrada emocionalmente e psicologicamente.
Fernanda supervisionava a vida da filha de Dorcas com Gino como se fosse sua avó, passando por cima das decisões de Dorcas, que na maioria das vezes agradecia por este cuidado e não revelava a Fernanda o terror que fora seu casamento. O que acaba por acontecer é uma constante batalha de vontades geralmente ganhas por Fernanda. Dorcas sempre acaba por voltar atrás acatando as decisões alheias, alegando para si mesma que a pessoa em questão tinha bons motivos para dizer ou fazer o que fazia, que ela é quem estava errada, que ela deveria repensar tudo... minha nossa, isso me deixou muito irritada. Páginas e páginas com esta mulher realmente incapaz de fazer algo por si mesma sem mudar de ideia porque os outros assim desejavam, especialmente Fernanda. Dorcas não é uma mulher, é uma ratazana!
Difícil de entender também é porque Dorcas acreditou que Rhodes seria um lugar seguro, uma vez que era a terra de origem de seu falecido marido e onde ela suspeitava que ele mantinha negócios. Nem se quer ela tenta descobrir em que o marido estava envolvido, na esperança de resolver seus problemas, obcecada apenas com a ideia de encontrar a esposa do melhor amigo de seu pai, que tentara ajudá-la a fugir de Gino mas que fora atropelado e morrera (que dúvida que Gino fora quem atropelara o pobre homem). Depois da morte do marido a mulher se fora para Rhodes.
Sobre o mocinho, ele aparece pouco e não é realmente importante para o desenvolvimento da trama. Repetidas vezes desconfia das palavras de Dorcas e não acredita que ela esteja sendo perseguida ou que corra perigo. Não é possível simpatizar muito com alguém que não apoia a mulher por quem diz estar apaixonado. Bem, talvez se ele tivesse tido mais cenas no livro teria sido mais fácil simpatizar com ele ou até mesmo sentir algo por ele que não indiferença.
Sete Lágrimas para Apolo tem uma trama lenta, detendo-se em descrever o estado psicológico da protagonista e sem envolver na parte descritiva (você não sente que está no lugar, infelizmente) e o romance é mais do que morno; o casal de protagonistas carece de charme e interesse.
Sou uma fã de Whitney, embora confesse que alguns de seus livros me frustraram; este Sete Lágrimas para Apolo é um deles, mas mesmo assim recomendo. É uma literatura mais do que interessante se comparada com o que temos visto a venda por aí.

A capa fecha com a história e até que é interessante. Talvez fosse mais atraente se não tivesse ficado tão vermelha. O problema é que não consigo lembrar a cor dos cabelos da mocinha com certeza. Se não me engano ela era loira mesmo.

Eu amo esta capa. Acho a moça apoiada na coluna tão interessante, embora a coluna esteja inserida na capa como se fosse uma colagem. Este artista fez capas muito bonitas e eu felizmente tenho algumas delas :-)

Nada a ver. Está mais para capa de livro da Daoma Winston. Muito femme fatale esta mulher.

Bela capa, embora não muito criativa. Prefiro sempre a dama em perigo na frente do livro :-)

 
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