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Belas Maldições

Belas Maldições:
As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa
Good Omens

Neil Gaiman e Terry Pratchett


SINOPSE:


Conforme as Profecias de Agnes Nutter, o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles precisam encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já tenha visto em algum filme, é um menino que adora seu cachorro, se importa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível. E, como se ainda não fosse o bastante, eles ainda têm de lidar com o domingo... 

" Crianças! Provocar o Armagedon pode ser perigoso. Não tentem isso em casa."
COMENTÁRIOS:

Belas Maldições foi o primeiro livro escrito por Terry Pratchett que já li. Bem, ele não é exclusivamente do Terry Pratchett, já que foi escrito a quatro mãos com Neil Gaiman (e foi por causa do Neil que eu quis ler o livro).

Trata-se de uma comédia muito britânica sobre o nascimento do filho de Satanás, o fim dos tempos e as tentativas de Aziraphale - o Anjo e Crowley - o Demônio. Uma subtrama apresenta a reunião dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse: Guerra, Fome, Poluição (a Peste se aposentou após a descoberta da Penicilina) e Morte (que lembra um pouco o adorável Morte, do Discworld), outra mostra a Bruxa Anathema Device e Newton Pulsifer, um Caçador de Bruxas e a ultima mostra o Anticristo com seus amiguinhos (claro que temos mais passagens com personagens diferentes, mas são personagens menores; não pensem, no entanto, que são menos engraçados).
Aziraphale era o Anjo responsável pelo Jardim do Éden; agora ele tem uma livraria e um pouco de peso extra. Crowley era a Serpente que tentou Eva com a maçã; agora ele tem um super carro onde escuta suas fitas de rock e faz seu serviço. Os dois são amigos (apesar de fingirem tanto para o Céu quanto para o Inferno que são inimigos) e desenvolveram um gosto bem problemático pela humanidade e os prazeres que ela pode lhes proporcionar, sendo assim, o Apocalipse não é nada bem vindo.
Os amigos Anjo e Demônio decidem trabalhar juntos e manter os olhos sobre o Anticristo, destinado a ser o filho de um diplomata americano proeminente na Grã-Bretanha e assim garantir que ele crescesse de forma a equilibrar bem e mal e impedir o Apocalipse. O engraçado é que Warlock, que todos (ou quase) pensam ser o Anticristo é na verdade uma criança normal de 11 anos. No dia do nascimento do menino e do verdadeiro Anticristo houve um engano e as crianças foram trocadas. O Anticristo se chama Adam Young (irônico), um menino simpático e carismático que viveu da forma mais normal possível, ama os pais ingleses, os amigos e não tem ideia dos seus poderes ( a parte das freiras satanistas é tão hilária que me fez gargalhar).
No meio desta trama toda temos Agnes Nutter, uma Bruxa do século 17 que escreveu um livro chamado As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa. As profecias feitas por ela não faziam muito sucesso por que ninguém conseguia entendê-las, já que eram muito enigmáticas e, ironicamente, muito verdadeiras. Apenas uma cópia deste livro existia e pertencia a descendente direta de Agnes, Anathema. O parceiro de aventura da moça é Newton Pulsifer, descendente do homem que levou Agnes as chamas.
Aqui estão, então, nossos personagens principais: Um Anjo que comercializa livros raros, um Demônio que foi rastejando lentamente para baixo, os Cavaleiros do Apocalipse, uma Bruxa que morreu a 330 anos, uma Praticante de Ocultismo descendente de Agnes, o descendente de um Caçados de Bruxas, o garoto Anticristo e... O CÃO.
PASSAGEM INICIAL DO LIVRO:

No inicio

Era um belo dia.
Todos haviam sido belos. Não tinham acontecido mais de sete deles até então, e a chuva ainda não havia sido inventada. Mas as nuvens que se reuniam em massa a leste do Éden sugeriam que a primeira tempestade estava a caminho, e ia ser das grandes.
O anjo do Portão Leste cobriu a cabeça com as asas para se proteger dos primeiros pingos.— Desculpe — disse educadamente. — O que estava dizendo mesmo?
— Eu disse: aquele lá caiu feito um balão de chumbo — falou a serpente.
— Ah, é — retrucou o Anjo, cujo nome era Aziraphale.
— Acho que foi uma reação exagerada, para ser franco — comentou a serpente. — Quero dizer, foi um delito primário. Não vejo o que há de tão errado em saber a diferença entre o bem e o mal.
— Deve ser ruim — contemporizou Aziraphale, no tom de voz ligeiramente perturbado de quem também não vê o que há de errado e está preocupado com isso. — Senão você não teria se envolvido.
— Eles só disseram: suba lá e crie algum caso — disse a serpente, cujo nome era Crawly, embora agora estivesse pensando em mudá-lo. Rastejar,decidira, não tinha nada a ver com ele.
— Sim, mas você é um demônio. Não sei se realmente é possível você fazer alguma coisa de bom — disse Aziraphale. — É da sua natureza básica,sabia? Nada pessoal, você entende.
— Mas você tem que admitir que é meio que uma pantomima esse negócio — disse Crawly. — Quero dizer, apontar para a Árvore e dizer "Não Toque", em maiúsculas. Não é lá muito sutil, né? Por que não colocá-la no alto de uma montanha ou num lugar bem distante? Você não se pergunta o que Ele está realmente planejando?
— É melhor não especular — disse Aziraphale. — Não é possível adivinhar o inefável, é o que eu sempre digo. Existe o Certo e existe o Errado. Se você fizer o Errado quando lhe dizem para fazer o Certo, merece ser punido.Ahn.
Ficaram sentados num silêncio envergonhado, observando a gotas de chuva machucarem as primeiras flores. Então Crawly finalmente perguntou:
— Você não tinha uma espada flamejante?
— Ahn — disse o anjo. Uma expressão de culpa passou por seu rosto, e então voltou e acampou ali.
— Você tinha, não tinha? — perguntou Crawly. — Flamejava como não havia igual.
— Ahn, bem...
— Parecia muito impressionante, na minha opinião.
— Sim, mas, bem...
— Você a perdeu?
— Não! Não, perder exatamente não, foi...
— E aí?
Aziraphale parecia arrasado.
— Se você quer saber — disse, um pouco hesitante. — Eu a dei.
Crawly não tirava os olhos dele.
— Bem, eu tive que fazer isso — explicou o anjo, esfregando as mãos distraído. — Eles estavam sentindo tanto frio, coitadinhos, e ela já estava grávida, e com aqueles animais terríveis lá fora e a tempestade armando, eu pensei, que mal pode haver?, e disse, escutem, se vocês voltarem vai haver um banzé celestial, mas pode ser que precisem desta espada, por isso aqui está,nada de agradecimentos, só façam um grande favor a todos e não estejam aqui quando o sol se puser.
Sorriu preocupado para Crawly.
Foi melhor coisa fazer, não foi?
— Não sei se realmente é possível você fazer alguma coisa de ruim —disse Crawly sarcástico. Aziraphale não reparou.
— Ah, assim espero. Espero realmente. Isso me preocupou a tarde toda.
Ficaram algum tempo olhando a chuva.
— Engraçado — disse Crawly. — Eu também fico me perguntando se aquele negócio da maçã foi a coisa certa a fazer. Um demônio pode se meter numa boa confusão fazendo a coisa certa. — Cutucou o anjo. — Não seria engraçado se a gente entendeu tudo errado? Não seria engraçado se eu fiz a coisa boa e você a coisa ruim, hein?
— Realmente não — disse Aziraphale.
Crawly ficou olhando a chuva.
— Não — disse, ficando mais sério. — Acho que não.
Cortinas negras rolavam sobre o Éden. O trovão rugia por entre as colinas.Os animais, recém-batizados, encolhiam-se de medo da tempestade.
Longe dali, nas florestas úmidas, alguma coisa brilhante e feroz tremeluzia por entre as árvores.
Ia ser uma noite escura e tempestuosa.


PERSONAGENS:

SERES SOBRENATURAIS

Deus (Deus).
Metatron (A Voz de Deus).
Aziraphale (Um anjo e comerciante de livros raros em meio expediente).
Satã (Um Anjo Caído; o Adversário).
Belzebu (Outro Anjo Caído e Príncipe do Inferno).
Hastur (Um Anjo Caído e Duque do Inferno).
Ligur (Outro Anjo Caído e Duque do Inferno).
Crowley (Um Anjo que não chegou exatamente a Cair, apenas foi Rastejando Lentamente para Baixo).

CAVALEIROS DO APOCALIPSE

MORTE (Morte).
Guerra (Guerra).
Fome (Fome).
Poluição (Poluição).

HUMANOS

Não-Cometerás-Adultério Pulsifer (Um Caçador de Bruxas).
Agnes Nutter (Uma Profetisa).
Newton Pulsifer (Escriturário e Recruta Caçador de Bruxas).
Anathema Device (Prática em Ocultismo e Descendente Profissional).
Shadwell (Sargento Caçador de Bruxas).
Madame Tracy (Jezebel Pintada [somente as quintas de manhã, horário a combinar] e Médium).
Irmã Maria Loquaz (Uma Freira Satânica da Ordem Faladora de Sta. Beryl).
Sr. Young (Um Pai).
Sr. Tyler (Um Presidente de uma Associação de Moradores).
Um Courier.

ELES

ADAM (Um Anticristo).
Pepper (Uma Garota).
Wensleydale (Um Garoto).
Brian (Um Garoto).

Coro Completo de tibetanos, alienígenas, americanos, atlantes e outrasraras e estranhas Criaturas dos Últimos Dias.

E:

Cão (Cão satânico e caçador de gatos).
Eu não quero escrever muito sobre o livro senão vou entregar a história e não vou parar tão cedo. Apenas recomendo muito, muito, muito, especialmente para quem gosta de algo com humor irônico, sutil e elegante, extremamente bem escrito e criativo e que traga lágrimas aos olhos por conta das risadas.

O Aprendiz de Morte


Mort

Terry Pratchett

SINOPSE:

No quarto volume de Discworld, Morte, um esqueleto com brilhantes luzes azuis em suas órbitas oculares e dono de uma voz semelhante a " lajes de chumbo caindo sobre granito" , oferece a Mortimer, um desajeitado rapaz de interior, uma proposta irrecusável: tornar-se seu aprendiz. Após receber a garantia de que não é preciso estar morto para conseguir esse trabalho, Mort aceita o cargo. Mas os conflitos surgem quando a descoberta do amor passa a interferir nas responsabilidades do garoto. Apaixonado pela princesa Keli e incumbido de matá-la, o rapaz não consegue cumprir sua tarefa. Ao invés de atingir a garota com a foice da morte, Mortimer desfere o golpe mortal contra o assassino, criando assim uma realidade paralela, que entra em conflito com o destino.

COMENTÁRIOS:

Neste quarto volume do Discworld conhecemos o personagem-título, Mortimer "Mort", um jovem desajeitado e desastrado, que é levado pelo pai até a feira da cidade para se tornar Aprendiz, caso algum Mestre se interesse por ele. Quando o rapaz é escolhido por Morte para ser seu aprendiz, Mortimer mergulha em um mundo fantástico e se envolve numa situação bem problemática. 
As personagens principais são, como sempre, perfeitas; temos Mort, Morte, sua filha adotiva, Ysabell, o criado de Morte (personagem recorrente em outros livros do Disco e persona muito importante na Universidade Invisível), a princesa, o vilão... todos são perfeitos nos mínimos detalhes. 
Ao longo da história é incrível acompanhar o crescimento do rapaz, deixando de ser um jovem desastrado, desengonçado e sem habilidades e se tornando um Morte perfeito, cometendo erros mas corrigindo-os, sem jamais desistir. Um personagem simplesmente de tirar o fôlego, uma trama de tirar o fôlego, um livro de tirar o fôlego.
O livro em si já seria perfeito só por ter um foco maior sobre Morte, que eu amo, especialmente por ser a personagem mais divertida do Disco. Morte é adoravelmente ingênuo, cheio de vontade de viver, delicadeza e uma amor inesgotável por gatos.
Pois bem, Morte sai de férias (quando acaba testando outros tipos de "empregos") e deixa seu aprendiz cuidando dos negócios. O rapaz não consegue usar a foice na Princesa Keli, pois fica encantado por ela depois de vê-la e acaba por impedir a morte da moça, interrompendo seu assassino e levando aquele que a mataria. Claro que isso provoca reações e duas realidades começam a entrar em choque. Mort começa então a tentar corrigir o desastre que provocou, com a ajuda da reclamona Ybabell (sim, o Morte tem uma filha e ela é humana, tem 16 anos há séculos e usa camisolas rendadas).
Muitas situações hilárias tem lugar e, na minha opinião, este é um dos livros mais engraçados do Disco e um dos meu favoritos. É hilário quando a Princesa contrata um "assistente" para reconhecê-la como viva perante seus súditos, pois, como ela deveria estar morta, as pessoas ficam confusas, tentando corrigir o erro sem nem perceberem. É hilário ver Morte trabalhando como cozinheiro. É hilário... bom TUDO é hilário e eu recomendo cada página, parágrafo, frase e letra deste livro :-D

AQUI!!!!

Esta é a capa divertida do meu exemplar.

Versão em Inglês da mesma arte.

Outro modelo de capa. Mais discreta.

Variação de cor.

Eu gostei muito, muito mesmo desta capa, hehehehehehe.

Direitos Iguais, Rituais Iguais

Terry Pratchett

SINOPSE:


À procura do oitavo filho de um oitavo filho para sucedê-lo, o mago Drum Billet encontra, momentos antes de morrer, um recém-nascido na casa de um aldeão. A sina parece estar certa - só que o bebê é uma menina. Assim a garota Esk começa sua complicada aventura de juntar a magia da natureza - a força da Terra que mulheres trazem em si - com as forças cósmicas que os grandes magos invocam... Para ajudá-la, entra em cena a Vovó Cera do Tempo, uma bruxa cheia de feitiços e de poderes "animais", que tenta driblar os preconceitos e levar a menina à Universidade Invisível - onde, por tradição, só estudam rapazes.



COMENTÁRIOS:


Direitos Iguais, Rituais Iguais é o terceiro romance do Discworld, mas você pode ler este sem ter lido os anteriores.
A beira da morte o mago Drum Billet precisa encontrar alguém para passar seu cajado e poderes, sendo necessário encontrar um oitavo filho de um oitavo filho, mas, ao achar a criança que acabara de nascer, se depara com uma menina. Sem tempo para continuar sua busca ele entrega seu legado a menina; acontece que apenas homens podem ser magos e mulheres são sempre bruxas.Está feita a confusão.
A menina Eskarina cresce e é tomada sob a guarda de Vovó Cera do Tempo, a bruxa da aldeia local. Vovó treina Esk para ser bruxa, mas percebe na menina o poder da magia e decide levá-la até a Universidade Invisível, para que Esk se torne uma das alunas.
Esk é uma personagem infantil rara (ela tem 8 anos nesta história), do tipo que não irrita nem incomoda, muito pelo contrário. A menina é inteligente e ponderada; decidida e esperta. Junto a Vovó Cera do Tempo rende ótimos momentos durante a viagem que empreendem até Ankh-Morpork.
Ao chegarem na Universidade Invisível Esk precisa provar aos condescendentes magos que ela tem inteligencia e capacidade de ser uma maga (como magos são homens e mulheres são bruxas há um grande preconceito em relação ao assunto). Esk consegue provar a todos que estão errados através da esperteza, amizade e força bruta. 
O enredo do livro é bem simples: a introdução sobre o nascimento de Esk e seus ensinamentos como bruxa, a viagem para a cidade grande e o encerramento na Universidade Invisível, após uma ameaça ao mundo provocada pelo paradoxo de uma maga.
Eu sou suspeita para fazer criticas aos livros do Terry Pratchett. Não sou grande fã das histórias com as bruxas do Disco, mas este livro é muito divertido e, mesmo quando não são excelentes, eles são bons. Se você quer diálogos ótimos, um senso de humor fino e ácido e uma história inteligente, caia de cabeça.

AQUI!!!!

Esta é a capa do meu exemplar. 
Eu realmente amo a arte destas capas, pois são únicas.
Muito divertida esta série de capas.
Não gostei muito desta capa.
Sobre esta capa, só posso dizer que apesar de legal, 
ela transmite uma ideia errada sobre o tipo de livro que é a série do Disco.

Série Discworld 1 e 2


The Color of the Magic 1 - The Light Fantastic 2

Terry Pratchett.


SINOPSE:


A Cor da Magia é o primeiro livro da cultuada série Discworld, seguida por A Luz Fantástica. Nos dois livros temos as aventuras do mago Rincewind e do estranho turista Duas-Flor, tudo com muito bom humor. Nessas aventuras, os personagens praticamente fazem um tour pelo disco, o que os leva a encontrar um grande herói, um terrível demônio e dragões, além de se aproximarem perigosamente da borda do mundo.























SOBRE O QUE SE TRATA:

A Cor da Magia é uma novela de fantasia publicada em 1983 por Terry Pratchett, sendo o primeiro livro da série Discworld. A Luz Fantástica foi publicada em 1986 e é uma sequência direta do primeiro volume. Os livros fazem uma sátira aos livros de aventuras fantástica, entre outras coisas.

O personagem principal é o cínico e incompetente mago Rincewind. Ele involuntariamente torna-se um guia para o ingênuo Duas-Flor, o primeiro e único turista do Discworld
Forçados a sair da cidade de Ank-Morpork para fugir de um terrível incêndio, começam uma jornada pelo Disco afora, passando por várias aventuras e quase sempre escapando da morte (ou, no caso do Disco, DO MORTE) no ultimo segundo.

COMENTÁRIOS:

Todos os livros que tem como cenário o Discworld são de temática fantástica... mais precisamente uma sátira do gênero. Os dois primeiros volumes contam as desventuras de Rincewind (o pior mago do Disco e sem dúvida o mais covarde) e de Duas-Flor, um viajante totalmente sem noção, mas repleto de otimismo e que possui um baú mágico a quem chama de Bagagem (e que, além de guardar muito dinheiro e os demais pertences de seu dono, devora pessoas).
Como uma apaixonada por RPG, que já experimentou Dungeons and Dragons e Gurps (entre outros), o universo do Disco é um grande presente. Junte a isso um humor seco e charmoso, que extrai risadas de situações absurdas e desconstrói a visão de heróis que estamos acostumados a ter (temos uma paródia de Conan), usa sabiamente a ironia e o sarcasmo e nos presenteia com diálogos perfeitos.
Eu sou uma fã confessa do humor britânico e Terry Pratchett é meu autor favorito. Ele me fez gargalhar em meio a uma grave crise de depressão e isso, isso foi um milagre! desde então eu compro tudo o que acho dos escritos dele :-)
Para dar uma ideia da criatividade de Pratchett, vamos a descrição do Disco: Discworld é plano, apoiado por quatro elefantes que estão sobre o casco de uma tartaruga gigante chamada A`tuin que cruza o universo, então, quando os moradores do Disco falam em uma queda de água que fica no fim do mundo, ela fica mesmo e a queda leva ao espaço.
A morte, no Disco, é O MORTE e ele é um esqueleto que usa um manto negro e monta um lindo e fofo cavalo chamado Binky e... ama gatinhos :-D
O grande guerreiro Cohen é um velho de mais de 80 anos, dragões "não existem" mesmo quando "não são vistos", pois as pessoas tem uma espécie de dispositivo de segurança, hahahahaha.
Para completar, temos a Universidade Invisível, reduto dos magos do Disco e, depois do Morte, meus favoritos.
Estes dois livros foram transformados em filme e eu recomendo. Os livros acabam sendo mais engraçados, mas o filme fica pouco atrás. 


O MORTE


No Blog Pensamentos de Uma Batata Transgênica há um bom review do filme. Vale a pena ler.


Filme


No Blog Vortex Cultural há uma boa resenha sobre os trabalhos de Pratchett referentes ao Disco.

A Cor da Magia:

Resumindo, o primeiro livro nos apresenta ao mundo fantástico do Discworld e seus personagens, com o mago (que só sabe um feitiço) Rincewind servindo de guia para o turista Duas-Flor, atrás de heróis, bárbaros e o que for, para que tudo seja registrado pela máquina fotográfica de Duas-Flor e para que ele possa ter aventuras que possa contar ao voltar para seu continente... e posso dizer que os dois enfrentam de tudo: trolls, guerreiros, assassinos, monstros e por aí a fora.

A Luz Fantástica:

O segundo livro começa onde o anterior parou: a queda de Rincewind e de Duas-Flor do Disco, salvos pelo Oitavo (o único feitiço que o mago sabe) na ultima hora. A partir daí ficamos sabendo mais coisas sobre o Oitavo e nossos "heróis" devem voltar a cidade de Ankh-Morpork para evitar que um desastre aconteça, já que uma estrela está em rota de colisão com a Grande A`tuin e o feitiço que poderia impedir este desastre fugiu para a cabeça de um certo mago quando ele ainda era um estudante...quem será este mago????


Rincewind e Duas-Flor, em cena do filme.

Magos, adorados, Magos :-D

Terry Pratchett, o maior de todos os Magos.


O Fabuloso Maurício...

O Fabuloso Maurício e seus Roedores Letrados

Terry Pratchett


Hoje vou comentar um de meus livros favoritos, escrito pelo meu autor favorito, Terry Pratchett, o homem que criou o fabuloso Discworld e que tornou minha vida mais cheia de cor e magia.
A primeira vez que li Pratchett não contou muito, pois ele havia escrito a quatro mãos com Neil Gaiman, mas as características básicas do texto dele estão lá, tornando o sombrio Gaiman bem mais alegre e cômico.
Visitando Porto Alegre durante uma das feiras do livro eu vi aquele livro com uma capa chamativa que me despertou o interesse. O livro em questão era o primeiro da série do Disco e se chama A Cor da Magia. Eu simplesmente não pude resistir; depois de encontrar o livro em várias bancas acabei por comprá-lo.
Na época eu estava passando por uma crise de depressão pesada e não via muita graça nas coisas. Foi nesta fase que eu sentei no chão da casa do irmão da minha melhor amiga, depois de batermos pernas o dia todo num calor de 40 graus e abri o livro enquanto esperava ela sair do banho para eu poder ter a minha vez. Naquele chão acarpetado, apoiada no sofá, eu dei uma gargalhada. A partir daí eu estava perdida! Terry Pratchett me conquistou para sempre.
Anos depois, com a estante cheia de livros dele, eu adquiri O Fabuloso Mauricio e, acreditem, foi um dos melhores. A trama é fantástica, as personagens, os diálogos, tudo funciona de forma incrível. O Fabuloso Mauricio é aquele tipo de livro que você pega e já depois de uma página não quer largar por nada.
Agora você pode estar se perguntando: Mas sobre o que trata este livro fantástico? E eu respondo: É o seguinte...

Maurício é um gato muito inteligente, manipulador, ganancioso e que fala. Aproveitando-se destes dons ele manipula um garoto tocador de flauta e um grupo de ratos, também inteligentes e falantes. O grupo sai de cidade em cidade fingindo que o lugar está sob uma infestação de ratos, para então o garoto aparecer com sua flauta, tocá-la e retirar os ratos da cidade. 
A organização dos ratos é divertidíssima e os sustos que eles pregam nos humanos para que estes chamem o flautista e seu gato é mais ainda. Outro plus são os nomes, extremamente divertidos, como o ratinho albino chamado Perigoso Feijão, a ratinha Pêssegos, o corajoso Bronzeado Intenso... (a explicação do porquê destes nomes é ótima).
A história tem lugar em uma cidadezinha que já diz ter problemas com ratos, mas algo está muito errado. A partir daqui temos muita ação e suspense, além dos diálogos cômicos e situações que provocam risadas e uma mocinha inesquecível: Malícia Grima!
Acompanhamos a investigação de Mauricio e do menino Keith, com ajuda de Malicia e também as aventuras dos ratinhos nos esgotos e porões da cidade. Junto a tudo isto ainda temos os questionamentos dos ratinhos sobre o que realmente são, se há vida após a morte, que futuro terão, além de uma crise entre os ratos mais velhos e mais jovens, uma vez que os mais velhos tem dificuldade em aceitar a nova vida com inteligencia superior e "a palavra".

O Fabuloso Mauricio se passa no mundo do Disco, ou melhor, no Discworld, lugar plano, cheio de magia, com guerreiros, criaturas míticas, um Morte hilário (vou falar sobre ele em outro post), deuses, guildas e uma Universidade Invisível onde certos ratinhos comeram o lixo.


Este é Terry Pratchett :-D


“Como disse o Fabuloso Maurício, era apenas uma história sobre pessoas e ratos. E a parte difícil era diferenciar as pessoas dos ratos.”

 
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