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Metamorfose?

Changeless - Metamorfose?

The Parasol Protectorate Vol 2 - O Protetorado da Sombrinha vol 2

Gail Carriger

2010




SINOPSE:

Alexia Maccon, a esposa do Conde de Woolsey, é arrancada do sono cedo demais, no meio da tarde, porque o marido, que deveria estar dormindo como qualquer lobisomem normal, está aos berros. Dali a pouco, ele desaparece – deixando a cargo dela um regimento de soldados sobrenaturais acampados no jardim, vários fantasmas exorcizados e uma Rainha Vitória indignada. Mas Lady Maccon conta com sua fiel sombrinha, seus artigos da última moda e seu arsenal de respostas mordazes. Mesmo quando suas investigações a levam à Escócia, o cafundó do Judas onde abundam abomináveis coletes, ela está preparada e acaba provocando uma verdadeira reviravolta na dinâmica da alcateia, como só uma preternatural é capaz de fazer. Talvez até encontre tempo para procurar seu imprevisível marido. Mas apenas se... lhe der vontade. 

COMENTÁRIOS:


O primeiro livro, apesar de todos os defeitos que eu já apontei, pelo menos me deixou curiosa e me fez rir em várias sequências. Até mesmo me afeiçoeei a alguns personagens, mas, neste segundo volume, eu me senti entediada a maior parte do tempo. A trama é fraca, o desenvolvimento absurdamente lento e alguns personagens simplesmente não interagem. Se Lord Maccon não bancasse o idiota completo, escondendo tudo de Alexia, os dois teriam resolvido o problema muito mais cedo, alias, como gostar de um casal que só interage em cenas de sexo? Os dois simplesmente não conversavam e nem compartilhavam nada.
Eu confesso que a certa altura não estava mais dando a mínima para o que estava causando a perda de "poderes" das criaturas sobrenaturais, uma vez que essa trama parecia não ir a lugar algum. Para piorar, Alexia, que no primeiro livro se mostrara uma pessoa divertida e acessível, simplesmente virou uma pessoa esnobe e arrogante, se metendo na vida amorosa da amiga e tentando afastá-la do homem por quem ela estava interessada porque ele era de classe inferior, um ator e logo se tornaria um lobisomem, o que faria com que a moça não fosse bem vista pela maior parte da sociedade. Sério isso?! Ah, e eu perdi a conta de quantas vezes eu li e reli que Alexia tinha o nariz muito grande e a pele muito escura para estar na moda. Por favor, chega disso, quem está lendo o segundo livro já está cansado de saber como Alexia é fisicamente.
A parte relacionada ao humor deu muito errado. As personagens novas são entediantes, as antigas se comportam de forma entediante, os protagonistas perderam o charme, o mistério não instiga e tudo parece que não vai chegar ao fim nunca. Para completar o desastre, quando finalmente chegamos ao fim a autora solta uma bomba que, para mim (e, pelo que sei, para um grupo bem grande de leitores), destruiu com o protagonista. Não importa o que ela faça, na minha opinião não tem perdão o comportamento dele. E eu também acho detestável quando um autor termina um livro no meio da cena, se é que posso me expressar assim. É como você estar lendo e alguém tirar o livro das suas mãos antes que você consiga terminar o paragrafo. Forma descarada de vender livros e de ser desrespeitoso com os leitores. Eu vou dar uma olhada no livro seguinte, mas já não tenho mais nenhuma espectativa em relação a ele. 


Watch the Wall, my Darling

Jane Aiken Hodge

SINOPSE:

O título deste livro vem do poema  "A Smuggler's Song", de Rudyard Kipling:

Five and twenty ponies,
Trotting through the dark
Brandy for the Parson, 
'Baccy for the Clerk;
Laces for a lady; letters for a spy,
And watch the wall, my darling, while the Gentlemen go by! 


A carruagem, que percorria a estrada chuvosa ao longo do pântano na estrada de Londres, subitamente parou. Uma barricada bloqueava o caminho. Figuras sombrias os cercaram. Christina não teve tempo de gritar antes que fortes braços a prendessem. Uma mão cobriu sua boca. Ela mordeu com toda a força. Ela olhou para o mascarado alto e misterioso e um calafrio a percorreu. Um par de olhos castanhos a observavam como ela nunca havia sido observada antes antes...


COMENTÁRIOS:

Christina Tretton, moça jovem e corajosa que morava nos EUA, volta para a Inglaterra, para ficar com a família em Sussex, após a morte do pai, durante a época das guerras napoleônicas. Durante a viagem a carruagem onde a moça está é assaltada e logo que ela chega na casa da família já se vê envolta em intrigas e correndo perigo. 
O livro tem vários elementos góticos: Tretteign Grange, a casa ancestral sombria, que fica em Romney Marsh, perto da costa inglesa, antigamente uma abadia e atualmente repleta de histórias de fantasmas; os parentes que a protagonista não conhecia até prometer, no leito de morte do pai, visitar; contrabandistas; segredos do passado e por aí a fora.
Apesar da história se passar no século 19 a mocinha é independente demais; não que eu não tenha gostado, só não casou com a parte histórica. A história é previsível mas muito agradável de ler. 
Temos, além de Christina, seu avô ranzinza, a tia dócil e dois primos, um dos quais, Ross, logo a conquista... bom, na verdade ela tenta se manter emocionalmente fora do controle dele, mas acaba se apaixonando. Alias, os diálogos entre o casal principal são muito bons. E, para completar, eu acho o título deste livro incrível. Alguns títulos são marcantes e Watch the Wall, my Darling é (para mim) inesquecível. Recomendo.

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Bela capa.

Linda a arte desta capa.
Amei o destaque dado ao vestido da moça,
neste tom vivo de amarelo.

Mais uma versão linda.
A arte das capas nos anos 60/70
são fabulosas.

The Brides of Bellenmore

Anne Maybury

SINOPSE:

Jovem, bela, inocente - Elizabeth Bellenmore não tem motivos para suspeitar que alguém na casa de sua avó queira matá-la, mas mesmo assim um forte par de mãos a empurrou da mesma escada que causara a morte de duas outras pessoas. A quem estas mãos pertenceriam? A sua avó, que pensava que a honra era mais importante que a vida? Sua tia, cuja gentileza disfarçava uma vontade de ferro? Sua adorável prima Armorel, cujo ciúme beirava a insanidade? Seu primo James, cujas investidas ela rejeitara? Ou Mark, que ela amava, mas que vivia a sombra da violência? Alguém acreditava que Elizabeth era uma ameaça a Bellenmore. Este alguém estava preparando um novo acidente. Seria um deles, mais de um, ou todos?

COMENTÁRIOS:

Muitos anos atrás a jovem Elizabeth costumava visitar seus parentes na impressionante mansão Bellenmore, mas ela não se sentia inteiramente a vontade no lugar e nem com seus parentes, salvo o primo Mark, que, ao contrário do irmão (James) sempre a incluíra nas brincadeiras e tentara fazer com que ela se sentisse bem vinda.
Quando o atual trabalho da moça como governanta chega ao fim ela é convidada para visitar Bellenmore novamente. Sua tia a recebe com entusiasmo, a avó com indiferença, o primo James a recebe de forma calorosa e sua esposa, Armorel, com frieza. O filho dos dois, Kenny, é uma criança doente e paralítica e muito, muito chata! Alias, a forma com que os pais o tratam é irritante demais!
Desde a ultima visita da moça muitas coisas haviam mudado além da presença de Armorel e Kenny. Mark, o adorado primo, era suspeito de assassinar a própria esposa, além disso era chamado pela família de charlatão por fazer uma abordagem diferente em relação a certas doenças.
Mais uma histórinha gótica, só que sem saber usar bem os clichês deste estilo. A protagonista alega ser diferente da família, voluntariosa, forte, justa, mas não demora um segundo a condenar Mark e a suspeitar dele. Em certo momento ela atira algo ao chão... acredito que era para reforçar o quão voluntariosa podia ser... mas ela só me pareceu mal educada mesmo. 
Estou lendo os livros de Anne Maybury que encontrei em e-book, mas confesso que está sendo difícil. Até agora estou detestando cada um deles. Geralmente o incio é bom, mas as coisas desandam demais antes da metade. Além disso, Maybury consegue escrever algumas personagens muito antipáticas ou sem charme e empatia. Vejamos se no lote que encontrei consigo pelo menos uma historia que me agrade.

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Interessante.
A protagonista tem uma antipatia pelo lustre principal da casa, 
então ficou divertido vê-lo na capa.

Meu estilo de capa,
mas a roupa não é da época certa.

Carisbrooke Abbey

Amanda Grange.

SINOPSE:

Quando Miss Hilary Wentworth vai a uma entrevista de emprego na Abadia de Carisbrooke, ela não imagina que está mergulhando em uma onda de mistério e suspense. Seu arrogante empregador, Lord Marcus Carisbrooke, é tão enigmático quanto qualquer um dos heróis de seus romances góticos favoritos. Sob as maneiras grosseiras ela pode sentir que há uma grande dor. Assim que o exterior rígido de  Marcus começa a se dissolver, Hilary tem um vislumbre do homem que está no interior, mas quando ela descobre os segredos que assombram a Abadia, ambos ficam em grande perigo, um perigo do qual talvez não escapem.

COMENTÁRIOS:

Este livro é uma releitura de Jane Eyre. Menos profundo, menos intenso, menos misterioso, menos fantástico, mas divertido para ler em uma tarde ou noite. 
O desenvolvimento das personagens é raso e o romance começa rápido demais, mas isso não chega a estragar a leitura.
A protagonista, Hilary, é apresentada como uma mulher forte e inteligente, exatamente o tipo de mulher que Marcus Carisbrooke precisa. Como em Jane Eyre os dois são descritos como pessoas que não são bonitas, mas é fofo ao ler e ver que um olha para o outro e vê beleza; uma beleza diferente. Também como em Jane Eyre, Marcus tem um segredo, mas este segredo é diferente e não óbvio. Realmente o que menos me agradou foi a rapidez com que eles se apaixonam e depois o relacionamento de ambos parece que fica estagnado. Apesar destes defeitinhos, é uma leitura divertida, especialmente para os fãs de Jane Eyre e de literatura gótica.

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Bela capa,
apesar das cores escuras.

Here Comes a Candle

Jane Aiken Hodge

SINOPSE:

Kate Croston escondia sua beleza na simplicidade, mas desde o inicio Jonathan Penrose sabia que ela havia tocado seu coração. Ele sabia apenas que ela era inglesa, viúva e que não possuía dinheiro. Quando Jonathan ofereceu a ela a posição de acompanhante da pequena e problemática filha, não havia antecipado a raiva que provocaria em sua esposa. E Kate não estava preparada para os pesadelos que a aguardavam e nem o risco que corria de jamais poder ser feliz novamente.

COMENTÁRIOS:

O livro começa mostrando a protagonista, Kate Croston, no Canadá.  Jovem, viúva, estivera cuidando de uma senhora de boa família a espera do filho desta vir buscá-la. Infelizmente a senhora é morta por soldados e ela quase tem o mesmo destino. Acontece que o filho de sua patroa era alguém importante e conhecido e a tira das garras dos soldados, levando-a consigo para a Nova Inglaterra, após oferecer-lhe o emprego de acompanhante da filha.
Seu novo patrão, Jonathan Penrose conta que a filha, Sarah, costumava ter pesadelos quase todas as noites e havia parado de falar já a algum tempo. Na verdade a pobre criança parece uma selvagem e ninguém realmente faz algo para curá-la, para alimentá-la, para limpá-la... sério, fiquei irritada com aquele povo... massss, a mocinha começa a fazer a diferença (trombetas tocam ao fundo).
A mãe da criança é linda e uma bruxa de primeira! Não liga para a criança, é uma megera com o marido e fica furiosa por ele ter trazido uma ama para a menina. Na verdade a dona da casa queria internar a criança.
Não bastasse a tensão causada pelos desentendimentos entre  esposa e marido, ainda chega a cidade o Capitão Manningham, que, descobrimos, arruinou o pai de Kate, provocando sua morte e depois tentou estuprá-la. Claro que ele se une a esposa do protagonista, tudo para tornar aceitável uma mocinha e um mocinho se apaixonando quando ele é casado com outra (como isso é recorrente, credo).
Pelo menos quando o livro começa o protagonista ama a linda esposa. Só que ela se comportando de forma tão vilanesca com a filha, que esse amor acaba se dirigindo para Kate, que consegue fazer a menina voltar a se comportar "quase" de forma normal. Nada de surpreendente aqui. 
Não gostei deste livro. Não simpatizei com as personagens. Não simpatizei com a trama. Não é realmente um livro gótico e o suspense em relação ao trauma da criança me pareceu muito fácil de descobrir.

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Marry in Haste

Jane Aiken Hodge

SINOPSE:

Camilla Forest se encontra sozinha em uma estrada molhada, por conta própria, quando a carruagem de Lord Leominster aparece e para. Este é o inicio de um acordo de casamento que deveria satisfazer os dois. Eles mudam para Portugal, levando junto a irmã mais jovem do Lord, Chloe. Camilla se apaixona por Leominster, mas seu meio-irmão francês pode colocar tudo a perder.

COMENTÁRIO:

A trama é uma tolice só; o romance é extremamente raso, as personagens não tem rosto - já que não são descritas - e a aventura é patética. Bom, eu nem chamaria de aventura, muito menos de mistério.
A protagonista, Camilla, se apaixona pelo mocinho instantaneamente só porque ele a salvou e porque ele é bonito. O protagonista não confia em mulheres. Isto é frisado O LIVRO INTEIRO! Até o ponto que você fica com vontade de espancar o cara. O trauma de infância justificaria não se sentir seguro confiando em algumas mulheres, mas, caramba, mulheres não são feitas em série e, depois de tantos anos, insistir nisto, parece infantilidade.
Deveria haver uma trama de espionagem (ou algo parecido). Lavenham (Lord Leominster) tem uma missão em Portugal, por isso vão morar lá. Mas NUNCA sabemos que diabos o homem faz, ou deveria fazer. 
A época é perfeita para uma trama de espionagem (guerras Napoleônicas) mas a autora desperdiça esta carta. A maior parte do tempo o mocinho ou está viajando fazendo sabe-se lá o que, ou está em bailes. Para completar ele sai na tal missão e deixa esposa e irmã sozinhas quando está prestes a eclodir uma guerra em Portugal. As duas precisam se virar e sobrevivem por sorte e esforço.
Sinceramente, este livro é completa e absolutamente estúpido e esquecível! Para quem quiser arriscar uma leitura tediosa, abaixo o link. Boa sorte.

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Capa absolutamente Perfeita.
Pena que ela é perfeita para um romance gótico,
o que não é o caso.


Alma ?

Soulless - Alma?

The Parasol Protectorate Vol 1 - O Protetorado da Sombrinha vol 1

Gail Carriger

2009

SINOPSE:

Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta.
E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.
Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado?
Uma das séries de Steampunk mais cultuada do mundo.


COMENTÁRIOS:


O volume inicial desta série começa com a protagonista, Alexia Tarabotti, muito bem escondida na biblioteca da casa de um Duque, durante um baile. Como já havia atingido a idade de ser considerada uma solteirona e isso era constrangedor, a dama decidira ficar a vontade na biblioteca, além de mandar que lhe levassem comida (coisa inexistente no salão). Muito mais disposta a comer do que dançar, a senhorita Tarabotti é surpreendida por um vampiro extremamente mal vestido e mal educado. O tal vampiro a ataca e ela acaba por matá-lo meio que por acidente. Quando um grupo de dandies chega a biblioteca ela simula um desmaio, mas Lord Connall Maccon, Conde de Woolsey, um lobisomem escocês e membro ativo do Bureau de Registros de Criaturas Antinaturais , chega e acaba com sua farsa.
A partir daí começamos a ser apresentados aos protagonistas e ao ambiente. Alexia é uma Preternatural, pois não tem alma, sendo o contrário das criaturas Sobrenaturais, como vampiros e lobisomens. Como não possui alma, Alexia tem a capacidade de, através do toque, anular os poderes sobrenaturais (esta condição fora herdada de seu falecido pai).
A protagonista acaba se envolvendo em uma investigação relacionada ao desaparecimento de criaturas sobrenaturais. Na verdade, ela mesma dá inicio a uma investigação paralela a investigação oficial, o que coloca sua vida em risco várias vezes. 
A sociedade vitoriana mostrada no livro de Carriger já convive com criaturas sobrenaturais há mais de 300 anos, fazendo com que tudo pareça normal. Na verdade, ela mal revela o quanto foi importante a presença destas criaturas nas mudanças que o mundo sofreu. Há alguns comentários sobre como os sobrenaturais ajudaram nos avanços da tecnologia, mas só se fala realmente no uso do alumínio, jóias e balões como forma de transporte.
Confesso que foi decepcionante ler que, apesar de ser em um cenário Steampunk, os personagens ainda usavam cavalos e carruagens, a medicina era básica e estavam apenas aprendendo a usar o gás. Nem telégrafo existe. As regras da sociedade apresentadas são as mesmas que encontraríamos em um romance de época padrão. Mas o mais difícil é aceitar que toda a população não liga por ter vampiros e lobisomens entre eles, podendo ser devorados se alguns destes assim decidir. O resultado desta mistura é bem insatisfatória e carece de sentido. Eu tinha muitas expectativas sobre este livro, mas no quesito Steampunk é uma grande decepção. No quesito romance também, já que o protagonista é um grosso resmungão e eu não gosto de bodice-ripper.
Na minha opinião Carriger colocou muitos elementos e não soube desenvolvê-los. Ela parece ter escrito um romance de época e então pensou: hummm, vamos colocar vampiros, lobisomens, fantasmas, etc para circular pelas páginas e também com um visual Steampunk. No fim a história se concentra no romance, depois no lado sobrenatural e a parte Steampunk mal está lá, na presença de algumas aeronaves, algumas gadgets mal descritas no funcionamento e cientistas malucos. Resumindo: foi na onda dos livros com criaturas sobrenaturais.
Sobre o romance, no inicio eu até achei divertido, mas a medida que a história avançava começou a me irritar. De diálogos divertidos passamos a ter cenas de amassos e a protagonista pensando em como era difícil ter 26 anos e ser solteira e então mais amassos inadequados para a época e classe da moça. Confesso que continuei a ler por conta de Lord Akeldama, que me fez rir e do Beta da matilha de Woolsey. Só estes dois me levaram a ler o segundo livro (na verdade, ainda estou lendo).
Se você gosta de romances com criaturas sobrenaturais, aproveite. Se você gosta de Bodice-ripper, aproveite. Se você gosta de Steampunk, nem chegue perto. Se você gosta de romance de época sendo romance e de época mesmo, desista.

NOTA:

A série de livros foi adaptada para mangá. Dei uma espiada nas imagens e achei que a história se adaptou melhor a este meio do que o de livro. A arte é muito linda e não vejo a hora de poder ler tudo.


Capa do primeiro volume do mangá
  
Cena do ataque na biblioteca

Lord Maccon de forma engraçada

Bela arte.
Gostaria de ver um anime.

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Foto da autora ^.^

A Most Unusual Governess

Amanda Grange

SINOPSE:

Quando a pobreza força Sarah Davenport a trabalhar como governanta, ela é avisada de que Lord Randall é arrogante e se acha superior aos outros, mas ninguém a avisa de que ele também é absurdamente lindo, de que ela logo se apaixonará e que o perigo passará a rondá-la, ameaçando sua vida.

COMENTÁRIOS:

Quando o livro começa já somos informados de que os pais da protagonista estão mortos, de que seus dois irmãos mais novos foram adotados por seus tios e que, não sendo desejada pelos tios, ela passara a trabalhar como acompanhante de uma senhora que havia acabado de falecer. 
Sarah vai a uma entrevista para ser acompanhante de outra Dama, mas a Dama em questão, após vê-la interagindo com a neta, decide recomendá-la para ser governanta da menina e de seu irmão. 
As criança vivem com o tio, Lord Randall, que é extremamente rígido, a ponto de nenhuma governanta permanecer por muito tempo no emprego. O tio ama os sobrinhos, mas acredita que a ordem é o melhor na criação do pequeno casal. Sarah pensa que as crianças devem aproveitar a infância, então, os dois logo entram em choque. 
A moça acaba ganhando e conquistando o nobre ao mostrar que está certa. Claro que os dois se apaixonam. É só juntar a esta trama simples de romance alguns vilões, perigo e pronto, temos um romance levinho e bobinho, que se situa na Regência e que cumpre a sua missão de divertir.

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Linda capa.
 Linda mocinha. 
Uma pena que a roupa não é adequada.

Não tenho muitos elogios a fazer.
Achei muito estranha esta capa.

Não parece profissional.
Na verdade a imagem da moça parece aplicada ao fundo.
Além disso, a roupa está errada.

Não é das artes mais bonitas,
mas tenho uma quedinha por este estilo.

Bela arte.

The Silverton Scandal

Amanda Grange

SINOPSE:

Miss Eleanor Grantham fica ultrajada quando a carruagem em que viaja é detida por um salteador, mas o ultraje logo se torna choque quando ela descobre que o salteador era o Duque de Silverton. Por que um nobre extremamente rico estaria assaltando carruagens? E o que ele faria com ela ao perceber que fora descoberto?

COMENTÁRIOS:

A protagonista, Eleanor Grantham, moça inteligente, mas pobre e comum, cuida de sua linda irmã mais jovem, Arabella, desde a morte de seus pais. Arabella está noiva, mas as cartas que enviara a um antigo amor foram roubadas e alguém quer dinheiro para devolvê-las. Eleanor, acostumada a resolver os problemas da família, vai ao encontro deste homem decidida a conseguir as cartas de volta.
Eleanor parte para Londres em uma carruagem de aluguel que é rendida no meio do caminho por um salteador. Por conta desta inesperada complicação a moça se hospeda em casa de amigos, chegando a tempo do jantar. É lá que ela conhece o Duque de Silverton e logo percebe que ele é o salteador de a pouco. Esta parte é bem divertida, com ela temerosa do homem e ele sondando o terreno para descobrir o quanto a moça sabe.
No dia seguinte Eleanor parte e finalmente chega a casa do chantagista, apenas para encontrá-lo morto e se surpreender com a chegada de Lord Silverton. A partir daí a moça tem que permanecer com o Duque até ele resolver o problema, correndo o risco dela ser morta por estar envolvida em espionagem.
É um livro divertido do inicio ao fim, com uma trama bem amarradinha, uma boa dose de aventura, romance leve e personagens simpáticos e carismáticos. Altamente recomendável.

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Bela capa.
A moça realmente me lembra a protagonista.

Esta capa já não me agradou.
Tudo nela parece errado.

Capinha simples e sem graça,
típica de alguns e-books da Amazon.

Não cheguei a uma conclusão.

Castle of Secrets

Título Opcional:


Stormcrow Castle


Amanda Grange

SINOPSE:

Ao visitar o Castelo Stormcrow, Helena Carlisle fica surpresa e preocupada ao descobrir que sua tia, Governanta do Castelo, havia partido no meio da noite para supostamente cuidar da irmã doente. Como Helena era a única parente viva da tia, ela fica quieta quando Lord Torkrow comete um erro tomando-a pela nova governanta e assume esta posição na esperança de descobrir o que realmente aconteceu com sua tia. A partir daí a moça começa a descobrir coisas estranhas e suspeitas: Lord Simon Torkrow costuma ir ao cemitério no meio da noite, a galeria de retratos da família tem uma passagem secreta, a chave para o sótão está desaparecida e, a medida que Helena vai descobrindo os segredos, ela percebe que nada é o que parece e que vai precisar lutar por seu amor e por sua vida.

COMENTÁRIOS:


Este não é um livro fantástico, mas é bonzinho o suficiente para não ser considerada perda de tempo a sua leitura. A atmosfera é gótica o suficiente, as atividades do dia à dia e responsabilidades da governanta são bem descritos, o cenário é interessante e as personagens não desagradam. O maior pecado do livro é que o mistério tão alardeado tem na verdade uma solução bem simplória e sem charme, assim como a forma com que a mocinha fica questionando os demais empregados o tempo todo sobre a tia, sobre o patrão, sobre tudo. O desenvolvimento do romance é quase inexistente e até agora não entendi quando, como, porque o casal principal se apaixonou. Foi divertido ler mais uma história em um castelo remoto, um protagonista distante, segredos... só tenho mesmo a reclamar da superficialidade da solução do mistério. O livro é tão rápido e simples, que se eu me estender nos comentários vou acabar por contar toda a história, hehehehe.


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Amei esta capa. Uma gracinha!

Absolutamente anos 80 :-)

Horrenda ;-p

Gostei. Tem um sabor vintage.

A Casa Assombrada

This House is Haunted


John Boyne



SINOPSE:

Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior.
Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. Ela logo constata que não há nenhum outro adulto na propriedade, e a identidade de H. Bennet permanece um mistério.
A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio-tempo, fica intrigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela propriedade. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…



COMENTÁRIOS:


Este livro tem a mesma trama de um monte de outros livros góticos: uma jovem comum que se encontra sozinha no mundo e que assume a posição de governanta em um lugar distante e se encontra em uma casa antiga, grande, assustadora e cheia de segredos, em uma cidade repleta de pessoas que parecem ter muito gosto por fofocar, menos com ela.
As crianças que a protagonista fora contratada para ensinar e cuidar (embora ela passe a maior parte do tempo fora de casa) são bem educadas, espertas, charmosas e parecem ocultar algo. Os pais das crianças não estão presentes e ninguém conta o porquê disso. A governanta anterior foi embora e ninguém sabe que fim ela levou. Não há criados a vista. Tudo isso e mais um pouco e a mocinha aceita as coisas tranquilamente.

Boa parte das características de um livro gótico pipocam ao longo da leitura: segredos escondidos no sótão, múltiplas mortes misteriosas, passagens secretas, silhuetas vistas pela janela e que somem rapidamente, perguntas não respondidas, crianças assustadoras e por aí vai.
Claro, como sou apaixonada por livros góticos, ao descobrir este livro e ler a sua sinopse eu fiquei enlouquecida. Saí disposta a comprá-lo, mas não encontrei. Enquanto esperava para tentar mais uma busca, achei o epub e li... graças a deus não comprei, pois este livro é uma droga!
Para começar, a personagem principal, Eliza Caine, é alguém que parece totalmente fora da realidade; ela não é uma personagem da qual se possa gostar, não é alguém que se comporta como uma pessoa se comportaria nas situações em que se vê metida, é mais rasa que uma poça e por aí a fora. Para tornar tudo pior, não há se quer uma personagem que valha a pena em todo o livro. Todos, absolutamente todos, são antipáticos, vazios, entediantes. Juntando a isso uma história absolutamente obvia e previsível, totalmente anticlimática e fraca, temos algo sem graça, que poderia ser algo bom, mas na verdade resulta em algo chato.
Eliza é descrita como a garota feiosa de coração enorme e bondoso... ou pelo menos é o que o autor sugere, mas faz com que a moça se comporte de forma nada adequada a estas qualidades (além disso a moça se sente atraída por praticamente todos os homens jovens que encontra e fica fantasiando romance com cada um deles, o que só fez com que ela parecesse mais vulgar e tola). 
As cenas de terror e suspense são tão previsíveis que ficou difícil levar a sério a trama, já que tudo parecia uma piada mal feita. Alguns plots surgiram na obra e não levaram a nada; foram abandonados no meio do caminho e sua unica função foi enrolar para dar mais páginas a história.
Além da personagem idiota e obviedade da história uma das coisas que mais me incomodou foi todo o anacronismo presente na linguagem, que acabou por arruinar qualquer ilusão de que a história havia sido escrita em 1860. Exemplo: as crianças chamam a moça de Eliza Caine e não de Senhorita Caine. As pessoas se chamam pelos primeiros nomes sem se quer se conhecerem direito e mais algumas formas de expressão que não existiam na época.
A premissa do livro é muito boa e poderia ter sido uma ótima leitura, mas o uso da "prosa de Dickens" que o autor insistiu em usar, além de ser mal usada, me afastou ainda mais das personagens.
Fica muito difícil defender um livro que falhou em todos os aspectos a que se propôs. Eu sei que várias pessoas gostaram da leitura, mas como eu sou uma ávida leitora de livros de mistério, suspense e góticos, fiquei chocada com a superficialidade, a enxurrada de clichês mal usados, os personagens, que me fizeram desejar que se dessem mal, ao invés de torcer por eles, fantasmas ridículos, mistérios patéticos... um dos livros que está presente na minha lista dos dez piores que já li em toda minha vida até o presente momento. Achei tão, mas tão ruim que não pretendo ler absolutamente mais nada deste autor. Boa sorte para quem for tentar.

PS: 

Só para complementar, acredito que John Boyne tentou fazer uma releitura de Os Inocentes (A Outra Volta do Parafuso), de Henrry James e fracassou vergonhosamente no processo.
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Esta capa é hedionda!

Um pouco melhor... 
pena que parece com as capas de Hell House ou A Mulher de Preto.

Bela capa.

 
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