Watch the Wall, my Darling

Jane Aiken Hodge

SINOPSE:

O título deste livro vem do poema  "A Smuggler's Song", de Rudyard Kipling:

Five and twenty ponies,
Trotting through the dark
Brandy for the Parson, 
'Baccy for the Clerk;
Laces for a lady; letters for a spy,
And watch the wall, my darling, while the Gentlemen go by! 


A carruagem, que percorria a estrada chuvosa ao longo do pântano na estrada de Londres, subitamente parou. Uma barricada bloqueava o caminho. Figuras sombrias os cercaram. Christina não teve tempo de gritar antes que fortes braços a prendessem. Uma mão cobriu sua boca. Ela mordeu com toda a força. Ela olhou para o mascarado alto e misterioso e um calafrio a percorreu. Um par de olhos castanhos a observavam como ela nunca havia sido observada antes antes...


COMENTÁRIOS:

Christina Tretton, moça jovem e corajosa que morava nos EUA, volta para a Inglaterra, para ficar com a família em Sussex, após a morte do pai, durante a época das guerras napoleônicas. Durante a viagem a carruagem onde a moça está é assaltada e logo que ela chega na casa da família já se vê envolta em intrigas e correndo perigo. 
O livro tem vários elementos góticos: Tretteign Grange, a casa ancestral sombria, que fica em Romney Marsh, perto da costa inglesa, antigamente uma abadia e atualmente repleta de histórias de fantasmas; os parentes que a protagonista não conhecia até prometer, no leito de morte do pai, visitar; contrabandistas; segredos do passado e por aí a fora.
Apesar da história se passar no século 19 a mocinha é independente demais; não que eu não tenha gostado, só não casou com a parte histórica. A história é previsível mas muito agradável de ler. 
Temos, além de Christina, seu avô ranzinza, a tia dócil e dois primos, um dos quais, Ross, logo a conquista... bom, na verdade ela tenta se manter emocionalmente fora do controle dele, mas acaba se apaixonando. Alias, os diálogos entre o casal principal são muito bons. E, para completar, eu acho o título deste livro incrível. Alguns títulos são marcantes e Watch the Wall, my Darling é (para mim) inesquecível. Recomendo.

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Bela capa.

Linda a arte desta capa.
Amei o destaque dado ao vestido da moça,
neste tom vivo de amarelo.

Mais uma versão linda.
A arte das capas nos anos 60/70
são fabulosas.

The Brides of Bellenmore

Anne Maybury

SINOPSE:

Jovem, bela, inocente - Elizabeth Bellenmore não tem motivos para suspeitar que alguém na casa de sua avó queira matá-la, mas mesmo assim um forte par de mãos a empurrou da mesma escada que causara a morte de duas outras pessoas. A quem estas mãos pertenceriam? A sua avó, que pensava que a honra era mais importante que a vida? Sua tia, cuja gentileza disfarçava uma vontade de ferro? Sua adorável prima Armorel, cujo ciúme beirava a insanidade? Seu primo James, cujas investidas ela rejeitara? Ou Mark, que ela amava, mas que vivia a sombra da violência? Alguém acreditava que Elizabeth era uma ameaça a Bellenmore. Este alguém estava preparando um novo acidente. Seria um deles, mais de um, ou todos?

COMENTÁRIOS:

Muitos anos atrás a jovem Elizabeth costumava visitar seus parentes na impressionante mansão Bellenmore, mas ela não se sentia inteiramente a vontade no lugar e nem com seus parentes, salvo o primo Mark, que, ao contrário do irmão (James) sempre a incluíra nas brincadeiras e tentara fazer com que ela se sentisse bem vinda.
Quando o atual trabalho da moça como governanta chega ao fim ela é convidada para visitar Bellenmore novamente. Sua tia a recebe com entusiasmo, a avó com indiferença, o primo James a recebe de forma calorosa e sua esposa, Armorel, com frieza. O filho dos dois, Kenny, é uma criança doente e paralítica e muito, muito chata! Alias, a forma com que os pais o tratam é irritante demais!
Desde a ultima visita da moça muitas coisas haviam mudado além da presença de Armorel e Kenny. Mark, o adorado primo, era suspeito de assassinar a própria esposa, além disso era chamado pela família de charlatão por fazer uma abordagem diferente em relação a certas doenças.
Mais uma histórinha gótica, só que sem saber usar bem os clichês deste estilo. A protagonista alega ser diferente da família, voluntariosa, forte, justa, mas não demora um segundo a condenar Mark e a suspeitar dele. Em certo momento ela atira algo ao chão... acredito que era para reforçar o quão voluntariosa podia ser... mas ela só me pareceu mal educada mesmo. 
Estou lendo os livros de Anne Maybury que encontrei em e-book, mas confesso que está sendo difícil. Até agora estou detestando cada um deles. Geralmente o incio é bom, mas as coisas desandam demais antes da metade. Além disso, Maybury consegue escrever algumas personagens muito antipáticas ou sem charme e empatia. Vejamos se no lote que encontrei consigo pelo menos uma historia que me agrade.

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Interessante.
A protagonista tem uma antipatia pelo lustre principal da casa, 
então ficou divertido vê-lo na capa.

Meu estilo de capa,
mas a roupa não é da época certa.

 
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