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A Casa Assombrada

This House is Haunted


John Boyne



SINOPSE:

Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior.
Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. Ela logo constata que não há nenhum outro adulto na propriedade, e a identidade de H. Bennet permanece um mistério.
A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio-tempo, fica intrigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela propriedade. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…



COMENTÁRIOS:


Este livro tem a mesma trama de um monte de outros livros góticos: uma jovem comum que se encontra sozinha no mundo e que assume a posição de governanta em um lugar distante e se encontra em uma casa antiga, grande, assustadora e cheia de segredos, em uma cidade repleta de pessoas que parecem ter muito gosto por fofocar, menos com ela.
As crianças que a protagonista fora contratada para ensinar e cuidar (embora ela passe a maior parte do tempo fora de casa) são bem educadas, espertas, charmosas e parecem ocultar algo. Os pais das crianças não estão presentes e ninguém conta o porquê disso. A governanta anterior foi embora e ninguém sabe que fim ela levou. Não há criados a vista. Tudo isso e mais um pouco e a mocinha aceita as coisas tranquilamente.

Boa parte das características de um livro gótico pipocam ao longo da leitura: segredos escondidos no sótão, múltiplas mortes misteriosas, passagens secretas, silhuetas vistas pela janela e que somem rapidamente, perguntas não respondidas, crianças assustadoras e por aí vai.
Claro, como sou apaixonada por livros góticos, ao descobrir este livro e ler a sua sinopse eu fiquei enlouquecida. Saí disposta a comprá-lo, mas não encontrei. Enquanto esperava para tentar mais uma busca, achei o epub e li... graças a deus não comprei, pois este livro é uma droga!
Para começar, a personagem principal, Eliza Caine, é alguém que parece totalmente fora da realidade; ela não é uma personagem da qual se possa gostar, não é alguém que se comporta como uma pessoa se comportaria nas situações em que se vê metida, é mais rasa que uma poça e por aí a fora. Para tornar tudo pior, não há se quer uma personagem que valha a pena em todo o livro. Todos, absolutamente todos, são antipáticos, vazios, entediantes. Juntando a isso uma história absolutamente obvia e previsível, totalmente anticlimática e fraca, temos algo sem graça, que poderia ser algo bom, mas na verdade resulta em algo chato.
Eliza é descrita como a garota feiosa de coração enorme e bondoso... ou pelo menos é o que o autor sugere, mas faz com que a moça se comporte de forma nada adequada a estas qualidades (além disso a moça se sente atraída por praticamente todos os homens jovens que encontra e fica fantasiando romance com cada um deles, o que só fez com que ela parecesse mais vulgar e tola). 
As cenas de terror e suspense são tão previsíveis que ficou difícil levar a sério a trama, já que tudo parecia uma piada mal feita. Alguns plots surgiram na obra e não levaram a nada; foram abandonados no meio do caminho e sua unica função foi enrolar para dar mais páginas a história.
Além da personagem idiota e obviedade da história uma das coisas que mais me incomodou foi todo o anacronismo presente na linguagem, que acabou por arruinar qualquer ilusão de que a história havia sido escrita em 1860. Exemplo: as crianças chamam a moça de Eliza Caine e não de Senhorita Caine. As pessoas se chamam pelos primeiros nomes sem se quer se conhecerem direito e mais algumas formas de expressão que não existiam na época.
A premissa do livro é muito boa e poderia ter sido uma ótima leitura, mas o uso da "prosa de Dickens" que o autor insistiu em usar, além de ser mal usada, me afastou ainda mais das personagens.
Fica muito difícil defender um livro que falhou em todos os aspectos a que se propôs. Eu sei que várias pessoas gostaram da leitura, mas como eu sou uma ávida leitora de livros de mistério, suspense e góticos, fiquei chocada com a superficialidade, a enxurrada de clichês mal usados, os personagens, que me fizeram desejar que se dessem mal, ao invés de torcer por eles, fantasmas ridículos, mistérios patéticos... um dos livros que está presente na minha lista dos dez piores que já li em toda minha vida até o presente momento. Achei tão, mas tão ruim que não pretendo ler absolutamente mais nada deste autor. Boa sorte para quem for tentar.

PS: 

Só para complementar, acredito que John Boyne tentou fazer uma releitura de Os Inocentes (A Outra Volta do Parafuso), de Henrry James e fracassou vergonhosamente no processo.
EBOOK AQUI


Esta capa é hedionda!

Um pouco melhor... 
pena que parece com as capas de Hell House ou A Mulher de Preto.

Bela capa.

A Assombração da Casa da Colina


Eu já fiz um post até grandinho sobre este livro, que é um de meus favoritos e sobre o filme da década de sessenta, mas naquela época não consegui encontrar um e-book ou epub para colocar a disposição de vocês aqui.
Finalmente encontrei um arquivo e vim compartilhar, já que este livro é muito raro. Meu exemplar saiu por dez reais alguns anos atrás, mas sei que na internet ele sai por no mínimo 90 reais e que há poucos exemplares a disposição.
Espero que gostem da leitura :-)


Resenha do livro


EBOOK AQUI



Velocidade

Dean Koontz

SINOPSE:


Billy Wiles é um rapaz pacato e trabalhador, que leva uma vida calma e comum. Mas isso está prestes a mudar. Certa noite, após o seu turno de trabalho como barman, ele encontra no limpador de pára-brisa de seu carro um bilhete datilografado:

"Se você não levar este bilhete à polícia nem envolvê-la, vou matar uma linda professora loura em algum lugar do condado de Napa. Se levar este bilhete à polícia, matarei uma mulher idosa que faz obras de caridade. Você tem seis horas pra decidir. A escolha é sua."


Parece uma brincadeira doentia e Lanny Olsen, um policial amigo de Billy, concorda com isso. Seu conselho a Billy era ir para casa e deixar aquilo de lado. Além do mais, os que eles poderiam fazer mesmo se levassem o bilhete a sério? Nenhum crime havia sido cometido. No entanto, menos de 24 horas depois, uma jovem e bela professora loura é encontrada morta...



COMENTÁRIOS:


A história de Velocidade se passa no Condado de NapaCalifórnia e o protagonista se chama Billy Whiles. Certo dia Billy, ao sair de seu trabalho como barman, encontra um bilhete datilografado preso ao vidro de seu carro. No bilhete estava escrito: "Se você não entregar este bilhete a polícia eu vou matar uma jovem e adorável professora de escola. Se você entregar este bilhete a polícia eu vou matar uma velha envolvida em trabalhos de caridade. Você tem 6 horas para decidir. A escolha é sua". Bill mostra o bilhete a seu amigo policial Lanny Olsen, que considera o bilhete uma brincadeira de mau gosto e o aconselha a ignorar tudo aquilo. No dia seguinte uma jovem e loira professora é encontrada morta pelas redondezas. A partir daí Billy começa a receber mais bilhetes, obrigando-o a decidir quem vive e quem morre e sua vida é virada de cabeça para baixo.

O protagonista é um homem solitário que trabalha em um bar. Sua noiva Barbra está internada no hospital, em coma há 4 anos. Billy não tem amigos íntimos e passa seus dias trabalhando como marceneiro para ocupar o tempo quando está fora do bar. Antigamente ele era um escritor, mas após sua noiva entrar em coma, ele perdeu o interesse pela escrita.
A vida calma que Billy leva chega ao fim com o surgimento do primeiro bilhete. De repente qualquer uma das pessoas que o cerca pode ser um psicopata, qualquer um pode ser a pessoa que está se divertindo as suas custas, atormentando-o. Os bilhetes começam a surgir com maior rapidez, os prazos diminuem, e o assassino se torna cada vez mais ousado e cruel.
E não pensem que o vilão da história apenas comete os crimes obrigando Billy a optar por quem morrerá, ele também começa a colocar nas cenas dos crimes provas que podem conduzir ao protagonista e invade sua casa colocando evidências dos crimes. Como Billy se recusa a escolher quem será a vítima, o assassino começa a matar os conhecidos de Billy.
Velocidade é um livro ágil e repleto de suspense. Na minha lista de obras de Dean Koontz considero o melhor, sem sombra de dúvida. Li em menos de dois dias e só conseguia pensar na solução do mistério e em como Billy resolveria sua situação. 
A história é muito bem escrita e acabamos por ter sentimentos semelhantes aos de Billy, já que vemos toda a história pelos olhos dele. Eu não conseguia não me colocar no lugar do protagonista e ficar nervosa, ansiosa e tudo o mais, procurando tão ardentemente quanto ele pelo criminoso antes que sua vida fosse destruída por completo.
Dean Koontz merece parabéns por ter conseguido manter o assassino oculto quase até o final da história e, confesso, eu sou especialista em descobrir o criminoso bem antes do final. Em Velocidade eu demorei mesmo a conseguir e fiquei agradavelmente surpresa com a solução. Uma sensação que tive poucas vezes (vide o filme The Usual Suspect, que foi um dos poucos a conseguir realizar esta façanha de forma primorosa).
Recomendo para quem gosta de suspense, policial, mistério, aventura e deseja passar algumas horas mergulhado em algo muito bem desenvolvido e envolvente.

EBOOK AQUI


Minha capa é igual a esta, mas a edição brasileira.


Drácula Apaixonado

Drácula in Love

Karen Essex

SINOPSE:

O ano é 1890, e a jovem professora Mina Murray está comprometida com o homem dos seus sonhos. Mas seus frequentes pesadelos estão prestes a revelar algo que há séculos atormenta sua alma: ela é objeto de desejo do intrigante conde Drácula. Quando o noivo parte em uma viagem a trabalho, ela decide passar um tempo em Witby com sua querida amiga Lucy e a mãe dela. Mas então coisas terríveis acontecem, e Mina é levada em uma viagem mítica muito além da compreensão humana, na qual se vê obrigada a tomar uma decisão adiada por quase um milênio.

COMENTÁRIOS:

Vamos começar discutindo o título. Nesta história não há amor. Há muita luxúria, mas nem de longe temos a presença de sentimentos mais profundos. Como a história é contada sob o ponto de vista de Mina, jamais ficamos sabendo o que realmente vai pela mente de Drácula. Precisei de muita força de vontade e uma pausa de semanas para conseguir chegar ao fim desta história.
Logo no inicio do livro, nas primeiras páginas, conhecemos Mina Murray, uma jovem professora em uma escola para moças que não tem um pingo de amor próprio e que, sinceramente, não parece normal de forma alguma. Em certos momentos é toda recatada e cheia de pudores, especialmente sobre a inferioridade feminina, em outros, se masturba ao lembrar de um ataque que sofreu de um bêbado repugnante que "meio" que a estuprou quando ela saiu andando de camisola por Londres de madrugada, sonambula. Quem, sério, quem ficaria excitada com uma espécie de estupro cometido por um mendigo repugnante???? Bom, isto foi apenas o inicio... as cenas bizarras de sexo pipocam enlouquecidamente ao longo da história e algumas delas são revoltantes.
Sobre aquele que dá o nome ao livro, para começo de conversa ele mal aparece. O livro não é sobre ele e seu amor por Mina, o livro é sobre a repressão e a  histeria e a facilidade com que as mulheres podiam ser encarceradas em hospícios. A autora deveria ter escrito um livro sobre este assunto sem colocar Drácula nele, pois começamos a ler a espera de vampiros, sangue, sedução... o que mal temos nesta leitura. Inicialmente (apesar das bizarrices sexuais) fiquei entusiasmada e curiosa. Em menos da metade do livro eu já estava bocejando. Na metade do livro eu ainda esperava pela entrada triunfal de Drácula, até então só visto com o canto dos olhos, sem interferir na trama.
Sobre Mina... ela é forte, ela é fraca, ela chora e precisa ser carregada e salva, ela decidiu que sim, ela decidiu que não... não demorou para que eu odiasse a protagonista com todas as minhas forças! A mulher não sabia o que queria, não sabia o que era, não se decidia definitivamente NUNCA!
Se Essex pretendia mostrar o amor verdadeiro de Drácula por Mina o que ela conseguiu foi fazer com que logo de cara eu não gostasse da protagonista e que até o final eu a desprezasse. Nada entre os dois mostrou, em momento algum, amor e sim muita luxuria e desejo.
Drácula parece sofrer da mesma doença que Mina; ele vai fazê-la lembrar do amor que compartilharam em outra vida, não, ele vai esperar ela lembrar sozinha... minha nossa, que povo mais indeciso.
Minha maior satisfação ao terminar de ler Drácula Apaixonado é que li em epub e não comprei o livro, já que é um dos piores livros que já li na minha vida. Sinceramente, foi uma grande perda de tempo e, olhem, eu me esforço para encontrar pelo menos alguma coisinha que tenha valido a pena quando leio algo ruim.
Não consigo perdoar o uso do nome Drácula, obviamente presente apenas para atrair leitores. A autora fez um uso tão ofensivo do personagem, provavelmente certa de surpreender o leitor com suas reviravoltas e conseguiu apenas se tornar ridícula. Na "visão" de Essex, Drácula não é o que temos lido sobre ele, não, ele é algo bem diferente, algo surpreendente... oh, minha nossa, que grande revelação... rufem os tambores... Drácula não brilha, mas é UMA FADA!!!!!
Em Drácula Apaixonado, Drácula é uma fada macho, que gosta de sangue, mas não precisa dele para sobreviver, que troca sangue com humanos, mas não pode abusar porque pode ser tóxico... é uma viagem sem pé nem cabeça!!!! E tem mais; Mina é imortal, mas Mina morre e renasce, Drácula quer ficar com ela, mas então ela está grávida e precisa morrer para ele tornar a procurá-la... DESDE QUANDO UM IMORTAL PODE MORRER?????
Como se não bastasse o livro ser um lixo, Essex ainda faz o seguinte comentário no posfácio:

"Eu não sei o que será da história [Drácula, de Bram Stoker]. Até o momento, apesar de seu tom sensacional e sua narrativa emocionante, ele não conseguiu vender muitas cópias ou capturar a aclamação da crítica. Como quase todas as obras de ficção, tenho certeza de que ele será lido por poucos, e nos próximos anos, todas as cópias serão jogadas fora com o lixo ou perdidas em incêndios ou outras catástrofes, vão apodrecer em bibliotecas até as prateleiras serem removidas para dar lugar a histórias mais recentes e mais relevantes. "

ATÉ QUE PONTO CHEGA A ARROGÂNCIA DE UMA PÉSSIMA AUTORA? Será que ela acredita que o lixo que ela escreveu vai sobreviver a Drácula? Sério?! pois eu recomendo a qualquer um que se interesse em ler Drácula Apaixonado a não cometer este erro. Ao invés disso, pegue Drácula, de Bram Stoker e leia. Você vai se divertir muito mais e ler algo de qualidade.

AQUI!!!! Para quem gosta de sofrer...



Milha 81

Stephen King

SINOPSE:

No local (que já foi mencionado brevemente no livro O Apanhador de Sonhos) há uma parada de descanso, onde um garoto de 10 anos, chamado Pete Simmons, acha uma garrafa de vodca e bebe até desmaiar. Enquanto isso, um carro da marca Station Wagon coberto de lama, chega ao local (ignorando a placa que diz que a parada não está mais em serviço). A porta do veículo abre, mas de lá ninguém sai. Logo, Doug Clayton que por lá passava, estaciona para ver se está tudo bem com o “motorista”. Dez minutos depois, Julianne Vernon, também pára para ajudar, e encontra o celular de Doug quebrado, próximo à porta do Wagon, e também acaba se aproximando demais… Quando Pete acorda, ele percebe que há meia dúzia de carros na parada de descanso da Milha 81, e descobre que duas crianças (Rachel e Blake Lussier) e um cavalo chamado Deedee são as únicas coisas que sobraram, a não ser, é claro, que você conte o Wagon.

COMENTÁRIOS:



A história gira em torno de um menino de 10 anos a partir do momento que seu irmão mais velho sai com os amigos e o proíbe de acompanhá-los. O menino mais jovem então decide explorar uma área abandonada na milha 81 que costumava ser usada para encontro de adolescentes.
A primeira parte do livro serve para entrarmos na cabeça do jovem Pete, o que o torna absolutamente real para quem lê, alias, talento nato de Stephen King. É fácil entender a decepção do menino e seu desejo de viver uma aventura que possa contar ao irmão de 14 anos que provoque inveja e arrependimento por não tê-lo levado ao passeio com os amigos.
É interessante que o protagonista saia de cena assim que a ação começa e reapareça apenas no final, quando a situação realmente está ruim para os demais personagens.
Pete vai até uma lanchonete abandonada e lá encontra uma garrafa de vodca. Decidido a levar avante sua aventura ele bebe alguns goles e acaba pegando no sono. Após o menino adormecer pelo efeito do álcool um carro para no meio fio e a porta do motorista abre, mas ninguém sai de lá. Todo o carro está coberto de lama, o que impede  que se veja o seu interior, além da placa.
Doug Clayton, que dirigia atrás do estranho carro, para a fim de oferecer ajuda ao motorista. Ele é o primeiro a experimentar todo o terror que jamais poderia imaginar que lhe acometeria. logo Julianne Vernon e depois o casal Lussier e até um integrante da polícia do Maine vão ser as vítimas. A esta altura Pete desperta. A diferença entre ele e os outros é que talvez ele possa acabar com o terror.
Milha 81 é muito longo para ser considerado um conto e muito curto para ser uma Novela. A história é simples: Um carro do mal! Pessoas que são suas vítimas! Um menino que tenta salvar o dia!
Altamente recomendado para fãs de terror, ficção, suspense e Stephen King.

AQUI!!!!



A Coisa

IT

Stephen King

SINOPSE:

Junho de 1958. Derry, pacata cidadezinha do Maine. Início das férias de verão. Para Bill, Richie, Eddie, Stan, Beverly, Mike e Ben, sete adolescentes que, pouco a pouco, se tornam amigos inseparáveis, este será um verão inesquecível. Um tempo em que vão descobrir o doce sabor da amizade, do amor, da união. Uma época em que vão provar o gosto amargo da perda, do medo, da dor. Este será um ano inesquecível. Terrivelmente inesquecível. O ano em que vão conhecer a Coisa, a força estranha e maligna que vem deixando um rastro de sangue na calma Derry. O ser sobrenatural que apresenta um apetite especial por inocentes crianças.

Maio de 1985. O tempo passou deixando suas marcas em cada um deles. Já não são mais crianças. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir novamente suas forças. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Apenas eles podem vencer o poder maléfico da Coisa. 


COMENTÁRIOS:

Eu nunca gostei de palhaços (nem mesmo quando criança... na verdade, daí que eu tinha mais medo deles). Sempre achei que havia algo de bizarro e maldoso em relação a palhaços e A Coisa é a "materialização" desta bizarrice e maldade. Só mesmo Stephen King para escrever um livro com mais de mil páginas sobre a inocência, o inicio da vida adulta, a amizade e o amor e começar a história com a morte de uma criança de seis anos que tem o braço arrancado por um Palhaço Assassino.
Na cidade de Derry, Maine, em 1957 George Dembrough, de seis anos, sai em um dia chuvoso para brincar com um barco de papel que seu irmão mais velho, Bill, fez para ele. O barquinho cai em um bueiro e o menino encontra (dentro do bueiro...absolutamente bizarro) o palhaço Pennywise, que se oferece para ajudá-lo. George é o primeiro a morrer de uma série de mortes e desaparecimentos na cidade naquele ano.
Um grupo de crianças, que tem em comum serem frequentemente aterrorizados pelo valentão da cidade e seus comparsas, formam um grupo. Outra coisa que estes sete tem em comum são as experiências assustadoras e inacreditáveis pelas quais tem passado e todas relacionadas a Pennywise, que eles chamam de A Coisa. Um dos integrantes deste grupo é Bill, irmão da primeira vítima.
Em 1984 A Coisa volta a atacar e os amigos, espalhados pelo país (apenas um deles permaneceu em Derry) retornam e se reencontram, para mais uma vez enfrentarem Pennywise, só que em definitivo.
A história é muito interessante, a trama excelente, os personagens perfeitos, mas há um excesso de escrita. Muitas coisas poderiam sair do livro sem fazer a menor falta. Na verdade até favoreciam, pois, com tantas cenas sem ligação a trama, as coisas acabaram ficando monótonas e lentas em muitas passagens. King já fez isto em vários de seus livros, mas foi em A Coisa que eu mais senti a enrolação e fiquei com preguiça de ler.
Fizeram uma adaptação em 1990 que ficou terrível. Tudo acontece muito rápido, ao contrário do livro e os atores escolhidos não são nada carismáticos. Uma pena. Acho que li em algum lugar que estão ou irão fazer um remake e isso me deixou entusiasmada.
Para quem gosta de King não pode faltar a leitura deste livro, mas se arme de paciência, pois ele é longo e tem muitas passagens cansativas.
Uma curiosidade interessante é que a mesma Derry de 1958 é citada no livro Novembro de 63 e o protagonista encontra dois dos protagonistas juvenis de A Coisa. O encontro acontece após a primeira derrota de Pennywise pelo grupo de amigos.


Gostei muito desta linha de capas que fizeram para as novas edições.
Bem de acordo!
Bizarro, mas da forma menos positiva possível.
Estranha.
A mais linda das capas que encontrei.

Filme de 1990.
Os heróis nos anos 80.
Os heróis nos anos 50.
Palhaço+Bueiro-TERROR!!!!

Odd Thomas Livro 1

1º Livro da Série Odd Thomas

Dean Koontz

Sinopse:

Odd Thomas, um jovem cozinheiro de uma cidadezinha californiana, vê e ajuda os mortos da melhor forma que pode. Um dia, Odd se sobressalta ao ver um estranho sentado ao balcão do restaurante onde trabalha – ele está cercado de bodachs, entidades que só se mostram quando algum desastre de proporções gigantescas está para acontecer. Na casa do suspeito, ele encontra um arquivo sobre os piores assassinos da história e um portal para os bodachs – indícios suficientes para Odd temer um assassinato em massa. Com a ajuda de um grupo de amigos, ele se lançará em uma corrida contra o tempo para salvar os habitantes da cidade.

Comentários:

Odd Thomas é um jovem cozinheiro que pode ver os mortos. Ele mora em uma cidadezinha no deserto, tem a mesma namorada desde a infância, é querido pela maioria das pessoas na cidade e ajuda o simpático xerife a resolver  alguns crimes; às vezes eles até conseguem evitar que um crime seja cometido.
Certo dia um homem misterioso surge na cidade. Ele compra grandes quantidade de sorvete, tem várias reportagens sobre os piores assassinos do mundo e é seguido por Bodachs . Odd precisa descobrir quem é este homem antes que algo terrível aconteça. A unica pista que o rapaz tem é que algo vai acontecer dia 15 e ele está no dia 14. Em menos de 24 horas Pico Mundo vai passar por algum tipo de desastre.
Este não foi um dos livros de Koontz que me fisgaram. Geralmente eu amo ou odeio o que ele escreve, mas Odd ficou no meio do caminho. A história não é ruim, só que seu desenvolvimento foi fraco. Não me importei com os personagens e se eles conseguiriam ou não impedir o desastre; se eles sobreviveriam ou não. Os vilões foram fáceis de descobrir, a solução foi meio as pressas e anti-climática.
Recomendo para quem gosta do autor, para quem gosta de um livro sobrenatural de fácil leitura, mas não para quem quer ler algo mais profundo, intrincado e que marque. Claro, esta é minha opinião e pode ser que outra pessoa leia e ache fantástico :-)

Capa da edição nacional
Simples e legal.
Boa parte das capas dos livros do Koontz são neste estilo.


OBS:

Fizeram um filme baseado neste primeiro livro da série. Eu assisti e achei bem parecido. Bonzinho para passar o tempo (curiosidade: o protagonista é o ator que faz o papel de ChekovAnton Yeltchin - em Jornada nas Estrelas). 
No blog Shock Till You Drop vocês podem ler um review do filme.




O Último Passageiro

Manel Loureiro

SINOPSE:

Agosto de 1939. Um enorme transatlântico chamado Valkirie aparece vazio e à deriva no Oceano Atlântico. Um velho navio cargueiro o encontra e decide rebocá-lo até o porto, mas não sem antes descobrir que nele há um bebê de poucos meses... e algo mais que ninguém é capaz de identificar. Por volta de setenta anos depois, um estranho homem de negócios decide restaurar o misterioso transatlântico e repetir, passo a passo, a última viagem do Valkirie. A bordo, presa em uma realidade angustiante, a jornalista Kate Kilroy busca uma boa história para contar. Mas acabará descobrindo que somente sua inteligência e sua capacidade de amar podem evitar que o transatlântico pague novamente um preço sinistro durante o percurso. Inquietante. Enigmático. Viciante. Bem-vindo ao Valkirie. Você não poderá desembarcar…mesmo se quiser. 


COMENTÁRIOS:

Ao ler a sinopse deste livro em alguns blogs eu fiquei bem curiosa e procurei pelo e-book para tirar a dúvida. Li a história em dois dias. Quando comecei a leitura fiquei encantada com a história. Me despertou a curiosidade, fiquei nervosa e até senti temor pelos personagens. Realmente, a parte do cargueiro e seus integrantes encontrando o Valkirie e o abordando é fantástica. A história era boa, os personagens, o mistério... até a parte em que a protagonista começa a investigar o paradeiro do Valkirie e, juntamente com o grupo de cientistas e mercenários e o dono do navio embarcam estava bom. Daí desandou feio!
De repente eu parecia estar "vendo" uma versão pobre do filme Navio Fantasma. Clichês em cima de clichês não seriam um problema, se não fossem os absurdos e cenas totalmente sem nexo e necessidade. Uma mistureba de conspiração nazista, agentes sabotadores, maldições, assombrações e sexo entre humanos e fantasmas. As cenas de sexo foram absurdas e descaradamente colocadas lá porque virou moda ter erotismo em livro.
Para completar começa a haver viagens no tempo, do presente para a véspera do dia em que o Valkirie ficou a deriva sem nenhum passageiro a bordo. Junte a tudo isso alucinações, viagens astrais, sonhos premonitórios... afe... o samba do crioulo doido.
Para completar o final foi algo que eu definiria como PATÉTICO!!!!


CONTÉM SPOILERS

Como eu já disse, a parte inicial foi muito boa, mas daí há um salto temporal e começamos a acompanhar a chorosa protagonista, que havia perdido o marido em um acidente de carro a pouco. Para ocupar o tempo sua chefe lhe entrega a reportagem que o falecido marido estava fazendo, sobre o navio alemão Valkirie, famoso por ter sido encontrado 70 anos atrás com apenas um bebê judeu no salão de festas. todos os demais passageiros haviam desaparecido, mas os botes salva vidas não haviam sido usados e a comida estava servida nas mesas e ainda quente.
Mal a protagonista começa a investigar o paradeiro do navio tentam matá-la... mesmo assim ela não pensa que seu marido, morto por atropelamento, poderia ter sido assassinado. Eu pensei nisto de cara, mas esta possibilidade não foi explorada no livro.
Pois bem, ela descobre  que o bebê encontrado no Valkirie, agora com 70 anos, havia comprado o navio e o reformado para repetir a viagem inaugural do Valkirie e tentar descobrir o que havia acontecido. A protagonista consegue ser aceita no grupo que participaria deste experimento.
Quando o grupo embarca e a viagem começa logo os passageiros começam a ter alucinação, a sofrer possessões, a se matarem, a reprisarem o papel de pessoas que estavam na viagem inaugural do navio décadas atrás.
O que mais me irritou neste livro não foi a protagonista encontrar no navio o fantasma de seu marido e ter cenas tórridas de sexo explicito com ele, não foi a integrante lésbica da tripulação se pegar com uma fantasma mas sim o fato de que todos os passageiros do navio que eram alemães odiavam judeus... todos.
Para completar, mesmo sendo um navio de alemães às vésperas de começar a segunda guerra mundial, uma família de judeus decidiu embarcar às escondidas. E é claro que os alemães malvados mataram os pobres judeus. Pra mim morreu aí a história. Estou de saco cheio deste mimimi eterno do povo judeu lembrando a segunda guerra e o quanto sofreram nas mãos dos alemães. Me poupem! Morreram mais ciganos e russos do que judeus e eles não ficam se fazendo de eternas vítimas. Pior ainda ler isto sabendo do massacre que os Israelenses estão cometendo em gaza. 
Resumindo, este livro é um bom exemplo de como começar algo de uma maneira muito boa e estragar tudo da pior forma possível, com uma protagonista que é a unica sobrevivente e grávida do marido morto, porque transou com um fantasma... sério!!!!
Só para constar, eu não sou antissemita... antes que alguém apareça aqui tendo um surto por conta dos meus comentários.

Eu gostei muito desta capa.
Ela transmite terror, suspense e desperta o interesse.
Uma das capas de livros de terror mais belas que já vi.


Intensidade

Dean Koontz

SINOPSE:

Chyna Shepherd não teve uma infância feliz. De uma vida feita de violência e tragédia ela parece ter trazido apenas traumas, que aos vinte e seis anos pensa ter superado. Mas essa experiência lhe ensinou outra coisa. Ela aprendeu a sobreviver.
Uma noite, hospedada na casa de uma amiga, ela percebe que alguma coisa está errada. Um estranho invade a casa, e Chyna se vê envolvida em um turbilhão de acontecimentos que não pode controlar. O nome do estranho é Edgler Foreman Vess, um homem que se dedica a viver com intensidade. E isso, para ele, significa matar. Vess absorve a beleza com sentidos aguçados, sente intensamente... e destrói. Calmo e preciso, absorve a morte e o horror que provoca.
Quando percebe que todos na casa estão mortos, o primeiro impulso de Chyna é sobreviver. Esconde-se. Foge. Mas então descobre que há uma próxima vitima, em outro lugar, uma menina inocente correndo o mesmo perigo. Com um misto de pavor e coragem, lança-se então em perseguição ao hábil e frio assassino, um psicopata que já matou muitos e vai continuar matando, a menos que ela faça alguma coisa. E agora cada decisão passa-se como um jogo perigoso, e Chyna pode não estar preparada.


COMENTÁRIOS:

A primeira coisa que pensei, após tomar conhecimento do passado da protagonista e do que estava começando a acontecer com ela no "presente" foi: Que criatura azarada!!!! Pois é, Chyna (desculpem, mas eu sempre dou risadas mentais ao ler este nome) é uma tremenda azarada...e ao mesmo tempo não. Teve uma infância terrível (exposta a roubos, drogas, assassinatos, uma mãe criminosa e violenta e uma séries de "pais" cada vez piores) mas soube superar e recomeçar sua vida como estudante de psicologia, se afastando da mãe destrutiva. A protagonista foi convidada pela única amiga para passar uns dias na casa dos pais dela e é a única a sobreviver quando um psicopata chamado Edgler Foreman Vess os ataca durante a madrugada. A mulher sobrevive, mas passa pelos maiores horrores, coitada.
Chyna sobrevive porque não consegue dormir e por estar acordada percebe que há algo de errado. Ao procurar pela amiga a encontra amarrada na cama e os pais da amiga mortos no quarto de ambos. O assassino vai embora da casa sem encontrar China, levando a amiga consigo. A protagonista consegue se esconder no trailer dele na esperança de salvar a amiga, mas, ao tentar libertá-la percebe que a moça esta morta.
Neste ponto ela poderia ter fugido e procurado pelas autoridades, mas ela acaba por descobrir que Vess tem em sua posse uma adolescente (Ariel) e decide que vai salvá-la. Mais horrores pela frente para a nossa heroína. Qualquer pessoa normal passaria o resto da vida tendo pesadelos e sentindo medo de sair/ficar em casa.
A ideia de Intensidade é bem simples: uma mulher tentando se manter viva ao se ver no caminho de um psicopata. O que realmente interessa aqui é o desenrolar da história, não o seu inicio ou fim. Quando peguei o livro me ocorreu que ele tinha muitas páginas para a história se passar entre duas pessoas numa espécie de perseguição. Na verdade Koontz não enrolou e muitas coisas aconteceram sem parecerem forçadas.
É um livro para quem gosta de uma história de rápido desenrolar, que não se incomoda com situações perturbadoras e que gosta de filmes de horror (notem que eu escrevi HORROR e não TERROR).

OBS:

O livro teve uma adaptação para a TV em forma de mini-série. Eu dei uma espiada no Youtube mas não gostei da escolha dos atores e das mudanças que fizeram (mudanças que prejudicaram a história).

AQUI!!!!




Estes são os protagonistas da série de TV: Vess e Chyna.
Não fecharam com o que imaginei nem com a descrição feita no livro.

O Pacto

Horns

Joe Hill

SINOPSE:

Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim. 

COMENTÁRIOS:

A namorada de Ignatius, Merrin, foi estuprada e assassinada e ele é o principal suspeito. Um acidente destrói a maioria das provas coletadas, então, o rapaz jamais foi a julgamento. Quase todos na cidade onde ele mora acreditam que ele é o culpado, inclusive sua família. Apenas o irmão de Ignatius sabe que ele é inocente. Com a vida destruída, Ignatius passa a maior parte do tempo bêbado. No aniversário de um ano do assassinato de Merrin, Ignatius toma a maior de todas as bebedeiras e acorda com um par de chifres crescendo em sua testa, sem lembrar o que havia feito na noite anterior. Junto com os chifres alguma habilidades muito incômodas começam a despertar.
Achei a parte inicial do livro muito boa, quando Ig desperta, descobre os chifres e descobre que as pessoas se sentem compelidas a confessar para ele segredos terríveis do que fizeram ou do que gostariam de fazer (a maior parte destes segredo envolve algum tipo de perversão sexual ou desejo de morte). Claro, a medida que as páginas vão passando eu fui ficando pasma como uma cidade pode estar simplesmente cheia de pessoas terríveis, maldosas e desagradáveis, sem exceções (pertinho do final descobrimos UMA pessoa realmente boa e, além do irmão de Ig, mais uma que não é tão má assim). Até Ig irrita, por sua dedicação em não fazer mais nada além de terminar de destruir sua vida.
A medida que a leitura avança e você conhece o passado de Ig e dos personagens principais, como a namorada, o irmão e o melhor amigo e descobre a verdade (ela vem bem antes do final da história) do que aconteceu na noite em que Merrin foi morta, é difícil não sentir pelo protagonista, apesar de ele ser um idiota derrotista e se afogar em auto-piedade.
Eu realmente gostei dos capítulos iniciais e pensei que a história seria de humor negro (o trailer do filme reforçou esta opinião), focada na natureza das pessoas e na hipocrisia das cidades pequenas, mas o livro dá uma guinada na direção da tragédia em todos os sentidos, mostrando o passado de Ig e como a morte de Merrin acabou com a vida dele, alias, a maior maldade de Hill é mostrar que mesmo que Merrin não houvesse sido assassinada, a história tria um final trágico.
Apesar de continuar prendendo minha atenção (o despertar dos poderes de Ig é muito legal) eu gostaria que Hill tivesse se decidido por qual caminho seguir: um livro sobre a perda de um amor através do crime e suas consequências ou um sobre um cara com chifres e poderes que vinga a morte da amada. Eu digo isso porque ao ler parece que estamos acompanhando duas histórias diferentes, com dois Ignatius diferentes, o que prejudicou minha apreciação do livro.
O Pacto é narrado sob diversos pontos de vista, o que acaba tornando a história um pouco repetitiva. A intenção aparente é a de permitir que o leitor possa sabe o que aconteceu e se envolver com a situação e com os personagens, mas comigo não funcionou. Apesar de me divertir com parte da história eu não me apeguei a quem contava e não podia me importar menos com os destinos deles. Até mesmo Ig não conseguiu me conquistar. A sensação que tive é a de que antes mesmo da morte de Merrin ele não sabia o que fazer de sua vida e já era um idiota derrotista. Pelo menos os poderes o tornaram um pouco mais interessante.
A medida que avança a história vai se tornando mais e mais fantástica e dá uma virada no final que, apesar de emotiva, pareceu estar lá apenas por conta da virada e não por ter seguido todo um caminho até sua conclusão.
Por fim, eu gostei do livro, mas não gostei de como ele me fez sentir. Não pretendo reler O Pacto, mas estou curiosa sobre o filme com Daniel Radcliffe. Pelo trailer eu notei várias mudanças na história e para melhor. Confesso que decidi ler o livro por causa do trailer, muito divertido e bizarro. Pode ser que desta vez o filme seja melhor do que o livro e eu sinceramente torço por isso.


Simples e direta.
Várias referências ao que aparece na história.
Me lembrou a arte das capas de Quadrinhos.
A que menos gostei.
Cartaz do filme
Daniel Radcliffe como Ignatius.


 
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