A Herança Maldita














Escrito por Catherine Gaskin.


SINOPSE:

"Em busca de peças valiosas para uma famosa casa de leilões londrina, Joanna Roswell mergulha num mundo encantado de obras de arte, quadros e mobiliário soberbos, e um diamante de valor incalculável. Mas esse mundo de contos de fadas abriga antigos escândalos e maldições que pairam há séculos sobre uma família nobre inglesa.
Um enredo emocionante, que relata a intrincada trama de um amor perturbado pelo sofrimento e pelo desconhecido, que tem como ponto culminante um desfecho imprevisível e surpreendente, com brilho e a imaginação de Catherine Gaskin."



MINHA OPINIÃO: 



O livro tem inicio com a narração de um acidente de avião.  Uma das vítimas era a mãe da protagonista, Joanna. A moça vai até a Suiça em companhia de seu mentor e amigo Gerald, além de superior na Hardy`s, um antiquário de alto nível situado em Londres.
Por conta deste acidente Joanna finalmente conhece o pai, depois de 27 anos e, apoiada por Gerald, passa alguns dias no Novo México conhecendo o homem que era famoso pintor mas que havia se separado de sua mãe antes dela nascer.
Depois desta introdução acompanhamos Joanna e Gerald após uma frustrante avaliação da mansão de um nobre falido a caminho da casa de outro nobre, antigo conhecido de Gerald e dono de uma das jóias mais famosas do mundo: La Espanhola. A jóia era dona de uma fama dúbia, uma vez que pesava sobre ela uma maldição. Séculos atrás (se não me engano no século 15) o Lord Askew da época, católico, voltara da Espanha casado com uma espanhola. A moça trouxera consigo a jóia como parte de seu dote e, após sua chegada, deveria seguir a parte do dote em dinheiro, mas, o lord em questão foi executado por traição e a moça, viuva aos 17 anos, estava grávida e seu filho viria a ser o novo Conde de Askew. 
Segundo as lendas a moça fora afogada e seu corpo havia desaparecido, mas, a jóia, que ela sempre levava em volta do pescoço, surgira nas mãos de seu cunhado e novo herdeiro. Diziam que a moça, antes de morrer, rogara a maldição, avisando que aquele que tentace tirar a jóia da propriedade morreria e muitas vezes isso acontecera ao longo dos anos, com assaltantes ou pessoas que haviam comprado a jóia. Inevitavelmente ela voltava a mansão dos Askew.
Já no caminho para a casa, nas terras dos Askew, Joanna quase provoca um grave acidente ao desviar de um belo cão de caça branco. O interessante é que o Conde, pessoa que provoca sentimentos contraditórios em Joana (às vezes ela gosta dele, às vezes o despreza) vive cercado por 8 lindos cẽs de caça parecidos com o que quase provocara o acidente. Os cães eram costumeiros em Askew há seculos e o mordomo, que cuidava da mansão como se ela lhe pertencesse, com o auxilio da grande fanília, formara a atual matilha. Eu particularmente fiquei apaixonda pelos animais. O interessante é que, a certa altura do livro, a matilha se divide em dois grupos, ficando 4 sempre próximos a Joanna e chegando a salvar-lhe a vida duas vezes.
Joanna e Gerald ficariam em Askew apenas por dois dias, mas o amigo tem um ataque do coração e estes dois dias viram semanas. O tempo se estende devido também aos fabulosos tesouros do lugar e a dificuldade de Joanna em encontrar certos documentos a mando de Gerald (fica obvio que alguém procurava atrapalhar seu trabalho). A maior surpresa de Joana em Askew é descobrir que seus pais haviam alugado uma das casas da propriedade qdo ainda eram casados e que sua mãe nunca lhe contara nada sobre isso.
A descrição de Catherine Gaskin da casa e dos arredores é absurdamente perfeita. Pude ver com clareza a casa e seu mobiliário fabuloso, com seus vasos, louças, pinturas, os bosques e tudo o mais, até mesmo pude sentir a presença da espanholinha, como dizia Joanna, hospedada no quarto da jovem morta há tantos séculos. Vejam bem, não creio que ela se referisse a um fantasma, mas sim a uma sensação do passado, como se pudesse ver a moça e sentir sua solidão.
A parte romântica tem lugar entre Joanna, que vivera por um bom tempo tendo um caso com um milionário acostumado a não levar em conta suas vontade, muito charmoso mas extremamente egoísta e Nat, herdeiro de Askew, um viúvo, pai de dois filhos que ainda sofria a perda da esposa. Gostei muito do romance deles; havia um tom de agonia e esperança extremamente controlado. Joanna logo percebe que se apaixonou por ele e por seu estílo de vida, apesar de acreditar que jamais poderiam ficar juntos e ele, se apaixona de forma simples, sem grandes dramas, felizmente. Estou bem cheia de casais que poẽm eles mesmos as dificuldades para o amor que sentem e mais cheia ainda de livros que enfiam cenas de sexo com detalhes a cada capílo. Sinceramente este tipo de cena não casaria com a história de forma alguma.
Bom, resumindo, é um livro muito bom, com muito suspense e descobertas que levam a novas perguntas, cada vez conquistando mais. Não vou revelar mais nada nesta resenha porque acabaria tirando a graça da história revelando algo mais. Basta dizer que a obra não cai em lugares comuns, com vilões obvios, assombrações obvias, sexo explicito e por aí a fora. É um livro poético e instigante :-)

1 comentários:

Jossi Borges disse...

Adorei esse livro e sua resenha mostra exatamente o que eu tbm pensei sobre a história. Eu adoro essa autora, e estou com mais 3 ou 4 livros dela pra ler... aff, cadê tempo? O último que li foi "A Herança Tilsit" e percebo que ela gostava mesmo de escrever histórias com heranças milionárias mas misteriosas, castelos soberbos, mansões góticas...

Esse livro que vc resenhou está entre os que mais gostei: Comovente a história da espanholinha, né? E o romance dela com Nat foi bem light, sem nenhuma daquelas cenas "hot" que nada acrescentam... e vamos falar sério, cenas de sexo explícito não enriquecem absolutamente nenhuma história.
Muito boa resenha!
:)

 
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