Joyland

Stephen King

SINOPSE:


No verão de 1973 o universitário Devin Jones arruma um emprego temporário num parque de diversões chamado “Joyland”, buscando acumular dinheiro e curar seu recente coração partido. Devin acaba descobrindo que no passado o parque foi palco da morte de uma jovem pelas mãos de um temido serial-killer que nunca foi capturado. Com a ajuda de seus amigos, e de um garotinho de saúde frágil, porém muito especial, de dez anos, Devin descobrirá que o crime não está completamente adormecido.

COMENTÁRIOS:

A história de Joyland se passa durante o verão e o outono de 1973, em um parque de diversões, na costa da Carolina do Norte, onde Devin Jones, aos 21 anos, consegue um emprego. O rapaz, pretendendo curar o coração partido pela ex-namorada, muda de ambiente, faz novas amizades e se apaixona pela vida em Joyland.
"Jonesy" é uma personagem que captura a simpatia do leitor, seja na idade que possui ao contar sua história, seja como o garoto doce e meigo do passado. Ele é o tipo de pessoa tranquila, que quer o bem dos outros, que se importa com os amigos, que gosta do que faz, que ama o pai e gosta de animais.
Em meio aos dias ensolarados de verão Jonesy e seus novos amigos, Tom e Erin (todos os três estudantes universitários, trabalhando durante as férias para juntar um dinheirinho) ficam atraídos e intrigados com um crime que havia ocorrido alguns anos atrás em Joyland: uma jovem havia entrado na Casa do terror com o namorado e no dia seguinte havia sido encontrada na Casa do Terror com a garganta cortada. Pelo que Erin consegue descobrir com sua pesquisa, outros crimes semelhantes haviam acontecido em outras cidades na mesma época e alguns até mais antigos, o que os leva a crer que o crime havia sido cometido por um serial killer. Junte a isso a "lenda" de que o fantasma da moça assombrava a Casa do Terror (mas só os funcionários podiam vê-la) e fica mais fácil entender a obsessão que toma conta de Jonesy em relação ao assunto.
Além deste mistério, quando o verão está chegando ao fim o rapaz fica intrigado pela mãe e o filho que costuma encontrar em seu caminho, da pousada onde vive até o trabalho. O menino, chamado Mike Ross, tem 11 anos, está sempre em uma cadeira de rodas e parece muito doente. A mãe do menino, Annie, no inicio tenta manter Jonesy longe sendo descortês, mas com o tempo acaba aceitando a companhia do rapaz e aprovando a amizade dele com Mike (que está morrendo de Distrofia muscular e que é dono de uma segunda visão bem interessante).
Tom e Erin vão embora para a faculdade após o termino do verão, assim como todos os outros jovens empregados da temporada, mas Jonesy decide atrasar seu retorno a faculdade e permanece trabalhando em Joyland durante o outono. É neste período que ele consegue uma visita para Mike e a mãe, que é descrito de uma bela forma (detalhe: o menino vê o fantasma e quer ajudá-lo a se libertar).
A solução do mistério da morte em Joyland promove o climax da história, mas o livro realmente é a história de um garoto que se torna homem na década de 70. O livro é narrado em primeira pessoa por Jonesy algumas décadas depois, então, em meio a narração temos momentos de reflexão e sabedoria, que geralmente vem com a idade.
O mais interessante é que Stephen King é um mestre ao escrever como se ainda fosse um adolescente e sua escrita poética sobre a passagem da infância para a vida adulta sempre é tocante. Eu classificaria Joyland mais como um drama do que mistério ou qualquer coisa assim e recomendo para aqueles que gostam de livros profundos e belos, porém tristes.

OBS: Joyland vai ser adaptado para o cinema, então, é só aguardar e torcer para a adaptação ser fiel ao livro :-)

Lindíssima a capa estilo Pulp.
A moça provavelmente é a ruiva Erin, amiga do protagonista.
As moças contratadas para tirar fotografias das pessoas em Joyland usavam roupas verdes e provocantes e achei que a representação está perfeita.

6 comentários:

Carissa Vieira disse...

Sendo do King eu quero ler.
Não sabia que ia ser adaptado. Agora a vontade só aumentou.

Beijos,
Carissa
www.carissavieira.com

Arismeire Kümmer Silva disse...

Carissa, é um livro bem legal. Mais para drama do que terror e suspense. Estou curiosa para assistir a adaptação ;-)

Amor e Livros disse...

Eu estava pensando se valeria a pena a leitura desse livro... como gosto de fortes emoções e muito suspense, achei que talvez não fosse bem o que eu esperava. Mas a sua ótima resenha me deixou curiosa... Parece que tem tudo para nos incentivar à leitura! Um drama, um pouco de romance e um bom tanto de suspense.

;)

Arismeire Kümmer Silva disse...

Eu gostei do livro, mas geralmente gosto dos livros do Stephen :-)
Não espere, no entanto, terror e altas doses de suspense e sobrenatural.
Bj, Aris.

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS disse...

Arismeire... Achei muito bacana teu blog.... bem escrito, lindas fotos, textos poéticos e recheados de ternura. Queria te seguir... mas meu blog é meio impróprio, pesadinho e cheio de imagens.. por isso peço-te autorização. E pode deletar meu comentário se você quiser. Em tempo... volto aqui para saber se você me permite ser teu seguidor!

Arismeire Kümmer Silva disse...

Olá, PDR. Você é bem vindo para seguir o blog e fazer comentários sempre que quiser :-D
Bj, Aris.

 
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