A Governanta

Fiona.

Catherine Gaskin.

SINOPSE:

1830 nas Antilhas. O açúcar e a escravidão ainda reinavam supremos, mas a ilha de San Cristobal, com o seu perfume de flores exóticas, parecia um paraíso tropical para Fiona... Para ela, o convite para trabalhar na fazenda da família Maxwell fora uma forma abençoada de escapar da vida miserável que levava na Escócia. Mas a fazenda nada tinha a ver com os sonhos de paz e de prazer que Fiona acalentava. Todos a tratavam muito bem e Duncan, o menino que ela cuidava, a adorava. Mas Fiona não conseguia livrar-se de suas premonições de um perigo iminente. Seriam pura imaginação? Ou eram cenas que lhe chegavam através da maldita "segunda visão" que a perseguia desde a morte de sua mãe? Então Fiona descobriu que até o seu romance com Fergus, o belo e enigmático enteado da dona da fazenda, era parte de um plano macabro ligado a um passado sinistro e secreto.


COMENTÁRIO:


Se não me engano este foi o primeiro livro de Catherine Gaskin que eu li e devia estar com uns 13 ou 14 anos. Eu amei cada parágrafo, cada página e, quando finalmente terminei a leitura, eu chorei. É sério. Foi o único livro até hoje que me fez chorar, e chorar com vontade. Chorei porque o livro havia acabado e chorei por Fiona, e pelo que tinha acontecido com ela. Não julguem por isso que o final é ruim, longe disso. De certa forma, parece que o final dado ao livro era o único realmente aceitável.
Bom, a história se passa nas Antilhas em 1830, com um pequeno prólogo na Escócia. Neste prólogo conhecemos Fiona, moça que herdou da mãe os cabelos vermelhos e o dom da visão. As pessoas cheias de superstições em sua terra a temem e evitam, crendo que ela pode amaldiçoá-los ao prever o futuro. Mesmo sendo rejeitada Fiona é uma mulher forte e decidida e eu a admirei desde o inicio (raro achar uma mocinha que em momento alguém se comporta de alguma forma irritante ou tola).
Desejando escapar do destino de solidão e rejeição Fiona consegue um emprego com parentes afastados, sendo governanta de uma criança nas Antilhas. O chefe da família Maxwell se agrada dela e os dois tornam-se, de certa forma, amigos. Duncan é o filho mais novo dele e a criança que Fiona deve cuidar. Além de Duncan há Fergus, o filho bastardo e mais velho, por quem ela se apaixona. Além destes já citados temos um primo da família, a linda e arrogante esposa de Maxwell, suas parentes espanholas e os criados e escravos.
A adaptação de Fiona é lenta, mas a compreensão de que aquela família guardas segredos sombrios e profundas mágoas é bem rápida. Este é um livro fantástico, com amores, ódios, mistérios e tudo o que possa fazer seu coração palpitar de emoção. É até hoje meu livro favorito desta autora.

Esta é a capa do meu exemplar. Acho ela simplesmente linda. O detalhe de retratar uma das cenas do livro a torna ainda mais fantástica. Além disso, mocinhas ruivas são tudo de bom :-)

Capa em inglês. Mesma figura, cores diferentes.

Acho a moça muito bonita, mas o cenário de fundo ficou um tanto estranho.

Creio que esta capa é das mais antigas. Não é feia, mas não é bonita como as outras.

Bela capa.

2 comentários:

Jessica Oliveira disse...

Aris, adorei a sua resenha. Super bem escrita. Ainda não tive oportunidade de ler nenhum livro desta autora acho que na próxima vez que for ao sebo vou ficar atenta e ver se encontro este livro.

Bjs!

Books and Movies

OBS: Lá no blog tá rolando o sorteio do livro Fallen e mais um concurso onde você concorre à um kit com 5 livros da Ed. Andross.

Arismeire Kümmer Silva disse...

Este livro é meu livro favorito da Catherine Gaskin. História muito boa e me fez chorar feito uma menininha no fim, hahahahahahaha.
Vou passar no seu blog e espiar os sorteios. Resolvi participar de todos os sorteios que eu conseguir neste fim de ano :-)
Bj, Aris.

 
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