Medíocre sim, e por que não?

O mundo nos chama ‘a mediocridade. ‘a metade do que eu poderia ser. O mundo implora a minha independência dependente, ao meu individualismo solidário, a minha criatividade com limites e leis. Por que o mundo precisa de controle, e eu preciso estar no mundo, e o mundo precisa de mim. Pra quê? Não sei. Estou aqui. A instabilidade não pode fazer parte do meu ser. Por que sou LUZ, PAZ EQUILÍBRIO, por que sou AMOR... e o amor é perfeito. E eu busco a PERFEIÇÃO. Pra quê? Pra viver. Como? Não importa: é assim que tem que ser. Por isso sou medíocre com muito prazer. Sou menos do que poderia ser. Não sou nem muito nem pouco. Sou equilíbrio. Como o universo, como os sistemas, como o Brasil. Sou normal sou padrão. Nada de exageros, nem comigo mesmo. Por que sou metade. Não posso ultrapassar, parar nem correr. A mediocridade me faz ser, um ser que devo ser. Por que? Por que é assim que tenho que ser. Nada de mais, nada de menos. Sou igual a você. Nada de quero, ou não quero. Não tenho querer. Sou médio. Nem muito, nem pouco. Na medida certa, até que enfim deixar de ser.

1 comentários:

Iuri Fiedoruk disse...

Existem as pessoas e existem as bixas exibidas. ;)

 
Mistério das Letras Blog Design by Ipietoon