Nick Bantock

Lembro que certo dia, de visita a cooperativa Universitária de Santa Maria, onde eu morava, vi o primeiro livro desta trilogia. Ele me chamou a atenção devido ao exotismo da capa... coisas exóticas sempre chamaram minha atenção :-)
Depois de abri-lo e observar a arte fantástica eu fiquei apaixonada e desejei ardentemente possuir o livro. Por fim consegui, não só aquele como os dois que se seguiram. Quando terminei a leitura eu tinha os olhos meio úmidos. Havia algo naqueles desenhos, naquelas palavras, que me encantaram profundamente. Era como se eu conhecesse Griffin e Sabine e como se, ao chegar ao fim do ultimo livro, jamais pudesse tornar a encontrá-los.
Bem, vamos ao relato do que se trata, para esclarecer quem jamais ouviu falar desta magnifica história.


GRIFFIN E SABINE


A trilogia inicia-se com um cartão postal dirigido a Griffin Moss, ilustrador e dono da Griffon Cards que, curiosamente, mora na Yeats Avenue em Londres. Quem envia o postal é Sabine Strohem, filatelista e também ilustradora, que reside em uma ilha do Pacífico Sul e afirma vê-lo enquanto trabalha. Estabelece-se uma ligação telepática entre eles. Um fenômeno perturbador que se inicia quando ela tem 15 anos e há uma espera de 13 anos antes que façam o primeiro contato. A trama recobre o tempo contemporâneo e as viagens ao passado, no presente e no futuro. O primeiro volume termina com as cartas e os cartões pregados no teto do estúdio vazio de Griffin e somos informados pelo narrador invisível que Griffin Moss desapareceu. 


SINOPSE:


Tudo começou com um misterioso e, na aparência, inocente cartão-postal, mas a partir de então nada mais foi o mesmo na vida de Grffin Moss, um calmo e solitário artista de Londres. Seu mundo lógico e metódico foi de repente virado de cabeça para baixo por uma mulher estranha e exótica, que vivia em uma ilha tropical a milhares de milhas de distância. Quem é Sabine? Como ela pode "ver" o que Griffin está pintando se eles nunca se encontraram? É ela uma gêmea há muito tempo perdida? Uma clarividente? Ou um anjo malévolo? Testemunhamos o desabrochar de uma relação mágica ou um mergulho na loucura? Esta surpreendente novela visual desenrola-se em uma série de postais e cartas, ilustrados com desenhos excêntricos, criaturas bizarras e paisagens enigmáticas. 


A AGENDA DE SABINE


No segundo volume, no momento do encontro com Sabine em Londres, Griffin foge, iniciando uma viagem à Irlanda (terra dos seus antepassados), à Grécia, Itália, Japão e Egito. Encerra-se com um cartão postal dela perguntando o que aconteceu, onde ele está e um apelo para que escreva. 


SINOPSE:


Sabine supostamente era imaginária, amiga e amante criada por Griffin para suavizar sua solidão. Mas ela ameaça aparecer de fato na porta de sua casa. O final de Griffin & Sabine, o bestseller surpresa de 1994, deixou os leitores à beira de um precipício, no qual agora começam a cair, com a Agenda de Sabine, junto com Griffin. Diante da assustadora perspectiva de encontrar seu persongem imaginário, Griffin foge. Sua jornada se inicia de modo convencional - uma viagem pela Europa e pelo Mediterrâneo -, mas aos poucos ele percebe que viaja de volta no tempo, vagando por camadas de civilizações mortas e por sua própria alma. Seu Frágil vínculo com a realidade é a possivelmente irreal Sabine, que está vivendo em sua casa em Londres, e mantendo uma agenda de anotações com as cartas dele e as respostas dela. Mais uma vez, a história é contada em cartões-postais de estranha beleza e cartas lindamente ilustradas, que devem ser literalmente tiradas de seus envelopes para serem lidas. Porém a Agenda de Sabine é também um rascunho e um diário, com anotações e desenhos delicadamente macabros, acrescentando uma outra dimensão ao mistério visual que seduziu os leitores de Griffin & Sabine.


O CAMINHO DO MEIO


No terceiro volume Griffin e Sabine marcam um encontro no Egito. O narrador volta à cena para informar-nos que por muitos anos não se ouviu falar de Griffin e Sabine, até que um jovem médico do Kenya recebe um estranho postal de uma desconhecida que se assina Sabine Strohem.


SINOPSE:

Tudo indica que um não pode existir sem a presença do outro. No entanto, nenhum pode continuar vivendo sem o outro. Nesta última parte da trilogia, eles lutam contra forças misteriosas que os separam. Mas o tempo está passando: as cristalinas visões que Sabine tinha dos desenhos de Griffin estão se tornando escuras e embaçadas, e um estranho ameaçador começa a persegui-la. O CAminho do Meio é a história da viagem de Griffin e Sabine em direção um do outro, às vezes sonhadora, às vezes desesperada, às vezes como um pesadelo. O caminho do meio - a harmonia do equilíbrio perfeito - é o que eles procuram (e acham?) na assombrada conclusão desta correspondência extraordinária. No mesmo estilo irresistível dos volumes anteriores, este livro tambem permite ao leitor abrir magníficos envelopes e tirar cartas delicadamente ilustradas para participar dessa intrigante e mágica história de amor.


"Se você está lendo esta carta você existe. Se eu a inventei você existe. Se não escrevi as cartas e você as escreveu, você é real e estou louco. Se foi um lapso de memória, eu a conheço? O que está acontecendo? O que é fenômeno tangível? A história está muito intensa. Real demais. Você não existe. Eu a inventei. Estou apaixonado. O escritor é um inventor de palavras. A ficção é mais verdadeira que o fato. O fato é ficção." (Bantock: 1991)








ALGUMA ILUSTRAÇÕES DE NICK BANTOCK






1 comentários:

Adriene Gomes disse...

Griffin e Sabine é o meu livro favorito. Fiquei sentido o livro por quase um mês. <3

 
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