Liga da Justiça Internacional


HISTÓRIA:

Keith Giffen, J. M. DeMatteis e Kevin Maguire foram os criadores da Liga da Justiça Internacional, que era um grupo de super-heróis oriundos da Liga da Justiça. Como a nova equipe zelava por todos os países do planeta, havia sub-sedes internacionais apoiadas pela ONU e grupos em sedes oficiais, como a de Nova Iorque (Liga da Justiça América) e a de Paris (Liga da Justiça Europa).
Originalmente existiu a Liga da Justiça da América, contando com a presença dos maiores heróis da Terra. As reformulações feitas ao longo dos anos fizeram com que membros importantes saíssem e logo só restassem os menos populares. O desgaste da equipe fez com que as vendas caíssem e fosse necessário uma reformulação. 
As histórias da LJI começaram em 1987, logo após a série LendasAs histórias eram repletas de humor e ironia e despertaram novamente o interesse pela Liga. A maioria de seus personagens eram considerados de segundo escalão, exceto Batman, O Caçador de Marte e o Capitão Marvel. Superman, Mulher Maravilha e Flash não foram cedidos para participar do grupo, já que estavam passando por uma reformulação e Aquaman ficou de fora por estar passando por uma fase nada popular. Já o editor do Lanterna Verde sugeriu usarem Guy Gardner no lugar de Hal Jordan. Giffen comprou a ideia e usou Guy como um membro desestabilizador, mas mesclando isso ao humor escrachado. 
Guy era o machão briguento; o Capitão Marvel se comportava como seu alter-ego, Billy Batson, permanecendo infantil e sendo apelidado pelo Lanterna de Capitão Fraldinha; Canário Negro era feminista, Besouro Azul e Gladiador Dourado formavam uma dupla infame, havia também o Senhor Milagre, a Doutora Luz, Gelo, Fogo, Magtron e Órion (membros por algum tempo), Soviete Supremo e muitos outros. O Lobo foi relançado como um mercenário na série, sempre em busca de comida para os seus fofos golfinhos espaciais.
A revista foi muito bem sucedida, alçando alguns de seus personagens ao posto de estrelas, como Maxwell Lord (consultor empresarial da equipe), Guy Gardner (que co-protagonizou a série Tropa dos Lanternas Verdes), Gladiador Dourado e Besouro Azul, que ganharam revistas próprias, Fogo, que participou de Xeque-Mate e Metamorfo, que participou de Batman e os Renegados.
Infelizmente, após a saída de seus criadores, o tom da série mudou do humor para uma abordagem mais séria e a qualidade caiu, conduzindo a liga ao conceito original, dando fim as sub-equipes.


DADOS:

Lançada em maio de 1987, “Liga da Justiça #1” chegou às bancas com argumento de Keith Giffen, roteiros de JM DeMatteis e desenhos de Kevin Maguire


CURIOSIDADES:

Quando a equipe da Liga da Justiça Internacional foi estruturada, John Byrne não liberou o Superman, George Perez fez o mesmo com a Mulher-Maravilha e Aquaman não estava nada popular após o fracasso retumbante de Liga Detroit. Por sugestão de seu editor o Lanterna Verde seria Guy Gardner e o Flash Barry Allen havia morrido na “Crise”. Restavam Ajax e Batman (emprestado ao grupo pelo editor Denny O’Neil) para reiniciar a Liga juntamente com o já citado Shazam (na época ainda chamado de Capitão Marvel), Senhor Milagre , Besouro Azul , Doutora Luz, Senhor Destino, Canário Negro e Oberon.
Tendo em mãos um grupo formado por uma maioria de personagens menores, Giffen, DeMatteis e Maguire resolveram abusar da ironia e do humor.
A estrutura era simples: um idiota brigão e machista (Gardner), uma feminista agressiva (Canário), um líder ditador (Batman), um semi-deus inocente (Shazam), um idiota carismático (Besouro), um líder de campo sábio (Ajax), um Novo-Deus perdido (Senhor Milagre juntamente com Oberon) e a Doutora Luz
Ao longo de toda a formação cômica da Liga tivemos a misteriosa e constante figura de Maxwell Lord (uma espécie de relações públicas do grupo, mas que tinha um passado obscuro), a triste história do Caçador de Marte ao recordar sua vida em seu planeta natal, a interação já clássica entre o Gladiador Dourado (introduzido logo nas primeiras histórias) e o Besouro Ted Kord, Guy Gardner “bonzinho” após uma pancada na cabeça e seu romance com Gelo, Dimitri, o engraçado Soviete Supremo, que apanhou muito da revoltada Canário Negro e muitas outras situações absolutamente inesquecíveis.
Ao longo de sua história teve a inclusão de personagens como Metamorfo, Homem-Animal, Poderosa, Flash Wally West, Raposa Escarlate, Gaio, Feiticeira de Prata e Maya e, após a saída do trio criador e de várias mudanças na equipe criativa, chegou ao fim.

Os diálogos eram ótimos :-)
Detalhe para o Gladiador sacaneando o Guy :-D

Algumas das minhas capas favoritas.

VALE A PENA LER:

Outer Space, falando sobre a Liga da Justiça Internacional. Recomendo!

Antes de Dormir

Before I Go To Sleep


S. J. Watson

SINOPSE:


Todos as manhãs, Christine acorda sem saber onde está. Suas memórias desaparecem todas as vezes que ela dorme. Seu marido, Ben, é um estranho. Todos os dias ele tem de recontar a vida deles e o misterioso acidente que tornou Christine uma amnésica. Encorajada por um médico, ela começa a escrever um diário para ajudá-la a reconstruir suas memórias mas acaba descobrindo que a única pessoa em quem confia talvez esteja contando apenas parte da história.

COMENTÁRIOS:

A premissa deste Thriller psicológico é bastante simples; a narradora em primeira pessoa tem amnésia. Mais especificamente uma combinação mítica de várias formas diferentes de amnésia que coexistem simultaneamente (primeira pista de que o livro iria me decepcionar). Ela tem amnésia retrógrada, como resultado de um episódio traumático misterioso que ocorreu anos antes e tem amnésia anterógrada, que afeta sua memória episódica: ela não pode reter nada de novo. Meu segundo indício de que este livro seria um desastre é que ela tem uma capacidade de memória de curto prazo de muitas horas, essencialmente um dia inteiro, que se apagava apenas após ela dormir.

Portanto, esta narradora não confiável, com sua memória não confiável, está tentando juntar os detalhes de sua vida enquanto basicamente tem que começar do zero a cada dia. A ideia de que, sem a retenção da memória, não se pode construir experiências e, sem experiências, ela não pode forjar laços interpessoais com os outros (o que significa que ela não pode desenvolver relações ou alcançar qualquer tipo de maturidade emocional ou amor) é muito boa. A protagonista não pode sequer experimentar a sensação de antecipação porque exigiria um sentido preexistente de futuro combinado com um conhecimento do passado, sendo que ambos estão ausentes quando você tem que ser lembrado todos os dias que você tem amnésia, para começar. Não há futuro, não há passado, não há nada de antecipação, só o aqui e agora. Claro... poderia ter sido assim... mas não foi.


Watson conseguiu estragar tudo. Os sentimentos de desconfiança da narradora, confusão e paranoia estão lá, mas a frustração de sua existência está encoberta em cada nascer do sol subseqüente por causa da progressão da trama. E o final, OH DEUS o final. Ele acontece tão rapidamente e é tão previsível que todo o entusiasmo em relação a parte psicológica da história está perdido. Na verdade, eu acho que isso poderia ter sido um romance digno, realmente, mas enveredou pela estrutura repleta de clichês.

Resumindo: o livro tem uma premissa muito boa, mas a narradora-protagonista é insuportável, nenhum dos personagens é interessante, a escrita é muito ruim, a continuação de cena tem erros básicos e o final é tão previsível que dói. Claro que fiquei curiosa, pelo menos até certo ponto, mas bem antes da metade do livro eu já sabia quem era quem e quem tinha feito o que e, nossa, quantas pessoas sem caráter, a começar pela protagonista. Impossível sentir até pena das personagens.




OBS:

Um filme foi feito com Colin Firth, Mark Strong e Nicole Kidman... o que me ajudou a detestar ainda mais a protagonista.... consegui visualizar a interpretação caricata de Kidman, que pelo menos na ultima década só sabe interpretar mulheres desequilibras emocionalmente em meio a ataques de histeria.
Sinceramente, não recomendo nem para quem se interessa por policiais. Muito, muito ruim e uma grande decepção.



AQUI!!!!

Lugar Nenhum

Neverwhere

Neil Gaiman
SINOPSE:

Em 'Lugar Nenhum' Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra - a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.



RESUMO DA HISTÓRIA:

Gaiman nos apresenta neste livro a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive em Londres há dois anos e que certa noite sai com sua noiva, Jéssica, para jantar com o chefe desta. No caminho encontram uma moça ferida, que parece surgir do nada. Apesar dos protestos de Jessica, Richard decide cuidar da moça, que se chama Door, e a leva para sua casa, ao invés de ir ao jantar.
Na manhã seguinte, quando Door está melhor, ela pede a Richard que encontre o Marquês de Carabas, um homem que poderá ajudá-la a fugir de dois assassinos que estão caçando-a: Croup e Vandemar. Richard encontra o Marquês e o leva para seu apartamento a fim de se encontrar com Door. Os dois desaparecem quase de imediato, também do nada, deixando para trás um rapaz confuso e que não demora a descobrir que todas as pessoas que o conhecem deixaram de vê-lo e até o seu apartamento é alugado enquanto ele ainda vive lá.
Determinado a corrigir as coisas, Richard parte para o mundo da Londres de Baixo à procura de Door. Nesta busca Richard encontra todo o tipo de criaturas e personagens perigosas e caricatas que nunca pensou existirem na parte subterrânea de Londres.



COMENTÁRIOS:

Há algo na obra de Neil Gaiman que sempre me atrai, me conquista, mesmo que em níveis diferentes de profundidade. Acho que é a coragem de se arriscar em mundos desconhecidos e criar toda uma mitologia, a criatividade, a forma de dialogar com o leitor, de nos aproximar de seus personagens e de inserir algo sombrio por mais leve que seja o tema.
Um bom exemplo disso é o protagonista de Neverwhere, Richard Mayhew, uma rapaz normal, que trabalha, tem problemas, uma noiva... ele não é um herói, não é cheio de coragem e criatividade e sua noiva é quem comanda o relacionamento.
Toda a sua vida vira de cabeça para baixo (literalmente) após conhecer Door, ajudá-la (contrariando os desejos de sua noiva) e ir atras do (ótimo) Marques de Carabas. Ao se envolver com Door e seus problemas Richard fica invisível; ninguém mais parece ter a capacidade de vê-lo ou ouví-lo, salvo algumas exceções e mesmo assim, quem o vê ou ouve não consegue lembrar quem ele é. Sem opções Richard vai a Londres de baixo em busca de Door, na esperança de ter sua vida de volta.
A Londres de baixo é um lugar que se assemelha a um labirinto bizarro, perigoso, cheio de criaturas estranhas, desconhecidas, de pessoas que parecem vir de contos de fadas e terror e o pobre Richard se vê totalmente perdido e assustado.
Em sua busca por Dorr o rapaz descobre que a família dela foi assassinada e que alguém a quer morta. A moça tem um talento muito especial: ela pode abrir qualquer porta e criar portas. Atrás dela estão os muito assustadores Mister Croup e Mister Vandemar.
Richard se junta a Door e a Hunter (uma mercenária que está protegendo Door) na busca pelo anjo Islington na esperança de corrigir o que foi feito a ele e de desvendar as mortes da família da moça.
Eu gostei muito deste livro, embora ele não seja um dos meus livros favoritos de Gaiman. Door é uma personagem fácil de simpatizar, assim como Richard, apesar de sua falta de criatividade, mas o meu favorito é De Carabas, com sua esperteza e maneiras ladinas. Temos até uma espécie de TARDIS em forma de metrô, maior por dentro, menor por fora... (sim, Neil Gaiman é fan de Doctor Who).
Neverwhere é o tipo de história que Gaiman escrevia na época de Sandman, mais sombria, mais bizarra, mais assustadora e cheia de situações que parecem sem solução. Gosto mais dos trabalhos atuais dele, que possuem um tom mais "vivo", mais poético, mas este livro vale muito a pena, especialmente para quem gosta de fantasia mas não morre de amores por fadinhas purpurizadas :-)

AQUI!!!!


                           

Neverwhere foi transformado em mini série pela BBC. Alguns dos atores não eram conhecidos meus na época em que assisti, mas agora é engraçado ver Peter Capaldi, o novo Doctor Who, como o anjo Islington.



Fiquei sabendo a pouco tempo que vão transmitir por rádio uma nova adaptação, com atores que são famosos e dos quais gosto muito.


LISTA DE PERSONAGENS RADIO DRAMA:

Primeira Coluna personagens, segunda, atores que fizeram os papéis na mini série e terceira, atores que farão os personagens no Radio Drama.

Richard MayhewGary BakewellJames McAvoy
DoorLaura FraserNatalie Dormer
The Marquis de CarabasPaterson JosephDavid Harewood
HunterTanya MoodieSophie Okonedo
The Angel IslingtonPeter CapaldiBenedict Cumberbatch
Mr. CroupHywel BennettAnthony Head
Mr. VandemarClive RussellDavid Schofield
Old BaileyTrevor PeacockBernard Cribbins
LamiaTamsin GreigLucy Cohu
The AbbottEarl CameronGeorge Harris
                                           
  

AVISO

Me desculpem pela confirmação de letras que aparece quando se faz comentários. 
Vou dar um jeito de tirar esta incomodação, já que nem sei o porquê disso ter aparecido :-p
 
Mistério das Letras Blog Design by Ipietoon