O Substituto

The Replacement.

Brenna Yovanoff.

SINOPSE: 

Mackie não é um de nós. Ele vive na pequena cidade de Gentry, mas vem de um mundo de túneis e águas escuras e lamacentas, um mundo de garotas-cadáver governado por uma pequena princesa tatuada. Ele é um Substituto — deixado no berço de um bebê humano há dezesseis anos. Agora, devido a uma alergia fatal a ferro, sangue e solo consagrado, Mackie está morrendo aos poucos no mundo dos homens. Mackie daria qualquer coisa para viver entre nós. Tudo o que ele deseja é tocar baixo e descobrir mais sobre uma garota estranhamente fascinante chamada Tate. Mas quando a irmãzinha de Tate desaparece, Mackie é irreversivelmente arrastado para o submundo de Gentry, conhecido como Caos.


COMENTÁRIO:

Em primeiro lugar a capa me chamou a atenção, depois o título e por fim a sinopse, maaassss, como eu já havia caído na armadilha de uma bela capa com um título legal antes, comecei a ler em e-book, afinal, se fosse uma droga, eu não teria gasto dinheiro.

Mackie, o protagonista, não é humano. O verdadeiro Mackie foi roubado do berço ainda bebê e em seu lugar foi colocado um substituto. O mais interessante na história é que a família de Mackie sabe que ele não é a criança que haviam gerado e criado por tão pouco tempo e, mesmo assim, continuaram cuidando dele como se fosse seu filho. Emma, a irmã mais velha, nunca deixou de amá-lo e protegê-lo desde o momento que ele foi levado até aquela casa por um homem vestindo roupas negras e assustador.

Mackie é algo raro, afinal, jamais um substituto havia sobrevivido a infância e sua família o protege como pode, cuidando para ele não ser exposto ao ferro e que ninguém descubra o que ele é, apesar de alguns amigos (os mais íntimos: o garoto mais popular da escola e dois irmãos gêmeos) já saberem e nunca terem comentado nada. Na cidade, embora ninguém toque no assunto, todos sabem que de sete em sete anos uma criança vai ser trocada por um substituto e que logo haverá um funeral e um enterro. 

No inicio do livro a irmã de três anos da moça chamada Tate morreu... na verdade, ela foi levada e, de repente, Mackie se vê envolto neste problema, sem desejar fechar os olhos a mais uma criança desaparecida. Tate é amiga dos gêmeos, mas ele nunca havia se aproximado dela, então, é surpreendente quando, apesar de há anos cultivar uma paixão pela patricinha mor da escola, ele se ver apaixonado por Tate, desejando realmente ajudá-la e protegê-la.

O lance das crianças serem substituídas a cada sete anos é muito interessante, mas tem uma coisinha que me incomodou; se dizia que em troca da vida desta criança a cidade nunca passaria necessidades, que coisas boas viriam deste sacrifício, etc,etc, mas... a descrição de Gentry é terrível. O lugar está sempre nas sombras, com chuva constante, com pessoas cheias de crendices, sempre tentando se proteger do desconhecido, com medo de ter um de seus filhos roubado. Como pode ser bom morar num lugar como este? Além disso, não acredito que alguém não se meteria em tantos séculos a desvendar o mistério que envolvia a cidade e seus moradores subterrâneos não-humanos. Mackie, por exemplo, até os dezesseis anos nunca tinha se questionado sobre isso e quando finalmente ele vai atrás dos da sua espécie não questiona nada sobre a existência deles. Se quer deseja saber quem foram seus progenitores, nada!

Bem, outro ponto é que, apesar do protagonista e narrador ser um menino de dezesseis anos, a maior parte do tempo ele se comporta como uma menina e Tate, seu interesse romântico, mais parece um rapaz do tipo revoltado e Bad Boy. Foi legal ler com um garoto como protagonista, mas quando ele não se comportava como uma menina, hehehe. Já Tate é um menino o tempo todo.

Quando nos vemos diante do povo de Mackie temos coisas interessantes a nossa frente; a Casa do Caos e a Casa do Desespero são legais e as suas Rainhas idem. Poderiam ter sido mais desenvolvidos, eu confesso, mas como este livro é um livro para adolescentes, tudo bem, ele está muito, muito acima da maioria dos livros de YA que eu já li até agora.

Vou confessar o seguinte: este livro tem ares de uma obra de Neil Gaiman; da literatura YA de Neil Gaiman, só que sem o capricho e aprofundamento em relação a mitologia dos personagens. Também é muito, muito fácil visualizar uma animação feita por Tim Burton ao estilo Noiva Cadáver. Em alguns momentos a história se arrasta, com o chororo de Mackie e dos outros personagens, mas vejo mais pontos positivos do que negativos. Eu recomendo o livro e, PARA ALIVIO MEU E DE ALGUMAS PESSOAS, não é uma série!!!!!!!!! Uhu!!!!!!!! Chega de séries intermináveis de livros sobrenaturais :-D
Recomendo totalmente. estou louca para comprar o livro e poder admirar a capa sem ter apenas lixo escrito em suas páginas.

AQUI!!!!

Esta capa é muito linda e pessoalmente, então, mais linda ainda, com seus efeitos metalizados.

Esta capa é muito tosca, na minha opinião. Este garoto, na floresta, ficou tão...arghh!!!! Cabelinho feio, cara de bocó. Onde está o encanto da capa acima? 

2 comentários:

Jossi Borges disse...

Oi, Aris! Poxa, fiquei interessada também, rs. Tenho o ebook, traduzido, mas legível. Se ele fugir à regra dos eternos YA-cheios-de-chove-não-molha e historinhas meia-boca, escritas só pra depois virarem filme, ele vai para minha lista. Mas pelo que você diz, é bom! Então, já está anotado.


Realmente, eu tbm já tô cheia de séries que nunca tem fim, creedo. Li o livro 2 de 'The Hollow' (Jessica Verday), mas como sempre, o final não é final e só dá nos nervos da gente. Que coisa, mania desses autores de escreverem histórias em trocentas partes!
Boa resenha, obrigada pela dica.

:)

Arismeire Kümmer Silva disse...

Pois, gostei bastante deste livro. Talvez porque me lembre as histórias do Neil Gaiman :-D
Não é fabuloso, mas é bom e acho que vale a pena ler.

 
Mistério das Letras Blog Design by Ipietoon