American Horror Story II

American Horror Story: Asylum - Segunda Temporada



A segunda temporada de AHS tem a maior parte de sua ação em 1964, mas transita pelo tempo e espaço e começa nos dias de hoje, com um casal invadindo um prédio antigo e abandonado, que já havia sido um hospício chamado Briarcliff. O casal em lua de mel está visitando os lugares mais assombrados do país e Briarcliff está na lista. Daí é um pulo para termos um marido sem braço, agonizando, uma esposa histérica fugindo por corredores escuros e imundos e um assassino assustador e bizarro, que parece ter um rosto todo deformado mas que na verdade usa uma máscara feita de pele, cabelo e dentes humanos... chocante. Depois disso um pulo para 1964 e a história realmente começa.
Freiras alcoólicas, possessão demoníaca, amputações, dementes,médicos nazistas, alienígenas e anjos da morte – Não houve limites para a série nesta temporada.
Os personagens são vários e todos tem destaque; temos a jornalista Lana (gay na década de 60 não era saudável), Kit (casamento inter racial na década de 60 também não era seguro), a irmã Mary Eunice (a pessoa mais inocente do universo), a irmã Jude (mulher forte e  presa num abismo de culpa), Arden (James Cromwell), médico e nazista que era chegado numa experiência bizarra (muitas delas vivendo na floresta que cercava o asilo), monsenhor Timothy (Joseph Fiennes - o fraco, safado e egoísta) e por aí a fora.
Enquanto na primeira temporada a série se concentrou nos conflitos da família e nos fantasmas que viviam em sua casa, nesta segunda temporada temos um leque mais amplos de bizarrices: nada de fantasmas, mas havia monstros parecidos com o "bebê" da primeira temporada, todos eles resultados de experiências feitas pelo fdp chamado Arden, que era o médico responsável por Briarcliff, instituto dirigido pela mão firme da irmã Jude (mais uma vez Jéssica Lange se mostrando soberba). Tivemos também aliens, o anjo da morte, um demônio... tudo isso e o pior monstro foi a ambição humana e também a maldade humana. Ainda acho que Arden era muito pior quu o doutor Tredhson, um carinha simpático interpretado por zachary Quinto e que gostava de esfolar mulheres usando uma máscara feita de pele humana (aka Bloodface).
A trama principal é sobre a chegada de Kit em Briarcliff acusado de ser o psicopata Bloodface e a jornalista Lana tentando conseguir uma entrevista com ele e sendo barrada pela irmã Jude. Lana se aventura em Briarcliff por uma passagem secreta e acaba presa como paciente do lugar. Enquanto isso o doutor Arden faz experiências com pacientes criando mutantes canibais assustadores que moram na floresta e são alimentados por ele com corpos de outros pacientes. Entre estes dois transitam alguns personagens, como a irmã Mary Eunice, que sabe das criaturas e sem compreender exatamente o que são, cuida delas e teme por elas. Ah, não vamos esquecer que antes de ser preso Kit foi abduzido por aliens... é... aliens.
Os segredos são muitos; alguns dão calafrios e a trama é extremamente inteligente e bem amarrada. Não recebemos tudo mastigadinho, é claro (esta não é a intenção de AHS), mas é muito mais profunda que a temporada anterior e fiquei pasma com a capacidade de Jéssica Lange, Evan Peters, Lili Rabe e Sarah Paulson de fazerem personagens tão diferentes do que haviam feito anteriormente que, simplesmente se tornaram outras pessoas e não pude compará-los, já que eram seres absolutamente distintos.
Esta temporada não se apoiou no sobrenatural para desenvolver a trama principal e sim na maldade humana, muito bem representada por Arden e Bloodface. Sem esquecer, algumas vezes voltamos a época atual para mostrar o que anda acontecendo com o casal em Briarcliff e Bloodface (e nos perguntamos COMO Bloodface pode estar em 2012 matando bem feliz se ele já era homem feito em 1964). O encerramento da série também se dá em 2012 e tudo funciona bem e a bandida da Jéssica Lange me fez chorar ;-p


Sister Jude, absoluta.

Lana, a sofredora.

Kit, a vítima.

Arden, o monstro maior.

Tredhson, o terror.

Sister Mary Eunice, a tragédia.

Monsenhor Thimoty, o traidor.


3 comentários:

Amor e Livros disse...

Aris, essa série é realmente boa? Eu confesso que tenho certa "fobia" de seriados, filmes e livros que remetem á loucura e doenças mentais... ui. Essa série eu comecei a assistir, mas parei no terceiro episódio, após assistir um assassinato brutal. Achei muito bizarro e chocante... acho que me senti deprimida.
Eu gosto do terror light, e essa série, com tanta monstruosidade, tanto humana qto sobrenatural, me assustou e deixou com baixo astral...
:(

Mas sua resenha foi ótima! Vc sabe analisar bem os meandros mais tortuosos das séries. Vou te consultar sempre que eu tiver uma série em vista! ;)

Bjos!

Arismeire Kümmer Silva disse...

Olha, eu acho a série muito boa, com duas temporadas bem diferentes, mas elas tem algo em comum: são chocantes e mostram um tipo de terror/horror muito forte. Se você fica impressionada com isto é bom não insistir, especialmente na segunda temporada, que é mais próxima ainda da realidade. AHS é forte e realmente pode fazer a gente se sentir deprimida e perturbada. Se você quer só diversão é melhor ver um filme trash, que é bobinho e dá uns sustos mas não fica na cabeça da gente ;-)
Bj, Aris.

Arely disse...


Eu só vi nesta temporada AHS e realmente gostei, porque Adam Levine veio e Jospeh Fiennes. Em 2016 um filme foi lançado um bom filme chamado Ressurreição/Risen, o protagonista é Joseph Fiennes, eu recomendo. O filme fala de Jesus como um homem julgado por um soldado do Império Romano (joseph fiennes), e acabar com a possibilidade de humano e celestial sendo deixada em aberto. Espero que gostem.

 
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